A ministra da Saúde assegura que até ao momento não há registo de qualquer caso de gripe suína
em Portugal e deu orientações aos serviços de saúde e aeroportos para aconselharem os passageiros provenientes das zonas afectadas.
Em conferência de imprensa no Ministério da Saúde
(MS), Ana Jorge garantiu que não há motivos para alarme e que Portugal, à semelhança de outros países da União Europeia
, activou os dispositivos previstos para situações deste tipo, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde
e da União Europeia (EU).
Anunciou ainda que o ministério sob sua tutela deu orientações aos serviços de sanidade internacional para, em colaboração com a ANA - Aeroportos de Portugal
, aconselharem os passageiros provenientes das áreas afectadas, nomeadamente a Cidade do México, dos procedimentos a adoptar.
"Foram dadas instruções à autoridade de Saúde que está no aeroporto e que, em colaboração com a ANA, irá distribuir toda a informação e fazer a identificação primária dos aviões que vierem de zonas de risco", sublinhou.
A ministra lembrou que há "um risco aumentado" de contágio para quem esteve em locais em que existem já situações clínicas bem identificadas, pelo que essas pessoas devem estar alerta durante um período de 10 dias.
Ao chegarem aos aeroportos portugueses, os passageiros que regressem de zonas de risco serão informados, ainda no avião, sobre o que terão de fazer. As autoridades irão também perguntar-lhes se apresentam sintomas que possam ser compatíveis com o quadro clínico da gripe suína que está já identificado.
"As pessoas têm de estar informadas sobre o que existe, os riscos que correm e o que devem fazer em primeiro lugar perante sintomas que são os de uma gripe normal", frisou Ana Jorge, lembrando que o primeiro contacto deve ser para Linha de Saúde 24
(800 24 24 24), que encaminhará os doentes para os serviços competentes.
Aos que pretendem partir para a Cidade do México, Ana Jorge esclarece que existe já no aeroporto informação sobre os cuidados a ter, como evitar grandes concentrações de pessoas e locais com pouca ventilação, lavar frequentemente as mãos, usar lenços de papel e, caso necessário, máscaras de protecção.
"Não nos compete cancelar os voos mas sim informar todas as pessoas que vão para esses locais de maior risco para tomarem as medidas necessárias e serem elas a decidir se viajam ou não", frisou.
A ministra assegura que Portugal dispõe dos meios terapêuticos que, em caso de necessidade, serão fornecidos gratuitamente aos cidadãos, no quadro de uma reserva estratégica de medicamentos organizada para o efeito. "As reservas estratégicas são definidas em função de uma população geral para impedir as epidemias e tratar os casos mais graves", explicou.
Ana Jorge acrescentou não se tratar de um fenómeno inesperado e apelou à "tranquilidade e confiança" dos portugueses, assegurando que é um vírus humano e que apenas se transmite através das gotículas da saliva.
"Os serviços do Ministério da Saúde estão em contacto permanente com as autoridades europeias e internacionais no sentido de serem tomadas as medidas concertadas. Estamos atentos e asseguramos que continuamos a prestar todos os esclarecimentos considerados oportunos à medida que surgirem novas informações", concluiu.