22/05/2012 atualizado às 20:24

Aprender atrás das grades (I)

Veja o primeiro vídeo de uma série de três.

Carolina Reis (texto) Fernando Pereira (imagem)
9:00 Sábado, 9 de maio de 2009

Apesar de se tratar de uma prisão, Tires tem uma porta aberta a todos os reclusos e reclusas: a da escola. Todos os dias, quando os guardas a abrem, os reclusos perdem o estatuto de presos e transformam-se em alunos.

Há quem esteja a aprender a ler e a escrever, outros querem um diploma para encontrar outro modo de vida no regresso à liberdade, uns vêem uma oportunidade mais livre para ocupar o tempo.    

Privados da liberdade pelos crimes que cometeram, foram no passado ano lectivo, 2464 os homens e mulheres que procuraram nas cadeias portuguesas a escola de que a vida os afastou.

Estas são as histórias de alguns presos/alunos de Tires.


Clique nos links em baixo para ver o segundo e o terceiro vídeo
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Muito bem!
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:56 | Sábado, 9 de maio de 2009
Que as prisões possam deixar de ser escolas de criminalidade e passem a ser um trampolim para uma nova vida e novos horizontes.

Só é possível reintegrar socialmente as pessoas oferecendo-lhes uma liberdade que, na maior parte dos casos, nunca tiveram: a liberdade do conhecimento, aquela que transforma potencialidades em capacidades, sonhos em concretizações, esperanças em realizações.

Investir na formação e na educação dos criminosos é, a prazo, uma forma de melhorar as possibilidades de reintegração social dos mesmos.

Dificilmente se pode ser um bom cidadão vivendo preso das ignorâncias dos dogmas e do senso comum.
_________________________________________________

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

(...)

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

(Alberto Caeiro)
 
 Regras da comunidade
A cura
dedalo11 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:38 | Sábado, 9 de maio de 2009
As prisões ou cadeias, chamemos-lhes o que quisermos, necessitam de ser humanizadas e serão poucos os que não estarão de acordo nisto. Esse trabalho tem vindo a ser feito por vezes de forma demasiado tímida, outras vezes com abertura em excesso, dependente da boa vontade e do dinamismo dos directores desses estabelecimentos, quando essa forma de estar deveria seguir-se por uma regra ou cartilha. Mas só é aceitável quando se agir com cada detido consoante o seu grau de perigosidade. Há muitos casos em que se deixam a trabalhar no exterior indivíduos que se aproveitam disso para manter ou aumentar a sua actuação criminal. Há quem não queira integrar-se...
 
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Vídeo: Aprender atrás das grades (III)
9:00 Segunda feira, 11 de maio de 2009,
Vídeo: Aprender atrás das grades (II)
9:00 Domingo, 10 de maio de 2009, 3
Aprender atrás das grades (I)
9:00 Sábado, 9 de maio de 2009, 2
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