O primeiro-ministro considerou hoje "absolutamente lamentável" e "inqualificável" a forma "radical" como a oposição está a atacar politicamente a ASAE, sublinhando que com a acção daquele organismo o país e os consumidores estão mais defendidos.
"É absolutamente lamentável os outros partidos enganarem-se no alvo e desatarem a atacar tudo o que mexe, atacarem de forma radical uma instituição do Estado como a ASAE, que está a ser atacada como um partido político", afirmou o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, José Sócrates.
Insistindo que os "ataques políticos" que os outros partidos têm feito à ASAE são "inqualificáveis", nomeadamente a comparação daquele organismo à PIDE, José Sócrates sublinhou que a missão daquele organismo do Estado é "fazer cumprir a lei".
"Com a ASAE o país e os consumidores estão mais defendidos", salientou, considerando que este "é o momento para defender a ASAE".
Porque, não obstante "qualquer exagero que se tenha cometido", a "ASAE veio para ficar", acrescentou o primeiro-ministro.
"Os ataques à ASAE são destemperados, próprios de partidos que não têm uma agenda focada e construtiva", acusou ainda José Sócrates.
A acção da ASAE tem sido atacada por toda a oposição, que crítica o que considera serem atitudes 'exageradas' por parte daquele organismo.
Sábado à noite, em Castro Marim, o líder do PSD/Algarve, Mendes Bota, comparou a ASAE à PIDE, acusando aquele organismo de perseguir os cidadãos.
"Salazar tinha a PIDE, agora temos uma ASAE, uma polícia que persegue os cidadãos e uma máquina fiscal que persegue as pequenas e médias empresas", afirmou.