Armando Vara apresentou hoje a demissão do cargo de administrador do BCP. Em comunicado, o banco refere que a demissão resultou do "imprevisto arrastamento do processo judicial" em que Vara é arguido, relacionado com o caso Face Oculta.
Vara encontrava-se suspenso destas funções desde Novembro de 2009, na sequência do seu alegado envolvimento no processo das sucatas, conhecido como Face Oculta.
Desde então manteve-se no banco, a receber, embora sem funções definidas, mas disponível para trabalhar naquilo que o banco entendesse necessário. No entanto, acabou por nunca ter qualquer função, facto que foi alvo de críticas internas, nomeadamente da comissão de trabalhadores do BCP. Nos últimos meses aumentaram as pressões dos orgãos sociais do banco para que Vara se demitisse.
Joe Berardo, um dos maiores acionistas do BCP, confessava em Abril que lhe doía muito "pagar a alguém que não está a trabalhar, mas temos que respeitar os acordos", lembrando que Vara "tinha uma remuneração e tinha um contrato".
Segundo o BCP, "o acordo de saída agora alcançado vai permitir a Vara receber a quantia correspondente à que lhe seria devida até ao termo normal do mandato em curso", ou seja, até ao final do ano.
O BCP refere também que a situação de suspensão de Vara se tornou "inconveniente".
Leia aqui o comunicado na íntegra
enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pelo BCP sobre este assunto.