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António Feio: "Brinco com a minha própria doença!"

Em luta contra o cancro do pâncreas, o actor António Feio continua na estrada a fazer espectáculos e a brincar com a sua doença.
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António Feio: 'Brinco com a minha própria doença!'
"Não sou um grande praticante de humor negro. Mas não fujo dele. Gosto de brincar com tudo. Não vejo na doença um tabu". Em palco há 12 anos com a peça A Conversa da Treta em parceria com o actor José Pedro Gomes, Feio diz que "é bom trabalhar, ocupa o tempo e a cabeça". Por isso cumpre a agenda sempre que pode. Em digressão de norte a sul do país confia no colega para que o avise quando sentir que perdeu capacidades. "No dia em que perceber que estou demasiado frágil para representar, abandono os palcos.

O que é que o faz rir?
A vida. Tudo.

Tudo?
Brinco com tudo. Inclusivamente brinco com a minha própria doença.

Temos reparado nisso. Ainda há pouco tempo brincou com o seu pâncreas na cerimónia dos Globos de Ouro.
Não sou um grande praticante do humor negro. Mas não fujo dele. E acho-lhe alguma graça. Gosto de brincar com tudo. Não vejo na doença um tabu.

Apesar da doença continua estrada fora com o espectáculo "A Treta Continua". Como consegue aguentar o ritmo? O teatro é a sua terapia?
Talvez. Faço-o porque é bom. Ocupa-me o tempo e a cabeça e, por outro lado, custa-me dizer que não. No dia em que perceber que estou demasiado frágil para representar, abandono os palcos.

Mesmo com a dureza dos tratamentos de quimioterapia consegue cumprir a agenda de espectáculos?
Tento cumpri-la sempre que posso. Mas há tempos fiquei muito mal devido a um erro de uma empregada da farmácia, que me deu o medicamento errado. Em vez de estar a tomar uma coisa para os enjoos da "quimio" estava a tomar outra para a diabetes, como se fosse um obeso. Não me deu um treco porque não calhou. (pausa)

"Não consigo fazer nada desprovido de sentido de humor"

Porque é que sentiu necessidade de fazer um comunicado de imprensa sobre o cancro que tem no pâncreas?
A partir do momento em que saíram umas pequenas notícias na imprensa sobre o assunto começaram a bombardear-me. E como a maior parte desses jornais e revistas procuram esse tipo de notícias para vender papel senti que deveria dar uma informação formal sobre o que se passava. Ainda há dias ligaram-me de um jornal a perguntar se queria dar uma entrevista sobre o cancro do pâncreas. Recusei. Perguntei-lhes se eles não tinham alguém na família com cancro que pudessem entrevistar. Porque não? Com certeza têm...

Tem fé?
Acredito em qualquer coisa. Nas nossas energias e no nosso trabalho.

Lê literatura sobre a doença?
Não quero saber de nada, não sou obcecado pela doença. Não é por chafurdar nela que vou ter uma atitude mais positiva.

O que está a aprender com isto tudo?
Nunca se está preparado para levar uma notícia má. Mas lido bem com situações de crise. Tudo isto fez-me relativizar as coisas.

Um dia disse que era melhor encenador do que actor. Não é falsa humildade?
Não. Sempre achei que não era grande actor. Essa é uma grande verdade. Será sempre o que direi comparativamente às minhas referências...

A quem é que se refere?
São tipos extraordinários com os quais não tenho qualquer tipo de comparação. Não estou a dizer que sou muito mau. O que acho é que não sou muito bom. Não sou um grande actor.

O grande público não tem essa visão de si...
Pois. Mas aí há um outro fenómeno que tem a ver com a capacidade que se tem de chegar às pessoas. Não tem a ver com o talento.

Tem a ver com o carisma?
Com algum carisma. Nalguns casos, alguma persistência. Ao fim de tantos anos é normal que as pessoas tenham uma opinião favorável de mim.

É por culpa do hábito? Do afecto que sentem por si?
Acabo de fazer 43 anos como actor. A única coisa que foi importante e que tirei sempre muito partido foi da minha experiência. Dos sítios onde trabalhei. Os géneros de teatro que fiz, o próprio estilo de trabalho (TV, dobragens, teatro, cinema). Tudo isso deu-me tarimba e enriqueceu-me.

Em que é que acredita mais: no trabalho ou no talento?
Acredito essencialmente no trabalho.

Desconfia do talento?
Acredito que nem toda a gente tem essa grande quantidade de talento que seria desejável. O trabalho é fundamental, só assim se ganha experiência e se apanha a mão do ofício.

Não acha que tem um particular talento para a comédia?
Tenho um sentido de humor muito característico. Não sou uma pessoa extremamente divertida, nem nunca fui propriamente o palhacinho da corte. Daqueles que goste de chamar a atenção dos amigos e colegas. Tenho um sentido de humor muito apurado. Brinco muito com isso, dá-me gozo. E claro tiro partido dessa faceta no meu trabalho de actor e encenador. Não consigo fazer nada desprovido de sentido de humor.

O espectáculo "A Treta Continua", que faz com José Pedro Gomes pelo país, é feito essencialmente de improviso?
Há muito improviso. Quando começámos esse espectáculo há 13 anos uma das premissas era explorarmos ao máximo essa capacidade com base num texto. Desde aí sempre o fizemos. E, curiosamente, faço-o muito mais do que o Zé Pedro. Ele é mais certinho e direitinho. O que não quer dizer que não fuja. Mas sempre que ele muda uma palavra eu caio-lhe em cima. E ele vai atrás. É uma cumplicidade de muitos anos.

Como é que chegaram a essa cumplicidade?
Um bocado à semelhança dos palhaços, o teatro é conflito. Se isso não existir as pessoas estarão em palco a dizer blábláblás. Palavras que até podem ser muito bonitas, mas não mexem connosco. E a minha postura enquanto Tóni é que se o Zezé concordar com uma coisa eu não concordo. Tenho a opinião oposta.

Na vida real vocês também têm personalidades muito diferentes, não é?
Sim. Na maneira de ser. O Zé Pedro é mais enérgico, eu sou mais "cool". Ele é mais arrumadinho, eu improviso mais. Se ele ferve em pouca água, eu só fervo após litros e litros. (risos). Somos de facto muito diferentes e tiramos partido dessas diferenças.

Nunca discutem?
Em mais de 15 anos que trabalhamos juntos temos discussões um com o outro na base do "caguei". Se me começar a chatear digo "caguei" e ele faz a mesma coisa.

O que vos mantém ainda juntos?
Essencialmente o respeito um pelo o outro.

Aos 12 anos já era famoso. Chegou a ser capa de revista.
Era um miúdo muito popular. Fiz uma novela, na altura um folhetim, que se chamava Gente Nova. Foi um sucesso.

"Neste momento não tenho nenhum respeito pela classe política. Desagrada-me o estado disto"

Reconheciam-no na rua?
Era eu e o Eusébio... (risos)

Era um miúdo bonito?
Muito louro e arrumadinho, de cabelo comprido. Com as meninas todas atrás (risos).

O facto de ter começado tão cedo condicionou-lhe a infância?
Não. Fazia a mesma vida. Jogava futebol com os meus colegas de liceu...

Mas se calhar escolhiam-no para ponta de lança.
Não. Tinha dois pés esquerdos...

Como vê os miúdos de hoje a passarem tantas horas em estúdios de gravação?
Hoje em dia é muito mais intenso. Há miúdos que são explorados e isso é outra maneira de exploração do trabalho infantil. Não estão numa fábrica mas estão ali. Muitos deles esquecem os estudos. Mas hoje há mais oportunidades. Tenho dúvidas é que muitos deles queiram ser actores, julgo que querem é ser famosos. Dei durante muito tempo aulas a malta muito nova, alguns hoje são meus colegas, como o Nuno Lopes, sem dúvida o meu melhor aluno.

Ri-se muito com ele?
É dos melhores actores que estão no mercado. E sempre foi um miúdo muito trabalhador.

Quando optou pela profissão de actor?
Aos 12 anos aquilo era uma brincadeira. Gostava de o fazer mas não tinha a noção de que seria a minha profissão. Só mais tarde soube que era isso que gostava de fazer.

No início da sua carreira ganhava bem com a carreira de actor?
Era muito difícil. Na altura em que nasceu a minha filha mais velha, trabalhava no Teatro Municipal de Cascais onde os salários chegavam sempre atrasados, tive que pedir dinheiro emprestado para ir buscar mãe e filha ao hospital.

Chegou mesmo a conciliar a vida no teatro com outros trabalhos.
Trabalhei com os meus irmãos em fibra de vidro.

Ainda hoje há crise no teatro?
Os últimos anos têm corrido bem. A nós tem-no corrido bem.

São uma excepção?
Talvez. Se fosse feito um estudo chegava-se à conclusão, provavelmente, que temos mais público que as outras companhias todas juntas.

Isso é quase serviço público.
Não diria tanto. Mas quando vamos para outras cidades que não Lisboa, diria que sim. Quase ninguém quer fazer isso. É muito hotel, muito quilómetro.

Por que o fazem?
É a forma de outras pessoas verem o espectáculo. Mas também é uma questão estratégica, porque evitamos fazer quatro ou cinco espectáculos por ano, rentabilizando assim o espectáculo. Mas com isso também formamos público.

Tiraram as pessoas do sofá e levaram-nas ao teatro?
É das coisas mais importantes que fizemos.

Sentem que revolucionaram o teatro português?
Juntamente com a UAU, a nossa produtora e promotora, e o Filipe La Féria, somos neste momento as duas grandes máquinas a criar e a levar público ao teatro.

Como é que o público fora de Lisboa reage aos vossos espectáculos?
Depende. No caso da "Treta" há umas piadas que são mais urbanas, e nesse caso passa mais ao lado.

Uma das principais razões do sucesso da Treta tem a ver com o facto de o Tóni e o Zezé serem figuras muito portuguesas?
As pessoas identificam-se com eles. O engraçado é que ninguém assume que é Tóni ou Zezé.

Inspiraram-se em personagens reais? Os portugueses são assuntos?
Andamos na rua e vemos cromos como o Tóni e o Zezé por todo o lado. Portugal é uma treta, mas às vezes é uma treta agradável. Hoje, politicamente, Portugal é a maior treta do mundo. O Sócrates é o Tóni, e o Zezé é o Cavaco. (risos).

Interessa-se por política?
Muito pouco e cada vez tenho menos respeito pelos políticos.

O que é que o desiludiu?
São trafulhas e ladrões.

Vota?
Voto. Em branco se for necessário. Neste momento não tenho nenhum respeito pela classe política. Desagrada-me o estado disto.

Qual é a solução?
É preciso parar para pensar. Na Conversa da Treta dizemos em voz alta aquilo que as pessoas pensam. Brincamos com aquilo que sentem na pele. Falamos a mesma linguagem, mesmo a brincar e a dizer coisas disparatadas.

Já disse que a vida são uns "passerinhos a relinchar". Também tem uma perspectiva simples da vida?
Tenho. É preciso estar atento às pessoas, aprender alguma coisa e aproveitar o melhor possível.

Dá importância ao quê?
Às pessoas que me rodeiam, à família e aos amigos. Deixei de me chatear tanto, passei a relativizar as coisas.

Quando fez 50 anos decidiu dar uma grande festa onde estavam cerca de 600 pessoas. Porque é que decidiu fazer uma grande festa quando fez 50 anos, na qual compareceram 600 pessoas?
Foi uma forma de marcar a data, de estar com as pessoas que me marcaram ao longo da vida.

Sente-se muito acarinhado?
Uma coisa que a doença me trouxe foi perceber a solidariedade das pessoas, andar na rua e todos me desejarem força, serem solidários. Senti isso aos quilos. E isso toca.

Uma das coisas que gosta de fazer é viajar. Qual foi a viagem que mais o marcou?
Voltar a Moçambique, vivi lá alguns anos na infância e na adolescência. E há quatro anos regressei. Foi um recarregar de emoções. Fui a muito sítios onde vivi.

Já cumpriu o sonho de lá levar os seus filhos?
Tenciono cumprir esse objectivo este ano.


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Comentários 12 Comentar
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é Feio brincar com doenças sérias
e como é Feio...

é um gesto bonito.
Força, Feio!!!!
As esperanças de Feio devem ser certezas para que ele s e mantenha firme na luta contra a doença. Ele é um dos muitos que todos os dias contam... apenas mais um. A sua forma de estar (ainda há dias o vi na TV), é algo que deve servir de exemplo - es estará por certo -, por isso estaremos todos a torcer pela tua Vida! Este não é ainda o último acto!
Brinco com a minha doença
Nem sei por onde começar, porque é difícil falar para quem sabe de que se trata. Inicialmente cai o Mundo em cima de nós. É também verdade que essa doença devia ser desmistificada. A ciência avançou e hoje já não representa na maior parte dos casos a pena de morte. No entanto os tratamentos são piores que a propria doença se assim se pode dizer. Os técnicos têm a opinião que sem saber por quê, corre melhor nas pessoas que levam isso numa boa de mais descontração. Sendo uma figura pública está a prestar um serviço a esta causa, não fazendo disso um tabu. Finalmente desejar-lhe que tudo corra bem, que continue a ter coragem e tenho a certeza que vai saír vencedor. Dentro de algum tempo cá estaremos todos para receber essa noticia com grande alegria.
Força Feio
É bom ser optimista.Desejo a continuação de muita força ao António Feio.
Doença e Bom-Humor
Não conheço António Feio. Mas fico muito agradecido pelo testemunho de alguém que sabe brincar consigo próprio e até com a sua própria doença. Essa, de facto, é uma grande virtude, e dela já nos falava, no século XVI, o grande, e Santo, Tomás More, o autor da grande “Utopia”, nomeadamente quando dizia, mais ou menos, que uma das coisas que do Cristão se espera é que, pelo menos, se saiba rir de si próprio. Não quero fazer de Feio um cristão contra sua vontade, se essa for a sua; quero apenas felicitá-lo pelo belo exemplo que o seu exemplo de Bom Humor nos dá. Este, de resto, tem comprovados efeitos terapêuticos e eu desejo que o senhor Feio possa vencer esse cancro rindo-se dele, rindo-se a valer. Tem o meu apoio. Tem o meu agradecimento. Tem os meus votos: lute rindo e ria lutando, até ao fim. Desejo a remissão da sua doença. Sobretudo, desejo que jamais a sua experiência da doença em nada o diminua naquilo que é. Antes pelo contrário. Coragem, pois!
António Feio
Força aí. Para aguentar a malta toda que agora se mostra muito sensibilizada, para aguentar as ofertas de estátuas, nomes em ruas e por aí fora. Tudo em correria porque o tempo está a esgotar-se. Aguentar toda essa enormidade repelente de beatas e beatos que se revelam nestes momentos.
Força aí para mostrar que o que realmente importa é o caminho que se construíu ao longo do periodo entre o nascimento e a morte (condições indissossiáveis).
Para lembrar que não nascemos para dadores de órgãos. Eles existem para serem usados e gastos enquanto fazemos o que nos vai definir nesta vida, o nosso caminho.
Para gozar com o que essa malta acha de "sagrado e sacrílego", esquecendo-se de Viver.
Força aí, Homem. O que importa é a nossa consciência e quem tocámos ao longo deste periodo. O resto são tretas.
Quero continuar a rir
Às vezes uma doença grave abre-nos o coração para a vida.
Há muitos aos que gosto de o ouvir e quero continuar a rir com o Toni.
É preciso ter força e esperança. Querer é poder.
Do fundo do coração desejo que este drama passe a comédia e que esta comédia seja um sucesso.
Rir dá saúde. Conto consigo para nos fazer rir.
Um beijinho grande e muita força.
Carpe Diem
Até para os que ainda não sabem do que provavelmente vão morrer...
Actor , encenador e homem .

Parabéns pela descentralização do teatro e Força no combate à doença que infelizmente não é " da treta " e à qual o Tóni não é imune .
So What ?
Eu também brinco com a minha mas essa brincadeira não vem para a praça pública para que terceiros não tenham que a aturar !
brincadeira na praca pública?
Comentário despropositado de "asmmh". O António Feio nada fez que eu saiba para que a sua doenca viesse a público, mas sim, os média, porquanto, tratando-se de uma figura pública e um BOM ACTOR que o referido é, os dito médias, uns com bom sentido outros nem tanto, exploram sempre algo da vida das figuras públicas.
António Feio, por favor continue a ser igual a sí próprio e que consiga ultrapassar a sua doenca.

Santos Silva - Hamburg/Deutschland
Re: brincadeira na praca pública?
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Edição Diária 17.Abr.2014

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