20 de outubro de 2014
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E pur si muove!

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Se todos os problemas fossem de semântica! Se tudo se resumisse à diferença entre "mantêm-se" e "manter-se-ão". Se nos bastasse tirar a limpo se "jihadista" leva ou não leva agá. "Em que pensa, cardeal? Em como é diferente o amor em Portugal!" O problema da flexão verbal foi levantado pelo ministro da Educação, a questão ortográfica pelo Ciberdúvidas. Nuno Crato não necessita de apresentações, é um ministro português.  

 

 

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Por Kobane ou da história universal da infâmia

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A História, esse cardápio de atrocidades. Não é preciso recuar muito. Nem no tempo nem na geografia. O século XX europeu produziu os dois conflitos mais sangrentos de sempre. Enquanto escrevo, caem notícias de mais um, agora às portas da Europa. Em Kobane. Há um mês que a pequena cidade síria colada à fronteira da Turquia resiste heroicamente ao avanço da barbárie que responde por Estado Islâmico.  

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Tempos de chumbo

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No filme do século passado chamado "Jonas Que Terá 25 Anos no Ano 2000", do suíço Alain Tanner, uma fita terna e esperançosa da década de 70, havia um professor de História que era filho de um talhante. Esse professor apaixonava-se por uma empregada de supermercado que tinha por hábito subtrair artigos à caixa registadora, de clientes que ela adivinhava de poucas posses (naturalmente, acaba despedida).    

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Crónica concreta para ser lida em voz alta

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O Instituto é Costa, o Mar é Português. Chuva. Chove. Chuva. Atmosfera: fera. Fera: ferrinhos. Ferrinhos: abstenção (violenta, por supuesto). Supuesto: canhestro. Seguro! Seguro! Noé a rimar com fé. E que o céu não nos caia na cabeça! Cabeça?! Cabeça.  

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Crónica pessimista

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Tem-se falado muito ultimamente de "natureza humana". Que é da natureza humana... Que contraria a natureza humana... A forma acrítica como a expressão é usada paralisa-nos o entendimento e deixa-nos indefesos perante o horror galopante. Não aprendemos nada nem nos livramos de conceitos inúteis. Jean Améry escreveu há muito: "Os homens normais não sabem que tudo é possível."   

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"Disneyland? Fuck, man, this is better than Disneyland!"

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Existe progresso moral? Eis the million-dollar question. Uma vez perguntei infantilmente a Hubert Reeves: "Visto que o Homem está no topo da cadeia alimentar e não serve de sobremesa a ninguém, se desaparecesse quem daria pela sua falta?" Queria com isto dizer: a nossa presumida superioridade não será também a nossa maior vulnerabilidade? 

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"¿Le gusta este jardín que es suyo? ¡Evite que sus hijos lo destruyan!"

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Não lera notícias. Nada. O sapal e era tudo. O horizonte branco. As dunas cor de ouro a reverberar à luz. Adiante um labirinto verde. Um declive abrigado. Mantos vegetais submersos e um trilho de areia húmida que serpenteia indicando o caminho. Plantas aquáticas provisoriamente expostas. Apodrecimento e regeneração. E o ribombar redondo das ondas. Um rumor. E o piar estridente dos pássaros. Uma lâmina. A bondade insólita: "Por favor não mexer. Não estraguem as flores. Obrigado."    

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E se os bárbaros vierem desta vez?

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Na abertura de "Este País Não É Para Velhos", Cormac McCarthy põe as seguintes palavras na boca do xerife Bell: "Algures por aí anda um profeta da destruição, um profeta genuíno, de carne e osso, e eu não o quero enfrentar. Sei que ele existe. Vi a obra dele." Bell explica-nos os motivos. Não é por estar velho ou por ter medo de morrer. O problema é outro.  

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Dóris

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Se Jorge Luis Borges estiver certo e o paraíso for uma espécie de biblioteca, Dóris Graça Dias tem lá não um mas dois lugares reservados. A jornalista, crítica e escritora Dóris Graça Dias deixou-nos. Há várias razões para a invocar aqui. A 1ª, porque, com obra feita, merece ser recordada. A 2ª, porque era minha amiga há 20 anos. Por último, porque tendo tido um diferendo público com este jornal (onde colaborou), julgo exigir-se que na hora da sua morte se sublinhe a futilidade do sucedido. A vida é feita de coisas sérias e de futilidades.    

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"O Maestro Sacode a Batuta"

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Queria falar de barcos. De areais longos. Do levante. De águas mornas. De ilhas que se esvaziam à noite, à partida do último ferry. Dispensaria os coqueiros. O barulho seco dos frutos a cair junto à linha de costa. Falaria antes do emaranhado das vozes dos pássaros. Do olhar reptiliano das gaivotas e do gingado nervoso das andorinhas-do-mar. De faróis. Do horizonte iluminado por traineiras. Da rouquidão dos motores que passam ao largo apontando à barra. Da quietude noctívaga das casas. Do latido abafado dos cães. Da sombra de um gato a equilibrar-se num muro. Gatos funâmbulos. Ilhas suspensas. Falaria da robustez das figueiras. Do leite viscoso dos figos. Do aroma inebriante das alfarrobas. Catrefada de atributos.    

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Edição Diária 17.Abr.2014

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