A par do risco de default da Grécia, o tema da dívida oculta da Madeira esteve presente na conferência de imprensa dada, hoje, em Washington DC pelo português António Borges, chefe do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em resposta a uma pergunta, Borges respondeu com veemência: "No caso de Portugal, as surpresas foram muito grandes, muito, muito grandes, e isso é um problema preocupante, não só pela sua dimensão, mas porque reflete uma falta de controlo, o que é muito, muito inquietante".
Nesta "surpresa", o chefe do Departamento Europeu do FMI, vê uma oportunidade: "Isto permite, agora, ao governo colocar a situação em pratos limpos, e dizer: 'Não vamos tolerar mais isto, e, a partir de agora, isto não se repetirá'. E, se este for o resultado, então, terá sido um grande passo na direção certa".
António Borges deu uma conferência de imprensa sobre o tema da Europa na sequência da reunião do FMI realizada em Washington DC, nos EUA, ontem e hoje.