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As 400 milhas finais na rota pelo Pacífico

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Os franceses dos Groupama continuam a dominar a frota da Volvo Ocean Race na rota final para Auckland
Os franceses dos Groupama continuam a dominar a frota da Volvo Ocean Race na rota final para Auckland / Yann Riou/Groupama

Um sistema de baixa pressão atmosférica situado no Pacífico Sul, entre a frota e a meta da regata Volvo Ocean Race, provocou alteração nos ventos de nordeste, tornando-os mais fracos para os barcos que seguem à frente - como o líder francês Groupama - e permitindo que os retardatários se aproximassem mais. Os franceses foram os primeiros a sentir os efeitos do ventos fracos, perdendo entretanto cerca de 40 milhas da vantagem que tinha. Agora, já a navegar com a nova brisa de sudeste, o Groupama ainda tem cerca de 400 milhas até a meta em Auckland, Nova Zelândia. Os espanhóis do Team Telefónica ainda mantêm o 2º lugar e os americanos do PUMA sofreram mais alguns desaires.

A variação nos ventos obrigou a equipa francesa a realizar várias manobras, o que sempre acarreta perda de terreno em relação aos rivais, tendo o Team Telefónica chegado a aproximar-se até a 86 milhas. Mas esta manhã, o Groupam já acelerava a velocidade de até 25 nós e recuperava as 100 milhas de vantagem, enquanto os rivais mais próximos seguiam a 20 nós de velocidade.
Amanhã à hora do almoço, a equipa francesa já avistará a costa neozelandesa, e irá preparar-se para rondar o cabo Norte da ilha do norte da Nova Zelândia. O trecho final de 190 milhas até Auckland deverá estar completo até o Sábado de manhã.
Os americanos do PUMA entretanto tiveram outra noite complicada, com a passagem de nuves de chuva que perturbaram ainda mais os ventos instáveis, fazendo o barco perder terreno. A tripulação do CAMPER/ETNZ, em 4º lugar, aproveitou para aproximar-se mais, cortando 10 milhas da vantagem dos americanos. Mas esta zona de transição dos ventos está a afetar todas as equipas, umas mais que as outras.
"Tentar evitar esta armadilha de nuvens carregadas de chuva é quase impossível, especialmente à noite.", disse Amory Ross, a bordo do PUMA, indicando que mesmo com o auxílio do radar é difícil entrever a posição e a direção das nuvens.
"Por agora estamos a tentar atravessar esta zona de transição entre os ventos alíseos de nordeste e a nova brisa de sudeste.", disse o navegador australiano Will Oxley, do CAMPER/ETNZ.



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