20 de junho de 2013 às 0:28
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António Costa admite criar novo imposto municipal

António Costa admite criar um novo imposto municipal, apesar de já ter reduzido o passivo da CM Lisboa em cerca de €100 milhões.
Lusa
António Costa está a considerar a criação de novas taxas José Sena Goulão/Lusa António Costa está a considerar a criação de novas taxas

O presidente da Câmara de Lisboa admitiu hoje um novo imposto municipal, a médio prazo, apesar de ter reduzido o passivo em cerca de 100 milhões de euros, montante aquém do pretendido na primeira metade do mandato.

"Há algumas taxas, que a lei prevê, que não estão criadas ainda e que considero que se devem vir a criar, como a taxa de proteção civil. Mas está a ser estudado, em diferentes municípios, de modo a consensualizar a metodologia e a base de incidência desta taxa.

Por isso, não antevejo para breve a introdução de uma taxa dessa natureza", disse António Costa aos jornalistas, quando questionado sobre de que forma poderia criar nova receita no município.

Balanço de dois anos de mandato


O autarca fez hoje um balanço dos primeiros dois anos do seu segundo mandato à frente da capital e admitiu que "o quadro financeiro é muito difícil e condiciona a execução do programa" que apresentou nas últimas eleições.

António Costa salientou que "de 2009 até hoje o passivo da Câmara foi reduzido em 100 milhões", através da "contenção e boa gestão" e que a autarquia "tem vindo a reduzir a dívida a fornecedores, prazo de pagamentos, dívida de médio e longo prazo".

O autarca considerou que esta é uma redução "significativa", dado o "quadro financeiro" nacional.

Em 2009 o passivo da Câmara rondava os 1700 milhões de euros, uma dívida que aumentou cerca de 220 milhões em 2010.

"Há um objetivo que lançámos no ano passado que temos tido alguma dificuldade em cumprir: antecipar a amortização da dívida"


No entanto, a Câmara não conseguiu avançar com a amortização antecipada dos cerca de 700 milhões de euros de dívida que pretendia.

"Há um objetivo que lançámos no ano passado que temos tido alguma dificuldade em cumprir: antecipar a amortização da dívida. Temos 700 milhões, 400 do processo de erradicação de barracas e 300 de todos os processos complicados que a câmara enfrentou entre 2001 e 2007.

Era este passivo que queríamos reduzir para alocar verbas da dívida para a necessidade de investimento", disse António Costa.

A autarquia tinha lançado dois programas para amortizar a dívida: o fundo imobiliário que resultará da alienação de património municipal [a autarquia está a finalizar o contrato para a sociedade gestora do fundo] e a venda da rede de saneamento em baixa à Empresa Pública de Águas Livres (EPAL), que com a mudança de Governo não avançou.

"Espero que durante 2012 consigamos avançar com o fundo. Quanto à EPAL, o processo foi aprovado no último conselho de ministros de José Sócrates, mas como o Governo caiu, o presidente da República não promulgou o diploma. O novo Governo está a estudar a questão, o que é normal, mas compromete a viabilização do programa, que é essencial para o saneamento das nossas contas", adiantou António Costa.

"Para ter as finanças controladas vai ser preciso cortar radicalmente no investimento"


O presidente da Câmara lembrou ainda a quebra de 70 milhões na receita este ano e disse que "para ter as finanças controladas vai ser preciso cortar radicalmente no investimento e na despesa em tudo o que for possível".

O autarca exemplificou com o caso de apoios à atividade cultural, afirmando que "se este ano foi possível, com grande esforço mantê-los", no próximo ano "não vai ser possível".

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Criar impostos é com estes gajos. E quando não são eles a criá-los, criam as condições para que os que vierem atrás os criem.
Imposto? De "Não Circulação"?
Desde que este artista descobriu que Lisboa era plana como Amesterdão e podia complicar o trânsito em zonas onde antes não havia complicações, tem gasto milhares na construção de ciclovias de fim de semana.

Durante a semana, as ditas ciclovias servem de estacionamento de curta duração...muitas vezes a carripanas de serviços.

Agora o alvo é a 24 de Julho, para reduzir o trânsito da vem da marginal, fugindo aos congestionamentos da A5.
Como não falou em oferta alternativa de transportes ou parques de estacionamento, deduz-se que, António Costa quer deixar Lisboa para os turistas e para os pombos.

Este edil ciclista não gosta de ver pessoas normais na "sua" Lisboa.
QUANTO MAIS DEPRESSA, MELHOR !
QUANTO MAIS DEPRESSA, MELHOR !
Oh, Dr. Por quem sois, quanto mais depressa melhor, para ver se acabámos de vez !
Também já estava a espera disso, de si, pois como bom "socialista" apoiante desde os primeiro momento dos pacotes. No estado em que o país e está, em todas as vertentes, vou-me repetir, quanto mais depressa melhor !
Eh ! Eh !
Mais um para NÃO PAGAR....
Re: António Costa admite criar novo imposto munici
Deve ser para continuar a pagar o passe aos familiares dos seus funcionários. Continuam as mordomias dos funcionarios públicos que o privado está cá para as pagar sem fazer greve senão, a porta da rua é a serventia da casa.
A mediocridade no poder
Em vez de se preocupar a reduzir despesa, avança com mais um imposto.
Pergunto que qualificações tem este sr.para ser Presidente da Câmara Municipal de Lisboa a mais que qualquer cidadão anónimo, que faria o que ele tem feito, ou antes, que não tem feito?
Re: António Costa admite criar novo imposto munici
Criar impostos é a maneira + fácil de obter dinheiro agora fazer melhorias é mentira. Tenho os meus pais vai para 10 anos numa casa provisória cedida pela Câmara porque onde moravam caía o risco de ruír e até agora nada de obras, nem fazem nem deixaram fazer. Já lhe deitaram o fogo, roubaram os azulejos e as portas que eram de ferro, tem silvas da minha altura à frente do prédio e lá continuam eles na mesma casa onde a Câmara está a pagar renda à Senhoria e têm os seus móveis nos armaéns da Câmara por não caberem naquela casa. É em Alfama e assim como aquele estão outros prédios à sua volta e por culpa da EDP que partiu a placa quando foi fazer reparações na via pública. Alfama está deserta, e não é só pelos prédios abandonados, o trânsito cortado também ajudou. quem ali nasceu e viu aquele bairro chora ao ver como está agora. Nem se pode entrar com o carro sem ter de explicar o que lá vamos fazer. Ter de falar a desconhecidos porque queremos entrar num bairro de Lisboa. Cada vez vou menos para esta cidade devido a tudo isto. Já várias pessoas do prédio morreram com o desgosto entre elas a minha avó por lhe tirarem a casa onde sempre viveu. Mas isso para estes senhores não tem importância, o que querem é festas...
+ Impostos?!?!
Se tivesse"tomates" para cobrar as dividas das rendas sociais não precisava de estar a pensar em novos impostos pois teria milhões para entrarem nos cofres da Camara sem recorrer à forma mais facil e tentadora dos impostos
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