22/05/2012 atualizado às 20:24
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Ana Jorge: Hospitais padecem de doença "organizacional"

No dia em que completa um ano como ministra da Saúde, Ana Jorge diz que o principal problema do sector é causado pelos "administradores e directores de serviço hospitalares". 

9:49 Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Ana Jorge completa hoje um ano à frente do ministério da Saúde
Ana Jorge completa hoje um ano à frente do ministério da Saúde
Tiago Miranda

A ministra da Saúde sustenta que o principal problema do sector é "organizacional", uma doença cujas causas estão nos "administradores e directores de serviço hospitalares".

Para combater este problema, Ana Jorge recomenda "criatividade" mas avisa que "não basta mudar o nome aos hospitais".

Há um ano, quando aceitou substituir António Correia de Campos à frente do Ministério da Saúde - num clima de forte contestação por causa da reestruturação da rede de urgências -, Ana Jorge disse que acreditava no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Um ano depois, a ministra reafirmou à Agência Lusa a sua aposta nas virtudes do sistema, onde sempre trabalhou em exclusividade, e mostra-se mais conhecedora dos problemas.

"Um dos grandes problemas da saúde em Portugal é organizacional", disse, numa entrevista à Lusa a propósito dos 365 dias à frente do Ministério, que hoje se assinalam.

Na área hospitalar, "tem falhado muito o envolvimento das administrações e dos directores de serviço", disse, considerando que são estes "os grandes responsáveis pelo funcionamento do serviço hospitalar e por envolver os seus profissionais".

Ana Jorge dá como "exemplo de sucesso" o Programa de Intervenção em Oftalmologia (PIO), através do qual foram realizadas mais de 15 mil cirurgias, uma medida que a ministra elege como a "mais emblemática" do seu mandato.

A "chave do sucesso foi o envolvimento dos profissionais e, nomeadamente, dos directores dos serviços de oftalmologia", considera Ana Jorge.

A ministra preconiza mudanças, mas não só ao nível do nome, numa referência à transformação dos hospitais em Sociedades Anónimas (SA) e, mais tarde, em Entidades Públicas Empresariais (EPE).

Para Ana Jorge, "existem alguns hospitais EPE com os profissionais mobilizados e outros que se esqueceram que precisam dos profissionais" de saúde. "Assim não dá, pois só muda o nome", salientou.

Estas instituições dispõem de "todos os instrumentos" para a resolução dos problemas, afirmou a ministra, para quem alguns hospitais EPE padecem de falta de criatividade e não usam a autonomia de que dispõem.

"Porque não mudaram o conceito de organização das equipas de urgência (criar equipas específicas, por exemplo)?", questionou a ministra, lembrando que os hospitais EPE "não precisam da tutela para o fazer".

Ana Jorge não tem dúvidas de que "ninguém ganha com esta inoperância". Pelo contrário, "todos perdem: utentes, médicos e o sistema".

A ganhar ficaram os doentes que foram operados através do PIO. A receita de sucesso deverá aplicar-se, ainda durante a actual legislatura, às especialidades de urologia e dermatologia.

No caso da urologia, as intervenções implicam internamento, ao contrário da oftalmologia que é tratada com cirurgia de ambulatório.

Quanto à venda de medicamentos por unidos e, uma medida anunciada pelo primeiro-ministro no início da legislatura, só deverá avançar no final do ano e a título experimental.

Ana Jorge ultrapassa o primeiro ano à frente da pasta da Saúde sem as polémicas que marcaram o mandato do seu antecessor, mas mantendo as linhas estratégicas traçadas por António Correia de Campos, nomeadamente na reestruturação da rede das urgências.

O encerramento dos horários nocturnos de vários centros de saúde, que ainda não se concretizou porque faltam três helicópteros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), é o próximo passo desta reestruturação.

Os helicópteros deverão chegar em breve para Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira e Ourique, mas a ministra não conta fechar ainda os SAP, preocupada com o sentimento de segurança que os mesmos dão às populações.

"Vamos ter que trabalhar muito com a população e os seus responsáveis", disse, revelando que o encerramento não deverá acontecer antes do fim do ano e já com um novo Governo em funções.

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Sra. Ministra!!!!
pamaga (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Por favor, se sabe quais os problemas de que é que está à espera para os resolver ? Mais demagogia, não por favor !!!!
 
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Por acaso...
Bom como o Milho (seguir utilizador), 1 ponto , 10:37 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Chama-se ... chulice, esta doença chama-se CHULICE, e uma vez que a tutela já identificou, não se entende porque não procede ao seu tratamento.
 
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    Re: Por acaso...    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 10:31 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
UM PAÍS AOS PEDAÇOS
santo e peca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Caríssima Ministra, quem nomeia incompetentes só pode colher tempestades. E quem os nomeia? A senhora. Por acaso sabe quem são? Tirando um ou dois, não. Porque é o presidente da ARS regional que é nomeado pelo cacique do PS regional, que vai escolher entre os militantes que mais dinheiro deram, que mais votos arranjaram, para gerir os hospitais. Admira-se? Eu não. Fala do sucesso do PIO. Sem pio fico eu quando dá um exemplo baseado no pagamento a equipas externas aos hospitais, que desbaratam os serviços dos hospitais. Por exemplo, em Faro o PIO assenta em médicos que operam aos fins-de-semana. O director do Serviço e único oftalmologista do Hospital, foi posto de parte. Contrataram uma médica que tinha saído do Hospital, pagando-lhe muitos milhares de euros para exercer as funções de Directora. Chama-se a isto envolver as pessoas? Em quê? Em notas de 500? Quando o PIO acabar o que vai ser deste e de outros hospitais? Quando a directora não puder ganhar vários milhares de euros mensais, acha que ela vai continuar no Hospital ou pira-se sem pio para a privada? Quem fica sem pio é quem já não tinha e nunca vai ter, as pessoas Políticas pirotécnicas é fácil de fazer Políticas sustentáveis no tempo isso é coisa que não sabe nem nunca vai descobrir Se calhar por ser Pediatra, se fosse Bombeira sempre estava habituada a catástrofes Por acaso importa-se de me informar quando vai devolver aos hospitais EPE o dinheiro que retirou do Fundo criado para este Hospitais, para pagar dívida?
 
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    Re: UM PAÍS AOS PEDAÇOS    Ver comentário
viainfante (seguir utilizador), 1 ponto , 23:50 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
    Re: UM PAÍS AOS PEDAÇOS    Ver comentário
santo e peca (seguir utilizador), 1 ponto , 9:51 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
    Re: UM PAÍS AOS PEDAÇOS    Ver comentário
viainfante (seguir utilizador), 1 ponto , 23:33 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
Concordo ..... mas não tanto.
Virtualix (seguir utilizador), 1 ponto , 11:54 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Concordo com a dra. Ana Jorge, que alguns problemas do sector são causados pelos "administradores e directores de serviço hospitalares”.

Há no entanto uma grande distância entre a minha opinião e a da dra. Ana Jorge. Essa grande distância é que eu não sendo ministro da tutela, (infelizmente) nada posso fazer para contrariar essa situação, mas a dra. sendo ministra pode (e deve).
 
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Sério?
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 13:16 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Sério?, Como se eu acreditasse que há algum sector do Estado com problemas organizacionais...
 
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O SNS é para "COBAIAS"
ALMIRANTEMARINHAMERC (seguir utilizador), 1 ponto , 13:36 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
O SNS é para os médicos treinarem nas suas variadas especialidades, usando o cidadão pobre como cobaia, para depois irem para os privados aplicar a prática que adquiriram com as "COBAIAS" , nos senhores ricos.
Tenho uma consulta marcada há mais de 7 meses para um OTORRINO e, quis a ironia do destino que, nesta quadra festiva eu apanhasse uma "OTITE" aguda que perdi completamente a audição.
Dirigi-me à minha médica de família que me receitou antibióticos, anti-inflamatórios, etc. e não resultou. Voltei à minha médica e ela deu-me uma carta para me dirigir às urgências do hospital. Fui atendido, para meu espanto, com uma certa rapidez, mas isso deveu-se ao facto de não haver muitos pacientes para aquela especialidade. O Otorrino examinou-me e receitou-me 6 injecções e mais um antibiótico que o panfleto dizia que era para tratamento oftalmológico. Entrei em pânico pensando que o médico, como o olho está perto da orelha, tivesse trocado a medicação. Depois de ter levado com 6 injecções no rabo a oitite continuava a persistir. Fui novamente às urgências do Hospital mas deste vez não era um OTORRINO mas sim uma OTORRINA. Depois de meter uma coisa no ouvido, com os cabelos dela em cima da minha cabeça, que eu até quase que ficava excitado, disse-me que o tratamento estava a fazer efeito e que me ia dar mais uns comprimidos e ficaria tudo bem. Ainda não sei porque o tratamento ainda não acabou. Perguntei-lhe se o meu tímpano estava furado e ela respondeu-me que não tinha visto...
 
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A doença dos hospitais
Cool Carlos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:29 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Se fosse possível resumir os problemas do funcionamento dos hospitais públicos numa única palavra essa só pode ser aquela que AJ utilizou: ORGANIZAÇÃO.
Cada unidade é um caso mas a característica comum a todos, havendo certamente algumas notáveis excepções, é a falta de enfoque nos aspectos organizacionais como forma de fazer mais e melhor com os recursos disponíveis e tendo por objectivo primordial prestar cuidados de saúde de qualidade aos que deles padecem.
Há também situações diferenciadas dentro de uma mesma unidade onde, por orientação de quem dirige determinado serviço, a prestação respectiva funciona melhor do que outros.As variáveis são muitas sendo mesmo não-controláveis.Agir a montante sobre as que o são e consolidar a estrutura organizativa introduzindo planeamento e previsibilidade onde possível são formas de se atingir resultados positivos para todos - servidores e utilizadores do sistema - sem acréscimo de custos para o hospital e de esforço por parte do pessoal de saúde.
Dito isto, seria útil apontar as soluções de sucesso já adoptadas com resultados objectivos visíveis e reconhecidos pelo público para incentivar todos os serviços de todos os hospitais à mudança positiva.
Isto não são generalidades, são o único caminho possível em boa medida ainda não desbravado para obter melhorias gerais.A despesa per capita realizada pelo Estado no sector da Saúde indica que assim o é.
 
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Aninhas,
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 16:00 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Tens vivido no Pragal nos últimos anos num sonho minha querida.

Quando o carconhol é de todos é sempre assim, sabias ?

Agora começa a tentar meter ordem na casa (isto é no SNS) e vais ver como os teus amigos das ordens te começam a malhar forte e feio.

Como é que queres organizar algo em que não há objectivos de produtividade claros, onde se não pode despedir quem se portar mal ou não atingir os referidos objectivos, onde o pessoal acumula com outros empregos no privado, etc., etc.. ?

Vives noutro mundo e foi por isso que o Zé te foi buscar pois o C de Campos estava a "abanar" muitos interesses instalados. Por outro lado, vinham aí as eleições e já havia a ainda activa frente de batalha com os professores !

 
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    Re: Aninhas,    Ver comentário
ALMIRANTEMARINHAMERC (seguir utilizador), 1 ponto , 17:17 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
DOENÇA "ORGANIZACIONAL"
VAMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 19:27 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Eu não posso estar mais de acordo com o diagnóstico feito pela Sra. Ministra da Saúde! Contudo, para que não pairem dúvidas, será necessário uma adequada concretização do conceito ORGANIZACIONAL, até porque, como muito bem disse, não basta mudar os nomes aos hospitais.Permito-me adiantar, sem ser exaustivo obviamente, lembrando que, no essencial, as estruturas do Serviço Nacional de Saúde são identicas desde hà 30 anos, sustentando uma cultura sedimentada com o tempo, de puro corporativismo... Salazar estará a rir ás gargalhadas do que se passa em muitos sectores da vida social do País, incluindo a Saúde.Esqueçemos que os Hospitais sempre foram geridos de forma administrativa, aliás conforme outros entes públicos. E daí, que a quase totalidade dos ditos "Administradores" sejam licenciados em Direito, havendo, como sabemos, de Filosofia, História, etc.Ou seja, o que é necessário à gestão de uma organização da saúde é cumprir a lei e os regulamentos administrativos. Bom, mas algo de inovador espreita: as organizações dos médicos vão apontando que estes têm de fazer cursos de gestão! Aí está, o espírito inovador dos novos tempos! Pois bem, são as estruturas que deveriam mudar se, para tanto, houvesse capacidade política.Direi algumas:IGIF'S, AR de Saúde, Unidades de Missão que procuram uma Missão, Missões que passeiam nos serviços,hospitais centros de saúde, centros de saúde que querem ser hospitais, etc, etc. A questão da Saúde é uma questão de Recursos Humanos!
 
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?
TabacoLouro (seguir utilizador), 1 ponto , 21:28 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Para não dar novidades mais vale é cingir-se á prática de acções verdadeiramente palpáveis.
 
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o tuga mediterraneo
socontamasqueentram (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
organização e vontade não é uma caracteristica do tuga. o tuga quer é fado,futebol e e entretenimentos.
 
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Estás a ver Aninhas,
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 8:55 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
Ontém mal te ouvir delirar, vim aqui ao forum e escrevi um comentário que te alertava para as "ordens".

Ora bem, umas horas mais tarde, o cabeça loira da Ordem dos Médicos (ordem ou sindicato ?!) veio para os orgãos de CS defender a classe !

É que nem o Carvalho da Silva lhe bate aos pontos na prontidão de intervenção. Note-se que os sindicatos dos médicos não conseguem uma resposta tão célere.

E lá veio o homem arriar no C de Campos e no que o antecedeu, sem que os mesmos se possam defender em condições idênticas !

 
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Segundo Voltair:
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 10:42 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
A função do doutor em causa, é empatar o doente enquanto a natureza não resolve o problema.
 
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Metam a cara em...onde acharem menos conviniente
ze_pedro2003 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Sexta feira, 30 de janeiro de 2009
Ó assombrações governamentais, vejam o meu caso. Por azar na terça feira passada apanhei uma daquelas gripes que doia-me as costas na zona dos pulmões, mal conseguia respirar, e cheio de arrepios de frio e quentes, inimaginavel. Desloquei-me ao centro de saude, urgências, pelas 17hoo, e disseram-me para ir no outro dia porque as pessoas que estavam à espera já preenchia o tempo que faltava para as 20h00, hora do fecho da urgencia no centro de saude. Foi ao Hospital e disseram-me que tinha de ir ao centro de saude primeiro, brincamos. Como terça era dia 27, já à muito que estou teso. Tive que ir bater à porta da minha irmã para me emprestar dinheiro, sabe deus a vida dela, para ir a uma clinica, paguei pela consulta e pelos tratamentos, injecção, 75 euros, saí de lá como novo. Mas estamos realmente num país de bananas.
 
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Injusto, Insuficiente e Desadquado!
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:14 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
Estou em desacordo com esta medida por 2 motivos:
1 - Não resolve nada! Vão buscar alguns alunos agora e depois? Vamos Agora andar a fazer isto todos os anos? É esta a tão aclamada solução para os problemas dos médicos? SE HÁ ESPAÇO PARA MAIS ALUNOS NAS FACULDADES, ENTÃO ABRAM MAIS VAGAS!

2 - É mais uma vez premiar quem tem posses para estudar no estrangeiro. "O pai matricula-te lá fora e daqui a um ano estás cá!" E sim a maioria desses cursos são absurdamente caros, investigue lá quanto custa um curso na Eslováquia como muitos tiram. SE HÁ ESPAÇO PARA MAIS ALUNOS NAS FACULDADES, ENTÃO ABRAM MAIS VAGAS!

3 - É socialmente injusto... Isto é um estalo na cara de todos aqueles que não entraram, e acabaram em cursos "secundários", por apenas umas décimas!!! SE HÁ ESPAÇO PARA MAIS ALUNOS NAS FACULDADES, ENTÃO ABRAM MAIS VAGAS!

Isto no fundo não passa de uma ilusão! Se há falta de médicos então vamos aumentar as vagas... Se há espaço para mais médicos nas faculdades, vamos aumentar as vagas... Ou vamos agora todos os anos e daki em diante, chamar os estudantes que vão lá para fora!

A falta de médicos parece-me resultante duma gritante desorganização de serviços e de distribuição dos mesmos pelas várias especializações! Se mais médicos resolve o assunto, OK, muito bem! Mas aumentem as vagas e deixem competir os alunos de uma forma justa!!

Afinal há 2 formas de entrar em medicina em Portugal: 1)ter média superior a 18.x; 2)ter um pai que te pague uma entrada num curso lá fora!
 
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