18 de abril de 2014 às 22:01
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Arábia Saudita autoriza participação de mulheres nos Jogos Olímpicos

Pela primeira vez, as atletas sauditas vão participar nos Jogos Olímpicos de Londres. Até aqui, a Arábia Saudita vetava a participação feminina em competições internacionais. 
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)CNN e BBC
Equipa feminina de basquetebol do Jeddah United, da Arábia Saudita, em março deste ano Getty Images Equipa feminina de basquetebol do Jeddah United, da Arábia Saudita, em março deste ano

Depois do Qatar e do Brunei, é agora a vez da Arábia Saudita dizer que as suas atletas já podem participar nos Jogos Olímpicos. O fim da proibição foi anunciado através de comunicado, pela embaixada daquele país em Londres.

A decisão de, pela primeira vez, apoiar a participação de mulheres sauditas nos Jogos Olímpicos foi tomada depois de semanas de pressões e negociações diplomáticas por parte do Comité Olímpico Internacional. O veto foi levantado pelo Comité Olímpico saudita, com a aprovação, entre outros, do rei Abdullah Bin-Abd-al-Aziz Al Saud , do ministro dos Negócios Estrangeiros e da cúpula clerical do país. De acordo com o comunicado, a decisão foi "mais um passo rumo à abertura política e social".

Recorde-se que em abril, o presidente do Comité Olímpico saudita, príncipe Nawaf Ben Faisal, informou que o país não enviaria atletas para a competição em Londres, mas ressaltou que a Arábia Saudita poderia apoiar individualmente as atletas residentes no estrangeiro, "para que a sua contribuição esteja de acordo com a sharia (lei) islâmica" disse o príncipe.

Curiosamente, apenas uma mulher está classificada para competir nos Jogos Olímpicos de 2012 como representante da Arábia Saudita. Dalma Rushi Malhas, amazona de 20 anos nascida nos EUA e cidadã saudita, foi convidada pelo Comité Olímpico e vai participar na prova de saltos. Será a primeira atleta saudita na história dos Jogos Olímpicos. Mas o Comité diz que está aberto a apreciar novas candidaturas.

O Qatar vai enviar três atletas a Londres este ano: uma atiradora, uma nadadora e uma corredora. Já o Brunei vai estar representado por uma mulher que vai competir na modalidade saltos sobre obstáculos.

Exclusão das mulheres


Num país onde as mulheres estão impedidas de conduzir e onde onde as autoridades fecharam ginásios privados para o público feminino em 2009 e 2010, a participação de pelo menos uma mulher saudita nos Jogos Olímpicos de Londres é já uma grande conquista.

A proibição na Arábia Saudita relativamente à participação das mulheres em competições desportivas tem a ver com o risco de contato livre entre os sexos. Para casar, frequentar uma escola ou abrir uma conta bancária, as mulheres sauditas precisam da permissão de um "responsável" masculino, normalmente o pai ou o marido.

Também não podem votar nem exercer cargos públicos, se bem que isso vai mudar a partir de 2015. As escolas também não oferecem aulas de educação física para as raparigas. 

De acordo com a ONG Human Rights Watch, o Comité Olímpico da Arábia Saudita não tem uma sessão feminina, e nenhum dos  153 clubes desportivos do país permite a entrada de mulheres. A única excessão é o Jeddah United, que tem uma equipa feminina de basquetebol, mas é uma empresa privada.

 

Comentários 28 Comentar
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um país "moderado"
De longe o mais culturalmente atrasado de todos os países do mundo e o menos livre (depois da Coreia do Norte).

Incrível que algumas potências ocidentais o considerem como um país "árabe moderado" só porque gasta uns biliões por ano em armamento inglês e americano.

hipcrisias...

oreivaivestido.blogspot.pt/2012/06/o-caminho-das-pedras.html
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Uma duvida?
Vão dar em directo um jogo da sua selecção feminina de Basquetebol, contra uma selecção ocidental de "gajas descascadas" (Sob o ponto de vista saudita)? ou vão dar em diferido, em que as adversárias serão manchas negras no ecrân?
Atrazados
Se não fosse o petróleo seriam tratados como .. camelos.
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É difícil de entender...ou talvez não...
...como o regime ultra reaccionário dos príncipes sauditas oprime todo o povo e em particular as mulheres,gasta fortunas em armamento, sendo um dos maiores importadores de armas a nível mundial,exporta alegados terroristas milionários como Bin Laden e outros,e apesar destas tropelias continiua a ter e a manter relações obscenas incondicionais com os "campeões das liberdades democráticas" nos EUA.
Imagina-se o sofrimento destes "democratas" terem que engolir tantos sapos.
Será que os interesses petroleiros lhes facilitarão a deglutição?
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Existe no Aki
Na cultura ocidental existe o Aki. O pessoal passa por lá e compra uma serra para os chifres e vive feliz. Essas ferramentas excepcionais ainda não chegaram ao médio-oriente... mas pelas opiniões que leio aqui é uma ferramente frequente de muitos foristas no Expresso...
Re: Existe no Aki Ver comentário
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