18 de dezembro de 2014
Página Inicial   >  Opinião  >   Ana Cristina Leonardo

Da ficção e da hiperglicemia porque é quase Natal

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Se toda a metafísica do mundo está nos chocolates, quanto de teoria da literatura estará nesta questão que me anda a encanitar: com as crianças a deixarem de acreditar no Pai Natal cada vez mais cedo, porque continuariam os adultos a acreditar na ficção literária? Permitam-me que pense em voz alta: assim como a magia do Pai Natal implica que se jure pela sua existência, também a magia da literatura requer certo grau de credulidade.

 

 

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Read it again, Sam

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Envelhecer tem muitas e variegadas decorrências, não sendo o reumático a mais despicienda de todas. Marguerite Yourcenar, a escritora de origem belga que escreveu esse livro maravilhoso chamado "A Obra ao Negro", dizia que tínhamos obrigação de morrer menos estúpidos do que nascemos (cito de cor). Eu tento seguir o conselho. Estou todavia convicta de que, pelo menos para a maioria de nós, é quando começamos a ficar menos estúpidos que nos dão guia de marcha. "Life's a bitch, and then you die", frase aparentada dessa outra: "Shit happens".   

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Vulcões de Lama

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Eça há muito terá escrito tudo o que de essencial haverá para escrever sobre o Portugal de Sócrates. A detenção do ex-primeiro-ministro transporta-nos, porém, a época mais chegada. Anos 50, século XX, acirraram-se argumentos em torno da forma/conteúdo. O cenário é neorrealista. O de agora não andou longe disso, apenas contraditado pelas tiradas pícaras de João Araújo, advogado do "menino de ouro" (a um cameraman no Campus de Justiça: "O senhor aponte a luz aqui para baixo para eu ver o caminho"). 

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Mas a língua, Senhor Malaca?

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Vou falar do Acordo Ortográfico. Poucas coisas podem hoje ser dadas por adquiridas. Estabilidade é uma palavra em desuso. O amor já não é até que a morte nos separe e os empregos muito menos são para a vida. 

 

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Da graça e da nossa desgraça

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Como o ministro, também não serei criativa. Manterei os pés na terra. Nada de taxas nem taxinhas. Respeito pela lei. A lei de Newton, a de Godwin e a de Murphy (pelo menos). A primeira, dita da Gravidade, é a que precisamente me assegura não desorbitar.   

 

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Dos cães e dos gatos

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Algum dia havia de acontecer. A página em branco. Nada mais do que a página em branco. Que fazer, perguntou Lenine, político que antecedeu Putin em várias décadas, ambos com nomes apropriados a gatos.  

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Teoria dos Conjuntos

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Abordemos, então, ou abalroemos, como se preferir, o tema pelo lado da cultura. David e Golias. A cabeça de João Baptista (por favor, não lhe amputem o pê). Cenas que deram origem a quadros famosos.   

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Animal Farm

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Teresa Romero é a auxiliar de enfermagem que contraiu ébola em Espanha e que foi, entretanto, considerada livre de perigo. O marido, por precaução, também se sujeitou a isolamento. Enquanto os dois se mantinham afastados do mundo, "Excalibur", o cão do casal, foi abatido. Por razões sanitárias e de segurança. Enquanto isto, nos EUA, à enfermeira Nina Pham também foi diagnosticada a doença. Nina também tinha um cão, "Bentley". Como a espanhola, a americana acabou por se curar.    

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E pur si muove!

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Se todos os problemas fossem de semântica! Se tudo se resumisse à diferença entre "mantêm-se" e "manter-se-ão". Se nos bastasse tirar a limpo se "jihadista" leva ou não leva agá. "Em que pensa, cardeal? Em como é diferente o amor em Portugal!" O problema da flexão verbal foi levantado pelo ministro da Educação, a questão ortográfica pelo Ciberdúvidas. Nuno Crato não necessita de apresentações, é um ministro português.  

 

 

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Por Kobane ou da história universal da infâmia

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A História, esse cardápio de atrocidades. Não é preciso recuar muito. Nem no tempo nem na geografia. O século XX europeu produziu os dois conflitos mais sangrentos de sempre. Enquanto escrevo, caem notícias de mais um, agora às portas da Europa. Em Kobane. Há um mês que a pequena cidade síria colada à fronteira da Turquia resiste heroicamente ao avanço da barbárie que responde por Estado Islâmico.  

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Edição Diária 17.Abr.2014

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