31 de janeiro de 2015
Página Inicial   >  Opinião  >  Ana Cristina Leonardo

Vi-me grega para perceber

 | 

Haverá quem não se lembre. Eu, infelizmente, posso dizer que sou do tempo da primeira guerra do Golfo. A velha Assírio & Alvim editara cerca de três anos antes "O Meu Coração É Árabe", um tomo de poesia luso-árabe traduzida por Adalberto Alves que, jovens ainda, passeávamos por Lisboa, senha e contrassenha de quem duvidava da razoabilidade da guerra. A RTP, num frenesim sem concorrência, cobria as frentes do conflito. Vivíamos, claro, acima das nossas possibilidades.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

 

Les beaux esprits se rencontrent

 | 

Torna-se difícil. A não ser que cortemos com as notícias. Acresce que cortar com as notícias não é uma solução. Se ninguém souber da decapitação de um homem, esse homem conserva a cabeça? Se ninguém souber de uma menina com uma bomba à cinta, essa menina explode ou não explode? O nosso gato de Schrödinger transformou-se em mera futilidade. 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

                                                                                         

Isto não é uma crónica sentimental

 | 

Quando escrevi a crónica publicada aqui no último sábado, a chacina no jornal satírico "Charlie Hebdo" ainda não tinha acontecido. Quando escrevo esta (que o leitor lê neste momento), a primeira edição de "Charlie Hebdo" após o atentado ainda não chegou às bancas. A única coisa que sei é que não será um obituário e caricaturará Maomé. 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Não é a moral, é a política, estúpido

 | 

Nunca se falou tanto de moral. A corrupção é uma imoralidade. O empobrecimento é uma pouca-vergonha. A negação dos direitos das minorias configura um escândalo. Os ataques às mulheres são imorais. O endividamento dos países indicia o mesmo.

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Crónica de um mau ano

 | 
2014. O que dizer a não ser que foi um dos piores anos de que tenho memória? Reconheço: falhei a II Guerra, a anterior e a da Crimeia, a Guerra dos Trinta Anos e a dos Cem, as Fernandinas e as Liberais, as guerras judaico-romanas e as guerras romano-persas, as Púnicas e as do Peloponeso. Também não assisti à tomada do Algarve pelo Afonso III. Dito isto, reafirmo: 2014 é o pior ano de que tenho memória. Há quem discorde. Por exemplo, Passos Coelho.   

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Vai, vai, vai, disse a ave

 | 
Esta crónica tinha um arranque que já estava escrito. Era assim: "Queiroz Pereira fala de bolos, Ricciardi fala de mansões, Costa fala de caravelas, Carlos Alexandre não fala nem deixa falar." Depois sentei-me disposta ao resto. Os arranques são importantes. Meio caminho andado. Também tinha título: "O juiz decide". Roubado a um programa da SIC dos idos de 1994, no qual um juiz de verdade encenava julgamentos fictícios. Esclareço: a crónica não era sobre aquele cujo nome não se pode pronunciar, nem sequer sobre o segredo de polichinelo que em Portugal ganhou o nome bizarro de segredo de justiça. Era sobre esta "porra triste", como lhe chamou Jorge de Sena.   

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Da ficção e da hiperglicemia porque é quase Natal

 | 

Se toda a metafísica do mundo está nos chocolates, quanto de teoria da literatura estará nesta questão que me anda a encanitar: com as crianças a deixarem de acreditar no Pai Natal cada vez mais cedo, porque continuariam os adultos a acreditar na ficção literária? Permitam-me que pense em voz alta: assim como a magia do Pai Natal implica que se jure pela sua existência, também a magia da literatura requer certo grau de credulidade.

 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Read it again, Sam

 | 
Envelhecer tem muitas e variegadas decorrências, não sendo o reumático a mais despicienda de todas. Marguerite Yourcenar, a escritora de origem belga que escreveu esse livro maravilhoso chamado "A Obra ao Negro", dizia que tínhamos obrigação de morrer menos estúpidos do que nascemos (cito de cor). Eu tento seguir o conselho. Estou todavia convicta de que, pelo menos para a maioria de nós, é quando começamos a ficar menos estúpidos que nos dão guia de marcha. "Life's a bitch, and then you die", frase aparentada dessa outra: "Shit happens".   

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

Vulcões de Lama

 | 
Eça há muito terá escrito tudo o que de essencial haverá para escrever sobre o Portugal de Sócrates. A detenção do ex-primeiro-ministro transporta-nos, porém, a época mais chegada. Anos 50, século XX, acirraram-se argumentos em torno da forma/conteúdo. O cenário é neorrealista. O de agora não andou longe disso, apenas contraditado pelas tiradas pícaras de João Araújo, advogado do "menino de ouro" (a um cameraman no Campus de Justiça: "O senhor aponte a luz aqui para baixo para eu ver o caminho"). 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

Mas a língua, Senhor Malaca?

 | 
Vou falar do Acordo Ortográfico. Poucas coisas podem hoje ser dadas por adquiridas. Estabilidade é uma palavra em desuso. O amor já não é até que a morte nos separe e os empregos muito menos são para a vida. 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 
Ver mais
Receba a nova Newsletter
Ver Exemplo

Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador

PUBLICIDADE
Arquivo

Pub