26 de abril de 2015
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O eterno retorno, agora a pagar

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Permitam-me algumas perguntas diletantes. O tempo só acelera para a frente? Dado que um corpo em movimento 'envelhece' mais devagar, será essa a razão de o tempo parecer encurtar-se, à medida que nos aproximamos da morte? E se Aquiles nunca alcança a tartaruga, o que interessa, afinal, a velocidade? 

 

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Há algo de podre no reino da Dinamarca

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Estava eu a pensar na bipolaridade exacerbada dos tempos que correm quando acasos de leituras caóticas me levaram a tropeçar na réplica do ensaísta francês Roger Caillois ao ser interrogado em tribunal sobre a perigosidade para os costumes dos livros de Sade, corria na Justiça francesa um processo contra o editor Jean-Jacques Pauvert, que trouxera a público o Marquês. Era 1957 e responde ao juiz o autor de "O Homem e o Sagrado": "São muito perigosos. Conheci uma rapariga que entrou para o convento depois de ler as obras de Sade." 

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Out of Africa

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Daqui a muitos anos alguém conseguirá explicar como mantivemos a sanidade mental. Porque o extraordinário não é a desarmonia química, a quebra de sinapses ou os neurónios em estado de guerra. O extraordinário é como nos conseguimos manter em fase pré-eruptiva, o magma adormecido. A realidade não ajuda. A velocidade, a dispersão, a pressão, o excesso de estímulos e de informação... 

 

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Há dias assim

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Uma pessoa decide reler "As Cidades Invisíveis" de Italo Calvino. O livro acaba de ser reeditado pela D. Quixote, vertido do italiano para português pelo José Colaço Barreiros - tradutor a quem devemos Calvino, Borges, Eco, Pirandello, Tonino Guerra... -, que por este título recebeu, em 1994, o Grande Prémio de Tradução atribuído pelo P.E.N. Clube Português (e já que veio à conversa Colaço Barreiros, acrescento que em setembro de 2014 - mas alguém noticiou isso por cá? - foi-lhe atribuída pelo Presidente da República italiana o título de Cavaliere dell'Ordine della Stella d'Italia). 

 

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O coquitél poético

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Escrevo no dia em que saiu, há 100 anos, o primeiro número da revista "Orpheu". Só houve dois. Os poetas não costumam dar bons empreendedores. Se olharmos para trás, percebemos como, com apenas dois números, a "Orpheu" fez mais pela cultura do que os milhares de exemplares de lixo vendido por tanta gente. Nos tempos de hoje, uma revista tão efémera seria uma iniciativa falhada. Pela certa um mau investimento. Onde não há pão não há palhaços, diz o palhaço rico que conhece bem as vantagens da máxima do pão e circo. 

 

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Enquanto há língua há esperança

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Há coisas que de tão simples nos passam ao lado. Qual a forma mais eficaz de um Estado impor um disparate ou uma arbitrariedade? Não tem nada que saber. Anuncia que o disparate e/ou a arbitrariedade são obrigatórios. Claro como água. Transparente como papel celofane. Evidentemente, decretá-los é sempre mais fácil em Estados totalitários.  

 

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"O tempo é invenção ou não é nada"

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Porque é que as pedras antigas nos comovem? Um altar pobre, quando não somos sequer crentes? O friso de uma janela minúscula, por onde não entra quase luz? A resposta não é simples, embora no melhor filme de Polanski, "Chinatown", Noah Cross, um soberbo John Huston, coloque uma hipótese plausível: "Politicians, ugly buildings, and whores all get respectable if they last long enough." Cross, será bom lembrá-lo, é um escroque. Ele próprio um velho. 

 

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Revisão da matéria

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Se a Grécia tem o Syriza e os paradoxos de Zenão, nós temos Portugal como paradoxo de si próprio. O assunto não é novo e é mesmo cansativo q.b. Houve até quem garantisse que um dia se ouviu a Júlio César: "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar." A lista dos que se debruçaram sobre o tema - sem resultados que se vejam, sublinhe-se -, é tão vasta como vasto era o mundo de Raimundo, do Carlos Drummond de Andrade que não era português.

 

 

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A realidade é um romance

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Assim como serão o mesmo o ser e o nada, assim serão o mesmo o excesso e a escassez. O que não falta são assuntos. Mas tantos são os assuntos que o resultado é darmos por nós sem nenhum. Uma lista - à moda camiliana - das asneiras pós-Acordo Ortográfico é sempre um bom tema de recurso. Sobra para encher uma coluna.

 

 

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Conto de crianças? Talvez para (os) boys

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Declaro antes de mais, e para que não haja mal-entendidos, que nunca tive nenhum namorado grego (a propósito do candente tema: "homens gregos, gravatas, cachecóis e capitalismo"). Tenho da Grécia, aliás, um conhecimento escasso. Sei dos coronéis. Li, como muita gente, um ou dois livros de Vassilis Vassilikos e pouco mais (a "Ilíada" e a "Odisseia" não contam). 

 

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