26 de maio de 2013 às 0:00
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Aproveitar a boleia da crise

A Irlanda desregulamentou os mercados de capitais e o mercado de trabalho. Ao primeiro sopro desabou e o desemprego disparou. Salvou a banca e ficou com um défice de 32 por cento. Quem é que a UE e o FMI vai pôr a pagar? Os do costume.
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

A Irlanda era um exemplo: desregulou os mercados de capitais, dedicou-se ao dumping fiscal, com um IRC irrisório e desregulou o mercado de trabalho. Atraiu assim os capitais estrangeiros e alimentou uma bolha imobiliária. O problema é que os mercados têm humores. E assim como vieram, foram embora aos primeiros sopros da crise. Com tão generoso tratamento, um quarto do PIB irlandês não contribuiu com um euro para o rendimento nacional e as receitas fiscais sentiram-no bem. Ainda antes de vir a nacionalização da banca falida, já a crise batia à porta: o PIB caiu 3,5 por cento em 2008 e 7,6 por cento em 2009.

A promessa de que um mercado de trabalho flexível também não se confirmou: 4,6 por cento de desemprego em 2007, 6,3 por cento em 2008, 11,9 por cento em 2009 e 13,7 em 2010. Um aborrecimento quando as certezas ideológicas não são confirmadas pelos factos.

Depois sabe-se o que aconteceu. A exposição da banca irlandesa ao exterior levou à falência do primeiro banco. O Estado correu em seu socorro e isso custou nem mais nem menos do que 17 por cento do PIB. Quando a certeza de mais duas nacionalizações que custarão 35 mil milhões de euros surgiram a União Europeia obrigou a Irlanda, que só precisava de ir aos mercados da dívida em Abril de 2011, a pedir ajuda (à "generosa" taxa de mais de cinco por cento) ao fundo europeu e ao FMI.

Com o dinheiro viram imposições: mais flexibilização do mercado de trabalho (que tão bons resultados demonstrou), diminuição do salário mínimo, diminuição em dez por cento dos salários dos funcionários públicos (que já tinham sido reduzidos em dez por cento) e diminuição do subsidio de desemprego.

Vamos repetir para quem já se esqueceu: tudo isto está a acontecer à Irlanda para salvar a banca. Onde se vai buscar o dinheiro? Aos recursos públicos, às prestações sociais e aos salários dos irlandeses. São eles que vão pagar a factura das aventuras de uma banca falida.

Impõe a Europa novas regras para o sistema financeira? Quis regulamentar os mercados de capitais? Conseguiu impor impostos que não apostem numa concorrência fiscal incomportável para os países europeus? Nada disso. As causas da crise irlandesa foram rapidamente esquecidas. Uma boa oportunidade para atacar direitos laborais e destruir o Estado Social não se pode desperdiçar. Mesmo que uns e outro nada tenham a ver com o que aconteceu.

Para Portugal, a Europa já tem a mesma receita: flexibilizar as leis laborais. O que tem isso a ver com o endividamento externo de Portugal? Nada. Mas quem ainda não percebeu que a crise causada pelo laxismo dos Estados face às aventuras dos grupos financeiros será usada para dar a última machadada no modelo social europeu não percebeu nada do que estamos a viver.

Comentários 78 Comentar
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180º
Muito boa crónica, em linha com a argumentação que teve ontem à noite na RTP. Os meus parabéns! Sobre ambos tenho 4comentários breves:

1 - Somos nós que pagamos a péssima gestão da banca. É isso que acontece quando nos cortam nos salários e afins para financiar os bancos. Temos que mudar radicalmente de rumo, procurar novas soluções e não insistir naquelas que correram comprovadamente mal.

2 - Onde andam todos aqueles (quase todos com exposição política e mediática) que anos afim diziam que Portugal devia seguir o "excelente" exemplo do Irlanda!? Certamente debaixo das pedras, donde nunca deveriam ter saído...

3 - Ontem à noite, perante o contraditório, viu-se o Medina Carreira mais nervoso que um puto no 1º dia de escola. Na SIC, sempre "sabiamente" entrevistado pelo "imparcial" Mário Crepos, diz o que quer (ou o que querem que ele diga)...

4 - Como transformar a dívida privada em dívida pública?
http://www.youtube.com/wa...

Bem haja meu caro Daniel!
Mudar de politica e de demadogos no Governo Ver comentário
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(1) O Daniel dos prós e o Oliveira dos contras
Não pude deixar de assistir, você estava lá. Discutia-se aspectos da crise e como sair dela e quem melhor…

Nem vou aos “outros”.

A dada altura, você puxa de uma pasta e anuncia: “tenho aqui um gráfico.” (eu próprio dei um salto do sofá) – DO ia utilizar as armas do seu inimigo de estimação: Medina Carreira, em cujo semblante se notou de imediato um ar de pânico. E com razão, pois após o “pôr-no-sítio” com: “você tem a mania de todos os ex-ministros das finanças, em que os outros foram todos maus” - E a seguir move o dedo em direcção a um ponto do gráfico e exclama: “no ano que foi ministro, a despesa foi das mais altas”

Apanhado em falta, tartamudeou uma (na sua opinião) desculpa foleira: “é que houve a desvalorização da moeda e inflação de 30%...” – AhAh – gritou-lhe de imediato – justifica, mas os outros também têm justificações.

Estou a vê-lo rodeado de amigalhaços, dando-lhe palmadas nas costas – “Boa Daniel, arrumas-te o neoliberal do velhadas” – e começam a trocar dicas sobre a crise, o povo e a revolução democrática e popular, enquanto trincam umas tostas com caviar acompanhadas de umas bejecas fresquinhas.

Agora digo eu: DO, toda a gente tem justificações, mas cabe a quem as recebe analisá-las. Percebe? Analisar. Pois a despesa acompanha a inflação e convém perceber o porquê do aumento da Despesa quando NÃO HÁ INFLAÇÃO.

Você critica o facto de termos os gestores mais bem pagos da Europa, mas esquece-se de acrescentar: PÚBLICOS

(continua)
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A demagogia de palanque de Sócrates acabou
A hora Portuguesa não é ir à boleia-nem de Sócrates nem dos seus argumentos de palanque,que prometeram bacalhau no prato com grêlos a todos os Portugueses.
A Hora é de mudar de politica e exigir a quem governa que apresente as contas: do que se deve e como se gasta o dinheiro.E que prove à Europa e aos credores que o dinheiro que nos emprestaram está a ser bem gasto e que Portugal vai cumprir os seus compromissos.
Essa é que é a questão e Cavaco Silva, na sua apresentaçºão de recandidatura bem sublinhou: o Presidente não vai ser um corta fitas e exigirá do Governo que fale verdade aos Portrugueses,acabem as mentiras e o crédito internacional do País um ponto de honra.
Esse é o caminho e não há outro: temos que ser nós a resolver os nossos problemas.
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CARO DANIEL E DESILUSTRADOS SEGUIDORES
O colapso da banca d um país é algo d muito grave pois os alicerces da sua economia cairiam e consigo arrastariam as populações. Só os muito fortes e ricos é q não seriam tao afectados e como vc sabe esses coincidem com o vértice da pirâmide social. Este cenário mais grave é quando se está perante um projecto supranacional q possui uma moeda comum. Os efeitos d deixar falir a banca irlandesa seriam catastróficos e as consequências negativas minariam os alicerces doutras economias desgastando a dos fortes e arrasando com as dos fracos. O negócio financeiro é um negócio conservador em q uns se seguram noutros e daí o facto d esta crise financeira internacional ser d tão grande dimensão. O fenómeno começou por ser americano e rapidamente passou a ser global pois uns tinham contaminado outros. Tenho a certeza q vc sabe disto quase tudo mas insiste numa visão fácil, irracionalmente voluntariosa e o suficientemente irresponsável p gáudio dos mais ignorantes q perfilam medidas sem qualquer nexo. Efectivamente é estranho q o sector q arrastou um país p a desgraça tenha q ser socorrido por todos os seus cidadãos. Estou também de acordo q quem paga são sempre os mesmos e a qonde vai mais doer é junto dos mais necessitados. Mas qual seria a alternativa? O q se esta a passar na Irlanda e brevemente em Portugal mais não é do q o mal menor, a alternativa seria bastante mais negativa, um Inferno. O q hoje se exige é falar verdade e isso NINGUEM AINDA FEZ EM PORTUGAL. Na Irlanda já o fizeram
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Re: vai ver se eu estou alí Ver comentário
A verdade inconveniente
A verdade inconveniente do "modelo irlandês".
Parabéns pela prestação de ontem. Até qu'enfim!
O DO também tem números, não é nenhum tosco
Estou extasiado perante tantos devotos. Devem ser comentadores a quem você “meteu na cabeça”: repetem o você tem dito, talvez porque seja mais fácil. É mais ou menos como ouvir comentários de futebol.

Agora para surpreender, pediu a camaradas amigos para lhe passarem uns “números” e vai daí: pespega-os.

A Irlanda: esse País com demoníacas políticas neoliberais que conseguiu um salário mínimo mais que o dobro do nosso. Mas que, pasme-se, em 2007 tinha 4,6 de desemprego, coisa nunca vista. Com a crise de 2008, 6,3. Então aqui é demais. Em 2009 e 2010 com a declarada falência da Banca – que nada tem a ver com a política do Governo – os números sobem, um pouco acima dos nossos, que não tivemos (ainda) falência da Banca. Pela mesma razão (falência da Banca+crise internacional) o PIB baixa, mas para um tipo esperto que consegue meter as coisas na cabeça, realçou: “antes de a Banca ser nacionalizada”.

A Banca foi nacionalizada, quando se chegou à conclusão que não havia outra solução. E os contribuintes não salvaram a Banca, salvaram o sistema bancário. O dinheiro que devia estar nos Bancos, era deles, dos contribuintes.

Pedem-se matar os banqueiros, violar as mulheres e vender os filhos como escravos, tudo bem. Mas o sistema bancário tem que ser salvo. O contrário seria o descalabro da economia e o caos.

Caos, que você dava tudo mais os 8 tostões, para que sucedesse.

Só as luminárias que o aplaudem, é que não vêem isso
Re: O DO também tem números, não é nenhum tosco Ver comentário
Re: O DO também tem números, não é nenhum tosco Ver comentário
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DO
Chega de conversa fiada, porque não fala de que se criem leis que penalizem seriamente e gravemente que tem prejudicado o país!
Porque não fala de que se crie uma leia que deva informar quem detêm contas em paraísos fiscais, e de que forma conseguem lucros abismais?
Esta não é uma democracia mas sim uma confraria, onde se realçam os oportunistas e vigaristas que têm afundado o país com toda a impunidade, não se acuse a ou b mas sim toda esta classe política, e poucos se safam desta podridão.
A era de Salazar foi podre, e esta?
A obstinação do Senhor Oliveira!
Chega a ser bizarro, ontem o Grande Oliveira no programa Prós e Contras fartou-se de malhar nos neoliberais, foi uma festa! Alias muitos comentários a este post são para dar os parabéns ao DO pela sua prestação de ontem....

Voltando a realidade, DO rejubila-se com o falhanço da Irlanda chegando mesmo ao cúmulo de justificar o desaire Irlandês com um conjunto de barbaridades.

Pondo os pontos nos is, a Irlanda está nesta situação por dois motivos, sector financeiro simplesmente entrou em colapso devido a exposição ao derivados dos amigos Americanos e a juntar a isto uma bolha imobiliária que explodiu nestes três últimos anos.

Os activos destes bancos tiveram uma depreciação brutal, por um lado perderam imenso dinheiro com o Subprime e a machadada final foi o eclodir da desvalorização dos imóveis.

A juntar a este cocktail explosivo uma recessão mundial económica-financeira desde 2008 até aos dias de hoje.

O modelo económico Irlandês não teve qualquer culpa deste desastre, o que falhou foi a supervisão Bancária e a gestão desastrada dos Gestores dos Bancos Irlandeses.

Ao contrário do nosso país a Economia Irlandesa é capaz de superar este momento dado ter um crescimento potencial muito superior ao nosso.

O Senhor Oliveira esquece-se sempre deste facto, hoje a Irlanda está no buraco mas nos próximos anos sairá e voltará a normalidade e nessa altura terá que engolir tudo o que disse.
Como é que sairá do buraco? Ver comentário
parabens. Ver comentário
Amigo diga isso aos Irlandeses!!!! mas de longe !! Ver comentário
A ignorância do Daniel Oliveira
A ignorância de Daniel Oliveira fez-se sentir em toda a sua plenitude, como é costume, quando pretendeu achincalhar o ministério de que Medina Carreira fez parte há 30 anos.
Naquele período, 1979-80, Portugal era o paraíso que o Daniel Oliveira desejava hoje. Mas como andava de fraldas nessa altura desculpa-se-lhe a ignorância.
No final da década de 70, a Banca portuguesa estava nacionalizada, os seguros estavam nacionalizados, 80% dos órgãos de Comunicação Social estavam nacionalizados, a CUF estava nacionalizada, a Siderurgia Nacional e a indústria pesada estava nacionalizada, a Lisnave e a Setenave estavam nacionalizadas, a Metalúrgica Duarte Ferreira estava nacionalizada, os telefones, água, electricidade, combustíveis estavam nacionalizados, os transportes estavam nacionalizados, enfim, Portugal estava nacionalizado. Um paraíso para o Daniel Olveira e um pesadelo para Medina Carreira poder controlar uma Economia totalmente controlada pelo Estado.
Muitos empresários estavam ainda refugiados no Brasil por terem sido saneados por comissões de trabalhadores compostas por "daniéis oliveiras" e os sindicatos dos "daniéis oliveiras" mandavam nas políticas empresariais.
Como consequência do sistema político vigente na altura do Medina Carreira como ministro do governo de Mário Soares, um sistema que o Daniel Oliveira defende com unhas e dentes, o FMI viu-se obrigado a intervir em Portugal.
Por isso, camarada (salvo seja) Daniel Oliveira seja sério nas suas acusações.
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Medina Carreira cilindrado
Caro Daniel Oliveira, estou muitas vezes em desacordo consigo, mas hoje dou-lhe os meus mais sinceros parabéns, não só pelos argumentos pertinentes que aqui apresenta, mas principalmente pela monumental coça com que brindou o Medina Carreira ontem no "Prós e Contras" da RTP. Este Velho do Restelo arrogante ficou com as orelhas a arder quando confrontado com as suas próprias responsabilidades e incoerências, algo que seria impossível acontecer-lhe na Sociedade "Independente" de Comunicação (SIC), onde sempre lhe lambem as botas "ad nauseam". Teve de ser a RTP a pôr este senhor no seu devido lugar e obrigá-lo a aceitar o contraditório.
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Re: VISÃO REDUTORA E SECTARIA Ver comentário
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Lá vai mais um comentário
Não vi o tal de «contra», e tenho pena se o Medina se saiu mal contra o DO, pela simples razão de que o Medina tem a razão quase toda e o DO nenhuma.
A substância da coisa, no entanto, não muda: DO inventou uma tese que a esquerda em peso subscreve: a culpa da crise é da banca. Os estados endividaram-se para salvar a banca; agora a banca - má e ingrata - exige aos Estados juros usurários para os financiar. Se não fosse isso - a ganância da banca - viveríamos no melhor dos mundos. Mais ou menos.
Só que nada disto é verdade: a culpa da crise é de um modelo social e de desenvolvimento em que o mundo ocidental vive há muito acima das suas posses; os estados estão endividados há muito, sem chances de pagar a divida (em 2001 a Bélgica já tinha uma divida de 110% do PIB, a Itália de 90%, etc…); para os estados se continuarem a endividar alguém tem de lhes emprestar fiado. Se quem empresta não acredita do devedor, faz juros altos. Simples. Conhecem modelo alternativo? Haver há, só que não era a mesma coisa, era Moscovo, anos 30…
Em Portugal, em concreto, a banca não tem nada a ver com o assunto: os bancos portugueses são dos mais capitalizados da Europa, não andaram a especular em fundos tóxicos (isto, aliás merecia outra conversa. Quem se endividou para fazer obras de regime, aumentou estupidamente a despesa pública sem contrapartida e passou de 42/43% de despesa pública no PIB para mais de 50% foi o Estado, que em 5 anos passou a divida pública de 65% para 90/100% do PIB. Culpa?
Muito se aprende Ver comentário
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Grande sorte!! Ver comentário
TGV sem duvidas!! Ver comentário
Re: TGV sem duvidas!! Ver comentário
Um outro universo – não o vosso...
Pelos comentários aqui colocado apercebo-me de que ontem, o P&C teve a excelência de possibilitar que algém confrontasse o Medina Carreira (de que me lembro do tempo em que como ministro disse algo do género de que se os portugueses não tinham dinheiro para andar de carro que utilizassem a carroças de burros) com a realidade, i.e., que ele também meteu a colher no pote – tinha para comigo que o homem já estava(á) senil mas, por intermédio de um amigo, não só vim a descobrir que um dos canais lhe dá regularmente tempo de antena para debitar “carcaças” em forma de gráficos, acompanhadas do seu habitual estilo “elitista republicano” de que todos os os “outros” não só contribuiram para a “decadência” de Portugal, como o fizeram de propósito, e de que até tem muitos seguidores entre os habituais “fatalistas” portugueses.
Evidentemente, também é notório neles, a habitual posição de que o BE (ou o DO... ou vice-versa) embora “fale bem não me alegra” – por várias razões mas numa maioria de comentários, ou porque faz parte do “sistema” (e até se poderia pensar que quem aponta isso é, de facto, contra o dito...) ou porque apenas falam porque as suas “propostas”, porque nunca foram postas em prática, são “utópicas”, i.e., preso por ter cão e por o não ter.
Um outro universo – não o vosso... (continuaç Ver comentário
ele nao sabe nem sonha......
o que se passou na irlanda.... apenas o que lhe convem inventar para se evidenciar e convencer os incautos que so o bloco tem soluçoes milagrosas....
  ele nao sabe que a irlanda teve um colapso, em primeiro lugar porque o capital que entrou no pais era americano, com empresas americanas e portanto directamente ligadas ao sistema estado unidense de comercio e finanças.....e directamente ligado ao sistema bancario que colapsou alem atlantico.....andar a procura de comparaçoes e a levantar espantalhos.. so pode ser obra dos amigos de socas!.
Você que está acordado, não se deixe enganar!!! Ver comentário
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