25 de maio de 2013 às 18:07
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Angolanos garantem entrada direta na Galp

Durante a visita do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a Angola, foi negociada a entrada direta dos angolanos no capital da Galp.
J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, durante a sua visita a Angola, abordou com o ministro angolano da Coordenação Económica, Manuel Vicente, o enquadramento do capital angolano na Galp. Vitor Gaspar também esteve reunido com o presidente da Sonangol, Francisco de Lemos José Maria. Há mais de um ano que a Sonangol tem vindo a manifestar interesse em ter uma participação direta no capital da Galp, deixando de estar exclusivamente vinculada a uma participação através da holding Amorim Energia, controlada por Américo Amorim.

O Expresso sabe que a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que ainda detém 1% do capital da Galp, não se deverá opor à futura entrada da Sonangol no capital da Galp.

A CGD é signatária do acordo parassocial que vigora entre acionistas da Galp - juntamente com a Amorim Energia e com os italianos da ENI - tem a prerrogativa de nomear o chairman da Galp e poderia opor-se formalmente à concretização da entrada direta da Sonangol no capital da Galp.

Vitor Gaspar admitiu em Luanda que a Galp é um dossiê que tem ocupado o acionista público durante os últimos tempos (a CGD detém 1% da Galp mas de certa forma representa os interesses do Governo, designadamente da secretaria de Estado do Tesouro na Galp).

No entanto o ministro das Finanças também explicou na capital angolana que o dossiê Galp deve ser resolvido entre os acionistas da empresa. O que está em causa é encontrar a solução mais adequada à venda da participação detida pela ENI (que quer vender 33,34% da Galp), que deverá trocar os interesses que tem na Galp por uma posição de referência na área de produção em Angola (está interessada sobretudo no setor do gás natural).

Vitor Gaspar salientou a importância da evolução do dossiê Galp para a consolidação do entendimento entre capitais angolanos e portugueses, na perspetiva dos projetos de investimento em curso nos dois países, Portugal e Angola. De resto, Vitor Gaspar admitiu que haverá "desenvolvimentos positivos a prazo" no dossiê Galp.

Um dos cenários possíveis para negociar a compra da participação da ENI, implicaria que a holding Amorim Energia comprasse parte do bloco de ações da ENI (eventualmente 16% dos 33,34% da ENI). Numa fase posterior, a Amorim Energia poderia revender menos de 10% à Sonangol (eventualmente 8%). Mas este cenário ainda dependerá do valor de transação (que inclui o prémio pretendido pela ENI) e a participação de entidades terceiras que comprem temporariamente a restante participação da ENI (eventualmente fundos de investimento ou sociedades de capital de risco).

Além disso, o empresário Américo Amorim terá de aceitar todos os termos de negociação. Até à data, o Expresso não teve qualquer comentário de Américo Amorim.

Relativamente a este assunto, a Galp esclarece que "os comentários que têm sido publicados sobre eventuais rearranjos de posições acionistas são uma matéria que, pela sua natureza, apenas os próprios acionistas poderão comentar. A Galp Energia nada tem - nem pode ter - a dizer sobre o assunto."
Comentários 15 Comentar
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O bom filho á casa volta
Angola e Portugal recuperam tanto tempo perdido!
Re: O bom filho á casa volta Ver comentário
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Força aí!
Comprem de vez a "Golpe", essa empresa que apenas contribui para vigarizar ainda mais os consumidores portugas! Levem-na mas é para Angola, que cá já há gatunos a mais!
Angolanos garantem entrada direta na GALP
Continua a cruzada da delapidação do Património Nacional. Qualquer um faria tais negócios se tivesse dinheiro, pois como se costuma dizer é dinheiro em Caixa. Por este andar depois das jóias da Coroa se irem lá se vai a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre dos Clérigos e o Convento de Mafra. As empresas a falir, os desempregados a aumentar e o pessoal a emigrar, não restará ninguém para contar.

http://viriatoapedrada.bl...
Angola?
Angola ...e a sua peculiar maneira de fazer negócios?

Ai o tombo que as acções vão levar...e a subida que os combustíveis vão sofrer para compensar isto!
Entrada direta?
Tipo, pela porta da frente ? Mais um degrau no império da filha de José Eduardo dos Santos?
A elite angolana paira bem acima do suor e lágrimas do povo angolano...
Esta especial "predilecão" por Angola só porque fala português, tem petro dólares e emprega alguns milhares de portugueses - embora de mês a mês quine um empresário tuga assassinado pelas máfias locais - demonstra bem a diplomacia tuga, servil e de "calças na mão".
Enquanto Mario Monti anda pelo Japão a tentar captar investimento sério e tecnológico para Itália (que tenha efeitos induzidos na economia) o Vitor e seus muchacos captam capital especulativo só porque existe petróleo em Angola, permitindo as tais "entradas directas" no capital de GALPs e outras, nos habituais processos tugas de privatização em que a transparência fica geralmente à porta...e o segredo é a alma do negócio...
angola vs china
Quer se queira quer não a Sonangol tem mais experiência no negócio do "pitrol" que os Portugueses. E também independentemente de tudo prefiro Angolanos, a Chineses.
Pois a Galp irá certamente ter outro posicionamento no mercado angolano.
Re: angola vs china Ver comentário
Re: angola vs china Ver comentário
e também pagamos 40 kz / lt gasóleo ??
pois.. era bom era se também pagássemos somente 40 kwanzas pelo litro do gasóleo, como se paga em Luanda... entenda-se que seriam cerca de 0.20€ ...
mas não, já não chega a dívida obscena que têm connosco... vá mais uma participaçãozita que já dão poucas
E vão pagar alguma coisa?
E vão pagar qualquer coisita por isso ou é para "pôr na conta"?
Ou vão pedir emprestadado a algum banco manhoso que quando se der pelo buraco vai ser nacionalizado pelo cidadão português?
Vai portanto ser uma entrada só para estar lá dentro a sacar dividendos fáceis? Pagos todos os dias à boca da mangueira das bombas pelo cidadão tuga e pelas empresas que vão resistindo?
E dá-se (ou que seja vende-se) "entradas" destas numa mina de ouro porquê?
Por alma de quê, ou de quem, se vendem as galinhas dos ovos de ouro?
Porque é moderno? Porque é a Europa? Porque é o mercado? Que fórmula genial é esta?
E o estado vai-se financiar onde para poder cumprir as suas funções, mesmo que só as mais básicas?
Ah! Já sei.
São as insustentabilidades.
Não se pode porque é... insustentável.
Pudera!
Galp e BPN
Portugal vendeu o BPN (Portugal, não, este governo de Portugal) ao BIC angolano por 60 milhões de Euros mas tem que capitalizar o banco com 600 milhões!!!
E o BIC vai despedir metade dos trabalhadores que vão para o fundo de desemprego (de Portugal, claro).
Se o negócio da GALP for igual a este, quem vai ganhar com isso?
Quem souber que faça o favor de me elucidar porque eu não sou economista. Sou dos roubados que está a ajudar a pagar as dívidas.

ER
Deixa poisar.
O ex da Camara M do Porto, aquele do cabelo amestrado (nem uma cã ou sequer um pelo fora do sitio) há anos que não se via. Há dias vimo-lo sentadinho e hirto.Nem se mexe
Parece ter sido abalroado por uma onda negra está sem palavras Ele que tanto falazava. e tantos cordelinhos socialiastas controlava na Camara. Cá se fazem ......
Mas que linda noiva
*Por acaso alguém viu as fotos de um casamento de uma cantora qualquer angolana realizou aqui em Portugal e que contou com 1ª. dama Angolana?

Coisa mais ridicula, ridicula a noiva, os convidados e até o bolo. realmente esses novos ricos angolanos tem muito a aprender, só que duvido é que consigam, é tudo uma questão de berço. Afinal o dinheiro não compra tudo.
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