21 de abril de 2014 às 1:39
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ANAREC estranha que preços baixem no fim de semana

"Apesar de não interferirmos na política comercial, ficamos a pensar que, se é possível baixar os preços aos fins de semana, porque é que não será possível fazê-lo nos outros dias", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis.
Lusa

O presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) admitiu hoje estranhar que algumas empresas baixem os preços dos combustíveis nos fins de semana, questionando os motivos pelos quais não o fazem nos restantes dias. 
 
"A política comercial das companhias é a política comercial que nós gostávamos também de perceber um pouco melhor. Apesar de não interferirmos na política comercial, ficamos a pensar que, se é possível baixar os preços aos fins de semana, porque é que não será possível fazê-lo nos outros dias", questionou Virgílio Constantino. 
 
O presidente da ANAREC reagia às declarações do ministro da Economia, Vieira da Silva, que admitiu na quarta feira, em entrevista à SIC Notícias, que o preço dos combustíveis em Portugal é "demasiado alto" e que vai pedir explicações à Autoridade da Concorrência e às empresas do setor. 
 
Considerando que a iniciativa do ministro da Economia "faz todo o sentido", o presidente da ANAREC manifestou, no entanto, "surpresa" pelas declarações
de Vieira da Silva. 
 
"Não queríamos deixar passar em claro sem dizer ao senhor ministro que nos surpreende a declaração quanto ao preço exagerado dos combustíveis, quando estamos a falar de combustíveis cuja carga fiscal é de 64% relativamente à gasolina e 53 ou 54% quando se trata de gasóleo", afirmou à Lusa. 

Falta de transparência no sector?


 
"Surpreende-nos um pouco esta posição do senhor ministro, quando uma parte significativa do custo final dos combustíveis está na excessiva carga fiscal que recai sobre os mesmos", acrescentou, recordando que esta posição tem sido repetida pela empresa desde 2007. 
 
Questionado sobre as acusações de vários sectores relativamente à alegada falta de transparência existente no sector, Virgílio Constantino mencionou o último relatório da Autoridade para a Concorrência, o qual conclui não existir qualquer indício nesse sentido. 
 
"Nessa altura, a entidade informou o Governo, a opinião pública e a Assembleia da República, que não existiam motivos de dúvidas, nem existia cartel, nem existia menor transparência", disse à Lusa, admitindo que a ANAREC considera também que os preços dos combustíveis em Portugal "estão excessivamente caros". 
 
A associação entre o elevado preço dos combustíveis e a carga fiscal existente sobre os mesmos tinha já sido feita ANAREC, em 2009.   

Na altura, a associação exigiu a intervenção urgente do Governo, no sentido de serem reduzidos os impostos sobre os combustíveis, argumentando que só assim se poderia salvaguardar o negócio da revenda e os respetivos postos de trabalho 

"Compete ao Governo, com a máxima celeridade, tomar medidas eficazes de salvaguarda destes postos de trabalho", afirmou a ANAREC na ocasião, precisamente no mesmo dia em que foi divulgado o relatório da Autoridade da Concorrência.  
 
Nesse documento, a entidade referia que os preços dos combustíveis em Portugal acompanhavam a tendência internacional, existindo um paralelismo de comportamento entre os operadores, ao invés de uma concertação de preços.  
 
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

 

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