4 de março de 2015
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A realidade é um romance

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Assim como serão o mesmo o ser e o nada, assim serão o mesmo o excesso e a escassez. O que não falta são assuntos. Mas tantos são os assuntos que o resultado é darmos por nós sem nenhum. Uma lista - à moda camiliana - das asneiras pós-Acordo Ortográfico é sempre um bom tema de recurso. Sobra para encher uma coluna.

 

 

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Conto de crianças? Talvez para (os) boys

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Declaro antes de mais, e para que não haja mal-entendidos, que nunca tive nenhum namorado grego (a propósito do candente tema: "homens gregos, gravatas, cachecóis e capitalismo"). Tenho da Grécia, aliás, um conhecimento escasso. Sei dos coronéis. Li, como muita gente, um ou dois livros de Vassilis Vassilikos e pouco mais (a "Ilíada" e a "Odisseia" não contam). 

 

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"C'est dur d'être aimé par des cons", o documentário

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Vi há dias o trailer do documentário de Daniel Leconte "C'est dur d'être aimé par des cons" ("É triste ser amado por imbecis"). Cinco minutos de boas gargalhadas dadas pelos intervenientes, muitos deles assassinados entretanto. Data de 2008 e o título retoma a frase que acompanha a caricatura de Maomé desenhada por Cabu e que fez a capa do "Charlie Hebdo" de 1/2/2006.

 

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Rir, mas com conta, peso e medida

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Toda a gente que não leu "O Nome da Rosa" de Umberto Eco sabe qual é o assunto. Trata-se de uma investigação policial conduzida pelo franciscano Guilherme de Baskerville, assistido pelo noviço e narrador Adso de Melk. Em visita a um abadia medieval onde se sucedem estranhas mortes, acabam por descobrir que o criminoso é o bibliotecário Jorge de Burgos, monge capaz de tudo para esconder o livro de Aristóteles sobre o riso. 

 

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Vi-me grega para perceber

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Haverá quem não se lembre. Eu, infelizmente, posso dizer que sou do tempo da primeira guerra do Golfo. A velha Assírio & Alvim editara cerca de três anos antes "O Meu Coração É Árabe", um tomo de poesia luso-árabe traduzida por Adalberto Alves que, jovens ainda, passeávamos por Lisboa, senha e contrassenha de quem duvidava da razoabilidade da guerra. A RTP, num frenesim sem concorrência, cobria as frentes do conflito. Vivíamos, claro, acima das nossas possibilidades.

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Les beaux esprits se rencontrent

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Torna-se difícil. A não ser que cortemos com as notícias. Acresce que cortar com as notícias não é uma solução. Se ninguém souber da decapitação de um homem, esse homem conserva a cabeça? Se ninguém souber de uma menina com uma bomba à cinta, essa menina explode ou não explode? O nosso gato de Schrödinger transformou-se em mera futilidade. 

 

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Isto não é uma crónica sentimental

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Quando escrevi a crónica publicada aqui no último sábado, a chacina no jornal satírico "Charlie Hebdo" ainda não tinha acontecido. Quando escrevo esta (que o leitor lê neste momento), a primeira edição de "Charlie Hebdo" após o atentado ainda não chegou às bancas. A única coisa que sei é que não será um obituário e caricaturará Maomé. 

 

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Não é a moral, é a política, estúpido

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Nunca se falou tanto de moral. A corrupção é uma imoralidade. O empobrecimento é uma pouca-vergonha. A negação dos direitos das minorias configura um escândalo. Os ataques às mulheres são imorais. O endividamento dos países indicia o mesmo.

 

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Crónica de um mau ano

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2014. O que dizer a não ser que foi um dos piores anos de que tenho memória? Reconheço: falhei a II Guerra, a anterior e a da Crimeia, a Guerra dos Trinta Anos e a dos Cem, as Fernandinas e as Liberais, as guerras judaico-romanas e as guerras romano-persas, as Púnicas e as do Peloponeso. Também não assisti à tomada do Algarve pelo Afonso III. Dito isto, reafirmo: 2014 é o pior ano de que tenho memória. Há quem discorde. Por exemplo, Passos Coelho.   

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Vai, vai, vai, disse a ave

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Esta crónica tinha um arranque que já estava escrito. Era assim: "Queiroz Pereira fala de bolos, Ricciardi fala de mansões, Costa fala de caravelas, Carlos Alexandre não fala nem deixa falar." Depois sentei-me disposta ao resto. Os arranques são importantes. Meio caminho andado. Também tinha título: "O juiz decide". Roubado a um programa da SIC dos idos de 1994, no qual um juiz de verdade encenava julgamentos fictícios. Esclareço: a crónica não era sobre aquele cujo nome não se pode pronunciar, nem sequer sobre o segredo de polichinelo que em Portugal ganhou o nome bizarro de segredo de justiça. Era sobre esta "porra triste", como lhe chamou Jorge de Sena.   

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