0
Anterior
Viaje na nova máquina de Elisabete Jacinto
Seguinte
Jorge Fernando e Sam the Kid num fado em ritmo hip-hop
Página Inicial   >  Sociedade  >  Gente  >   As telas de António Colaço

A MINHA PAIXÃO

As telas de António Colaço

Já fez muitas coisas na vida, mas é à pintura que o assessor parlamentar do PS regressa sempre que pode. Clique para ver galeria de quadros de António Colaço.
|

Aos 18 anos, em 1972, o assessor parlamentar do PS, António Colaço, concorria a Belas Artes. Chumbou. Irritado, à saída, deixou a uma funcionária uma pintura sua: "Uma Vénus de Milo, numa escola onde se destacava um jovem com um pau na mão e um cavalete partido." E, para quem não percebeu a alegoria, jurou bem alto: "Hei-de pintar!"

E pintou mesmo... até a manta. No sentido literal, já que a sua incursão pelas artes não se resume à pintura "próximo da figurativa". Recorre à colagem de materiais. Ainda muito jovem, recorda-se de ter passado um dia inteiro a pintar com a água férrea de um riacho. Por alimento, apenas um lanche que a mãe, "criada na casa do irmão do cardeal Cerejeira", lhe preparou.

Mas a vida deste comunicador, que nos últimos 20 anos palmilha os lugares mais secretos dos corredores do poder socialista, é rica em momentos de ruptura e arrebatamento. Foi frade franciscano, mas a vocação esvaiu-se. Pouco depois, já conspirava nas escadas da Faculdade de Letras de Lisboa. Em Janeiro de 1974 assentava praça em Mafra. A catarata traumática provocada, aos 5 anos, por uma pedrada no olho esquerdo, não o livrou do serviço militar. Estava na Escola Prática de Administração Militar no 25 de Abril e alinhou na ocupação da RTP: "Cheguei a dormir numa cabina dos telejornais."

De então, guarda as divisas de cadete, balas que não disparou e um cravo "oferecido por uma senhora". Era tempo de debate de ideias. Discute-as no Movimento de Esquerda Socialista. É do reencontro com um velho amigo de infância, Jorge Lacão, que despontam os seus 20 anos de assessoria. "Estreei-me na Assembleia da República no dia em que António Guterres se iniciou como líder parlamentar."

Antes disso, funcionário da Câmara de Abrantes, abraçou a causa da rádio. Deu a voz na Rádio de Abrantes, na Regional do Ribatejo, e esteve no parto da TSF, com Adelino Gomes. Com idêntica paixão, juntou, em Abrantes, o Congresso das Rádios Piratas. Ao mundo da telefonia promete um dia regressar. Mas, à arte, que "não se esgota nas galerias", vai regressando quando pode.

Já de partida do Parlamento viu negado o direito de ali expor algumas das suas obras, com o argumento de "não ser um pintor de nome". De telas debaixo do braço, entrou na Associação 25 de Abril, mostrou a obra e não mais parou. Em homenagem às origens de seu pai (padeiro), expõe agora em Messejana, porque na Assembleia... sem nome, nem pensar! Às vezes, como diria Álvaro de Campos: (...) "O nome é morto, inda que escrito."

 

Texto publicado na Revista Única,  da edição do Expresso de 17 de Outubro de 2009


Opinião


Multimédia

E que tal uma canjinha de pato?

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

Os assassínios, as execuções, as decapitações são as imagens mais chocantes de uma propaganda cada vez mais sofisticada. É a Jihad, que recruta guerrilheiros no ocidente para matar e morrer na Síria. O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Reportagem em Londres, no café onde viam jogos de futebol, na universidade onde estudavam e na mesquita onde rezavam. Autoridades e especialistas em terrorismo estão alerta sobre este pequeno mas perigoso grupo, onde corre sangue português - e de onde escorre sangue por Alá.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

Piza de manga com estragão e canela

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.

Desaparecidos para sempre no Mar do Norte

O dia 15 de novembro já foi feriado, há 90 anos. A razão foi o desaparecimento de Sacadura Cabral algures no Mar do Norte. Depois de fazer mais de oito mil quilómetros de Lisboa ao Rio de Janeiro, o aviador pioneiro não conseguiu completar o voo entre a cidade holandesa de Amesterdão e a capital portuguesa. Ainda hoje, não se sabe o que aconteceu ao companheiro de Gago Coutinho e tio-avô de Paulo Portas, a quem o Expresso pediu um sms.

Os muros do mundo

Novembro relembrou-nos os muros que caem, mas também os que permanecem e os que se expandem. Berlim aproximou-se de si própria há 25 anos, mas há muros que continuam a desaproximar. Esta é a história de sete deles - diferentes, imprevisíveis, estranhos.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Terror religioso está a aumentar

Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?


Comentários 0 Comentar

Últimas

Receba a nova Newsletter
Ver Exemplo

Pub