Angola: manifestantes continuam no local a protestar
Um grupo de jovens angolanos pede a libertação dos detidos no protesto de 3 de setembro.
Os manifestantes que hoje saíram à rua para pedir a libertação de 18 jovens, que cumprem penas de 45 a 90 dias de prisão efectiva, permanecem junto ao cemitério de Santa Ana, num impasse já que a polícia impede o seu avanço.
Conforme o programa, os manifestantes concentraram-se junto do cemitério de Santa Ana mas pretendem chegar ao Largo da Independência, onde desejam apelar à libertação dos seus companheiros, detidos a 3 de Setembro, numa manifestação contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santo s.
No entanto, as autoridades locais autorizaram a manifestação apenas para determinadas artérias da cidade, impedindo assim a marcha prevista, com um cordão policial, que faz apelos insistentes para que cumpram às suas ordens.
Incidente com jornalistas
Enquanto decorriam as negociações, alguns elementos vestidos a civil insurgiram-se contra os jornalistas, num incidente com a equipa da RTP-África que provocou danos no equipamento.
No local, encontram-se vários polícias, que presenciaram o referido acto contra os jornalistas. A manifestação realizada hoje, estava inicialmente marcada para 24 de Setembro, data em que o MPLA , partido no poder realizou a sua manifestação de apoio ao Presidente angolano, por oito municípios da capital angolana, Luanda.
A realização da marcha do MPLA para 24 de Setembro, anunciada no início para o Largo da Independência, levou ao adiamento da marcha dos jovens para hoje, depois de o Governo Provincial de Luanda ter determinado locais próprios para as manifestações.
"Viemos apelar a libertação dos nossos irmãos"
Entretanto, a data e local de realização da marcha do MPLA coincidiu com o despacho do MPLA, o que levou à alteração do seu programa.
Contudo, os jovens mantiveram o seu percurso, por considerarem que a circular do Governo da Província de Luanda viola a lei Constitucional angolana, mantendo o seu programa.
Os jovens exibem cartazes com os dizeres: "Viemos apelar a libertação dos nossos irmãos, viva a democracia e a liberdade", "Justiça social para o povo",
"Manifestação não é crime", entre outros, para que sigam o itinerário indicado pelo GPL, o Campo do Felício, no município da Maianga.


