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Nobre promete articular-se com direção do PSD

Falando aos deputados do PSD, Fernando Nobre comprometeu-se a abrir mais o Parlamento aos cidadãos, invocando a sua qualidade de independente sem, até agora, qualquer experiência na máquina do Estado. Clique para visitar o especial Portugal 2011

Filipe Santos Costa (www.expresso.pt)

Fernando Nobre foi esta manhã bastante aplaudido durante a reunião do grupo parlamentar do PSD, após uma intervenção em que fez o elogio do partido, confessou ser "uma honra" fazer parte desta bancada e prometeu articular-se com a sua direção política se conseguir ser eleito presidente da Assembleia da República.

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"Nada farei sem articular com a direção política do PSD e do grupo parlamentar", disse o médico. O discurso de Fernando Nobre foi feito já após a intervenção de Passos Coelho perante os deputados - em que o líder do PSD reafirmou a sua confiança no desempenho de Nobre e na sua capacidade de aproximar o Parlamento dos eleitores.

"É uma honra estar entre vós"

Num discurso que foi descrito por deputados do PSD ouvidos pelo Expresso como "uma grande intervenção", Fernando Nobre fez vários elogios aos social-democratas, às estruturas do partido, que o acompanharam na campanha, e à JSD. E deixou uma garantia que caiu bem entre os que o ouviam: "É uma honra estar aqui entre vós e fazer parte deste grupo parlamentar".

Fernando Nobre elogiou ainda os seus antecessores no cargo, mas comprometeu-se a abrir mais o Parlamento aos cidadãos, invocando a sua qualidade de independente que não tinha, até agora, qualquer experiência na máquina do Estado.

Passos Coelho confirmou aos seus deputados a informação que o Expresso adiantou na edição de sábado: o próprio Fernando Nobre e os seus colaboradores mais próximos têm feito contactos com deputados de várias bancadas - não só do CDS, mas também do PS e do PCP - para garantir os 116 votos necessários.

Passos Coelho confirmou igualmente uma informação que já era conhecida desde a campanha eleitoral: o Parlamento vai trabalhar durante as férias para poder cumprir os prazos apertados do memorando de entendimento com a troika.