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Arábia Saudita autoriza participação de mulheres nos Jogos Olímpicos

Pela primeira vez, as atletas sauditas vão participar nos Jogos Olímpicos de Londres. Até aqui, a Arábia Saudita vetava a participação feminina em competições internacionais. 
CNN e BBC |
Equipa feminina de basquetebol do Jeddah United, da Arábia Saudita, em março deste ano
Equipa feminina de basquetebol do Jeddah United, da Arábia Saudita, em março deste ano / Getty Images

Depois do Qatar e do Brunei, é agora a vez da Arábia Saudita dizer que as suas atletas já podem participar nos Jogos Olímpicos. O fim da proibição foi anunciado através de comunicado, pela embaixada daquele país em Londres.

A decisão de, pela primeira vez, apoiar a participação de mulheres sauditas nos Jogos Olímpicos foi tomada depois de semanas de pressões e negociações diplomáticas por parte do Comité Olímpico Internacional. O veto foi levantado pelo Comité Olímpico saudita, com a aprovação, entre outros, do rei Abdullah Bin-Abd-al-Aziz Al Saud , do ministro dos Negócios Estrangeiros e da cúpula clerical do país. De acordo com o comunicado, a decisão foi "mais um passo rumo à abertura política e social".

Recorde-se que em abril, o presidente do Comité Olímpico saudita, príncipe Nawaf Ben Faisal, informou que o país não enviaria atletas para a competição em Londres, mas ressaltou que a Arábia Saudita poderia apoiar individualmente as atletas residentes no estrangeiro, "para que a sua contribuição esteja de acordo com a sharia (lei) islâmica" disse o príncipe.

Curiosamente, apenas uma mulher está classificada para competir nos Jogos Olímpicos de 2012 como representante da Arábia Saudita. Dalma Rushi Malhas, amazona de 20 anos nascida nos EUA e cidadã saudita, foi convidada pelo Comité Olímpico e vai participar na prova de saltos. Será a primeira atleta saudita na história dos Jogos Olímpicos. Mas o Comité diz que está aberto a apreciar novas candidaturas.

O Qatar vai enviar três atletas a Londres este ano: uma atiradora, uma nadadora e uma corredora. Já o Brunei vai estar representado por uma mulher que vai competir na modalidade saltos sobre obstáculos.

Exclusão das mulheres


Num país onde as mulheres estão impedidas de conduzir e onde onde as autoridades fecharam ginásios privados para o público feminino em 2009 e 2010, a participação de pelo menos uma mulher saudita nos Jogos Olímpicos de Londres é já uma grande conquista.

A proibição na Arábia Saudita relativamente à participação das mulheres em competições desportivas tem a ver com o risco de contato livre entre os sexos. Para casar, frequentar uma escola ou abrir uma conta bancária, as mulheres sauditas precisam da permissão de um "responsável" masculino, normalmente o pai ou o marido.

Também não podem votar nem exercer cargos públicos, se bem que isso vai mudar a partir de 2015. As escolas também não oferecem aulas de educação física para as raparigas. 

De acordo com a ONG Human Rights Watch, o Comité Olímpico da Arábia Saudita não tem uma sessão feminina, e nenhum dos  153 clubes desportivos do país permite a entrada de mulheres. A única excessão é o Jeddah United, que tem uma equipa feminina de basquetebol, mas é uma empresa privada.

 


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Comentários 28 Comentar
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um país "moderado"
De longe o mais culturalmente atrasado de todos os países do mundo e o menos livre (depois da Coreia do Norte).

Incrível que algumas potências ocidentais o considerem como um país "árabe moderado" só porque gasta uns biliões por ano em armamento inglês e americano.

hipcrisias...

oreivaivestido.blogspot.pt/2012/06/o-caminho-das-pedras.html
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Re: um país
Uma duvida?
Vão dar em directo um jogo da sua selecção feminina de Basquetebol, contra uma selecção ocidental de "gajas descascadas" (Sob o ponto de vista saudita)? ou vão dar em diferido, em que as adversárias serão manchas negras no ecrân?
Atrazados
Se não fosse o petróleo seriam tratados como .. camelos.
Re: Atrazados
É difícil de entender...ou talvez não...
...como o regime ultra reaccionário dos príncipes sauditas oprime todo o povo e em particular as mulheres,gasta fortunas em armamento, sendo um dos maiores importadores de armas a nível mundial,exporta alegados terroristas milionários como Bin Laden e outros,e apesar destas tropelias continiua a ter e a manter relações obscenas incondicionais com os "campeões das liberdades democráticas" nos EUA.
Imagina-se o sofrimento destes "democratas" terem que engolir tantos sapos.
Será que os interesses petroleiros lhes facilitarão a deglutição?
Re: É difícil de entender...ou talvez não...
Re: É difícil de entender...ou talvez não...
Re: É difícil de entender...ou talvez não...
Re: É difícil de entender...ou talvez não...
Existe no Aki
Na cultura ocidental existe o Aki. O pessoal passa por lá e compra uma serra para os chifres e vive feliz. Essas ferramentas excepcionais ainda não chegaram ao médio-oriente... mas pelas opiniões que leio aqui é uma ferramente frequente de muitos foristas no Expresso...
Re: Existe no Aki
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Edição Diária 17.Abr.2014

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