Os "hacktivistas", como são conhecidos, voltaram a fazer sentir o seu teclado. O grupo global de hackers "Anonymous"
lançou uma série de ataques cibernéticos a sites institucionais norte-americanos e de empresas de entretenimento, em retaliação ao encerramento, pelo FBI, do Megaupload.
Entre as páginas afetadas, contam-se as do Departamento de Justiça, do FBI e do Universal Music Group (que, aaquando da escrita desta peça, ainda se encontra inacessível). Os ativistas do "grupo sem liderança", usaram uma técnica designada de "Distributed Denial of Service, conhecida habitualmente como DDS que, na prática, faz o tráfego dos sites atingir níveis incomportáveis e, efetivamente, forçá-los a ficar offline.
O ato foi assumido de forma clara na conta Twitter, @AnonymousIRC
, uma das mais importantes fontes associadas ao grupo. Num tweet publicado na madrugada de quinta-feira, goza-se mesmo com os incómodos causados.
"Sentem-se censurados agora? Esperamos sinceramente que gostem do remédio!"
"Exército Zombie"
O ataque do "Anonymous", numa semana sem precedentes na discussão dos direitos de autor da Internet, com os protestos da Wikipédia e do Google contra as novas leis antipirataria, SOPA
e PIPA
o juntarem-se ao encerramento do Megaupload e processo criminal contra os seus fundadores, pode revelar táticas mais sofisticadas de protesto.
Graham Cluley consultor da empresa de segurança Sophos afirmou mesmo, em declarações ao "Daily Telegraph" que muitos internautas podem estar a particpar nestes ataques sem saberem.
"No passado, o 'Anonymous' encorajou os apoiantes a instalar um programa chamado LOIC, que permite aos computadores juntarem-se a um ataque a um determinado site, bombardeando-o com tráfego desnecessário".
"Esta mudança de tática, que permite lançar ataques com um simples clique, significa que os internautas têm que ter muito cuidado ao carregar em links desconhecidos, porque senão podem involuntariamente tornar-se o último membro dum 'exército zombie'", revelou o consultor.
A "guerra" está para durar.