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Angola: Bento XVI pede o fim da corrupção

Para o Papa, acabar "de uma vez por todas com a corrupção" é um dos requisitos para uma "democracia civil moderna".

17:21 Sexta feira, 20 de março de 2009
Bento XVI pediu ao Presidente José Eduardo dos Santos o fim da corrupção em Angola
Bento XVI pediu ao Presidente José Eduardo dos Santos o fim da corrupção em Angola
João Relvas/EPA

O Papa Bento XVI considerou hoje em Luanda essencial para uma "democracia civil moderna" o "respeito e promoção dos Direitos Humanos", um "Governo transparente", uma "magistratura independente", uma comunicação social "livre" e "acabar de uma vez por todas com a corrupção".

Num encontro com as autoridades políticas e civis angolanas e com o corpo diplomático no Palácio Presidencial da capital do país, o Papa afirmou que "Angola sabe que chegou para África o tempo da esperança".

Bento XVI disse aos governantes angolanos, na presença do corpo diplomático, que estes são "testemunhas duma Angola que se levanta" depois de 27 anos de guerra civil que "devastou o país".

"A paz começou a lançar raízes. Trazendo consigo os frutos da estabilidade e da liberdade", disse Bento XVI, considerando "palpáveis" os esforços do Governo para "estabelecer as infra-estruturas" e recriar instituições "fundamentais ao progresso e bem-estar da sociedade" que fizeram "voltar a esperança" entre os angolanos.

"Angola sabe que chegou para África o tempo da esperança. Cada comportamento humano recto é esperança em acção", disse o Papa no Palácio Presidencial.

"As nossas acções nunca são indiferentes aos olhos de Deus e também não o são para o progresso da história", declarou.

Bento XVI disse ainda: "Meus amigos, armados de um coração íntegro, magnânimo e compassivo, podereis transformar este continente, libertando o vosso povo do flagelo da avidez, da violência e da desordem, guiando-o pela senda daqueles princípios que são indispensáveis em qualquer democracia civil moderna".

Sem se referir concretamente a nenhum país, o Papa enumerou como "princípios indispensáveis" para aquilo a que chamou "democracia civil moderna", o "respeito e promoção dos Direitos Humanos, um governo transparente, uma magistratura independente, uma comunicação social livre".

E juntou aos citados requisitos para construir uma "democracia civil moderna" uma "administração pública honesta, uma rede de escolas e de hospitais que funcionem de modo adequado e a firme determinação, radicada na conversão dos corações, de acabar de uma vez por todas com a corrupção".

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Palavras do Papa Bento XVI em Angola
jorgech (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Sábado, 21 de março de 2009
Se houve alguma instituição que até hoje pouco se preocupou com os Direitos Humanos e com a pobreza foi precisamente a Igreja Católica, sempre extremamente ciosa dos seus poderes. Sempre que sentiu algum enfraquecimento não olhou a meios para os restabelecer - a história já vem de longe, desde o tempo das primeiras cruzadas. Quanto á pobreza, sempre vi a Igreja apregoar a caridade mas sempre à custa de terceiros - daí o facto de continuar a ser a instituição com mais riqueza. Nunca se viu a Igreja prescindir do seu património a favor de outros.
 
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