Arrancou em grande o Energia de Portugal
Os candidatos começaram a chegar muito antes da hora marcada, ávidos por começarem aquela que pode ser a experiência mais determinante nas suas vidas. "Há uma enorme energia em Portugal que nos deve unir a todos como uma forma de ultrapassar a crise", lançou Martim Avillez de Figueiredo, publisher da Impresa, aos quase 250 candidatos reunidos no Edifício São Francisco de Sales para o primeiro dia de trabalho. O objetivo dos vários exercícios que aconteceram durante a manhã foi dar aos participantes a oportunidade de se conhecerem uns aos outros, já que no final do dia teriam de se integrar numa das 50 equipas que passarão à fase dos bootcamps
O primeiro exercício serviu para quebrar o gelo em cada uma das mais de 40 mesas. O desafio era conseguir fazer uma construção com fios de esparguete, fita-cola e um marshmellow (sim, um marshmellow, leu bem). Durante meia hora os participantes quase transpiraram para ver qual a mesa que conseguia fazer a construção mais alta - a construção vencedora atingiu os 72 cm. Depois, entrou-se na fase das apresentações.
Os três exercícios seguintes obrigaram os participantes a exporem-se perante os outros, enumerando os traços fortes da personalidade e os momentos mais marcantes das suas vidas - houve quem confessasse que um dos mais importantes estava a acontecer neste dia. Finalmente, entrou-se no mundo das ideias de negócios, pondo à prova a capacidade dos candidatos em olhar para as ideias segundo a análise swot - strenghts (pontos fortes), weaknesses (pontos fracos), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças).
Antes do almoço foi lançado a todos o desafio de criarem uma rede social manual, assinalando as pessoas que conheceram ao longo da manhã, e de se inscreveram para o pitch de ideias. "Precisamos de uma verdadeira revolução e este projeto é um passo para ajudar a mudar as mentalidades", reforçou António Lucena de Faria, responsável da Fábrica de Startups, organizadora e parceira desta iniciativa, "depois fica nas vossas mãos criarem empresas de sucesso".
Durante o almoço os candidatos aproveitaram para partilhar os objetivos que os trouxeram a esta iniciativa conjunta do Expresso, EDP, SAGE e CGD, e ganharem balanço para os desafios que os esperam à tarde. E foram muitos os que começaram logo a procurar elementos para constituir uma equipa, sem esperar sequer pelo pitch, que aconteceu a meio da tarde. Foram apresentadas quase 150 ideias de negócios, divididas pelas áreas de internet e mobilidade, produtos, serviços de consultadoria, e outros serviços.
Os candidatos tiveram 90 segundos para atrair outros participantes dispostos a apostar na ideia ou, pelo menos, a acreditar no seu talento. Assim que terminaram os pitch foi a agitação geral. Inúmeros grupos foram-se formando de forma natural, mas houve candidatos que tiveram de recorrer a cartazes para tentarem angariar os elementos que faltavam para constituir uma equipa. "Há imensa energia e entusiasmo no ar", constatou António Lucena de Faria. Não era para menos, afinal a constituição das equipas foi o grande desafio do dia - quem não conseguiu integrar-se numa das 50 equipas não passou para a fase seguinte dos bootcamps.