2 de setembro de 2014
Página Inicial   >  Opinião  >   Ana Cristina Leonardo

E se os bárbaros vierem desta vez?

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Na abertura de "Este País Não É Para Velhos", Cormac McCarthy põe as seguintes palavras na boca do xerife Bell: "Algures por aí anda um profeta da destruição, um profeta genuíno, de carne e osso, e eu não o quero enfrentar. Sei que ele existe. Vi a obra dele." Bell explica-nos os motivos. Não é por estar velho ou por ter medo de morrer. O problema é outro.  

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Dóris

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Se Jorge Luis Borges estiver certo e o paraíso for uma espécie de biblioteca, Dóris Graça Dias tem lá não um mas dois lugares reservados. A jornalista, crítica e escritora Dóris Graça Dias deixou-nos. Há várias razões para a invocar aqui. A 1ª, porque, com obra feita, merece ser recordada. A 2ª, porque era minha amiga há 20 anos. Por último, porque tendo tido um diferendo público com este jornal (onde colaborou), julgo exigir-se que na hora da sua morte se sublinhe a futilidade do sucedido. A vida é feita de coisas sérias e de futilidades.    

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"O Maestro Sacode a Batuta"

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Queria falar de barcos. De areais longos. Do levante. De águas mornas. De ilhas que se esvaziam à noite, à partida do último ferry. Dispensaria os coqueiros. O barulho seco dos frutos a cair junto à linha de costa. Falaria antes do emaranhado das vozes dos pássaros. Do olhar reptiliano das gaivotas e do gingado nervoso das andorinhas-do-mar. De faróis. Do horizonte iluminado por traineiras. Da rouquidão dos motores que passam ao largo apontando à barra. Da quietude noctívaga das casas. Do latido abafado dos cães. Da sombra de um gato a equilibrar-se num muro. Gatos funâmbulos. Ilhas suspensas. Falaria da robustez das figueiras. Do leite viscoso dos figos. Do aroma inebriante das alfarrobas. Catrefada de atributos.    

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Que mais nos irá acontecer?

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É agosto. O primeiro-ministro foi a banhos. Ricardo Salgado, ao que parece, também. Como o sabemos? Porque, segundo publicado na imprensa, há banqueiros indignados com esse facto (sublinho, banqueiros; não confundir com bancários).  Reclamam ter de responder pelos danos causados pelo BES, enquanto -  ó Potestade,  disseram, sublimados - o seu responsável foi de férias. Entretanto, o antigo DDT (Dono Disto Tudo) pagou 3 milhões por uma caução. Tivera eu de pagar 3 milhões por uma caução e ficava sem dinheiro para as férias. Enfim... 

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Kaddish para as crianças mortas

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O pudor devia impedir-nos a contagem dos corpos. O pudor devia impedir-nos de escrever: cerca de 200 crianças mortas - "cerca" é, nesta frase, uma imprecisão imoral. Pudor. Bastaria pudor.

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Saudades de um bom verão quente à antiga

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Na impossibilidade de sermos sábios todo o ano, Deus deu-nos a silly season. A silly season faz-nos falta: demasiada realidade não se aguenta.

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A sabedoria de Don Fabrizio, príncipe de Salina

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Confesso que não sou incondicional de Thomas Mann. A literatura, eu sei, não se resume a uma história melhor ou mais mal contada (ou melhor ou mais mal empratada...); o facto é que o alemão não faz as minhas delícias.

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Boat people

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Houve um tempo antes da globalização tal como a entendemos hoje. Nesse tempo, antes da globalização tal como a entendemos hoje, as pessoas saltavam fronteiras, arriscavam andar sem documentos, sujeitavam-se ao vexame da semiclandestinidade, ao revés da detenção e do regresso forçado. Segundo Vitorino Magalhães Godinho, a emigração seria "uma das constantes estruturais da História de Portugal desde o século XV (...)". 

 

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Como um dia veremos... acabaremos analfabetos...

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Marguerite Yourcenar disse, e eu reproduzo, que temos obrigação de morrer menos estúpidos do que nascemos. É uma máxima que tento respeitar. A semana passada, em resultado da polémica sobre o Exame Nacional de Português do 12º ano, onde, ao que parece, e vá lá saber-se como, Lídia Jorge foi confundida com Almeida Faria, fiquei menos estúpida (se bem que involuntariamente).  

 

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Eu sou do tempo em que os intelectuais pensavam qualquer coisinha

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Se é verdade que muitos homossexuais portugueses continuam escondidos no armário, segundo artigo publicado no "Público" os intelectuais de direita andam a sair de lá. A 1ª conclusão a tirar é que "homossexuais portugueses" e "intelectuais de direita" não são uma e a mesma coisa. A 2ª é que vou ficando velha para isto. Passo a explicar. 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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