1 de abril de 2015
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O coquitél poético

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Escrevo no dia em que saiu, há 100 anos, o primeiro número da revista "Orpheu". Só houve dois. Os poetas não costumam dar bons empreendedores. Se olharmos para trás, percebemos como, com apenas dois números, a "Orpheu" fez mais pela cultura do que os milhares de exemplares de lixo vendido por tanta gente. Nos tempos de hoje, uma revista tão efémera seria uma iniciativa falhada. Pela certa um mau investimento. Onde não há pão não há palhaços, diz o palhaço rico que conhece bem as vantagens da máxima do pão e circo. 

 

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Enquanto há língua há esperança

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Há coisas que de tão simples nos passam ao lado. Qual a forma mais eficaz de um Estado impor um disparate ou uma arbitrariedade? Não tem nada que saber. Anuncia que o disparate e/ou a arbitrariedade são obrigatórios. Claro como água. Transparente como papel celofane. Evidentemente, decretá-los é sempre mais fácil em Estados totalitários.  

 

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"O tempo é invenção ou não é nada"

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Porque é que as pedras antigas nos comovem? Um altar pobre, quando não somos sequer crentes? O friso de uma janela minúscula, por onde não entra quase luz? A resposta não é simples, embora no melhor filme de Polanski, "Chinatown", Noah Cross, um soberbo John Huston, coloque uma hipótese plausível: "Politicians, ugly buildings, and whores all get respectable if they last long enough." Cross, será bom lembrá-lo, é um escroque. Ele próprio um velho. 

 

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Revisão da matéria

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Se a Grécia tem o Syriza e os paradoxos de Zenão, nós temos Portugal como paradoxo de si próprio. O assunto não é novo e é mesmo cansativo q.b. Houve até quem garantisse que um dia se ouviu a Júlio César: "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar." A lista dos que se debruçaram sobre o tema - sem resultados que se vejam, sublinhe-se -, é tão vasta como vasto era o mundo de Raimundo, do Carlos Drummond de Andrade que não era português.

 

 

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A realidade é um romance

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Assim como serão o mesmo o ser e o nada, assim serão o mesmo o excesso e a escassez. O que não falta são assuntos. Mas tantos são os assuntos que o resultado é darmos por nós sem nenhum. Uma lista - à moda camiliana - das asneiras pós-Acordo Ortográfico é sempre um bom tema de recurso. Sobra para encher uma coluna.

 

 

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Conto de crianças? Talvez para (os) boys

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Declaro antes de mais, e para que não haja mal-entendidos, que nunca tive nenhum namorado grego (a propósito do candente tema: "homens gregos, gravatas, cachecóis e capitalismo"). Tenho da Grécia, aliás, um conhecimento escasso. Sei dos coronéis. Li, como muita gente, um ou dois livros de Vassilis Vassilikos e pouco mais (a "Ilíada" e a "Odisseia" não contam). 

 

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"C'est dur d'être aimé par des cons", o documentário

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Vi há dias o trailer do documentário de Daniel Leconte "C'est dur d'être aimé par des cons" ("É triste ser amado por imbecis"). Cinco minutos de boas gargalhadas dadas pelos intervenientes, muitos deles assassinados entretanto. Data de 2008 e o título retoma a frase que acompanha a caricatura de Maomé desenhada por Cabu e que fez a capa do "Charlie Hebdo" de 1/2/2006.

 

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Rir, mas com conta, peso e medida

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Toda a gente que não leu "O Nome da Rosa" de Umberto Eco sabe qual é o assunto. Trata-se de uma investigação policial conduzida pelo franciscano Guilherme de Baskerville, assistido pelo noviço e narrador Adso de Melk. Em visita a um abadia medieval onde se sucedem estranhas mortes, acabam por descobrir que o criminoso é o bibliotecário Jorge de Burgos, monge capaz de tudo para esconder o livro de Aristóteles sobre o riso. 

 

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Vi-me grega para perceber

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Haverá quem não se lembre. Eu, infelizmente, posso dizer que sou do tempo da primeira guerra do Golfo. A velha Assírio & Alvim editara cerca de três anos antes "O Meu Coração É Árabe", um tomo de poesia luso-árabe traduzida por Adalberto Alves que, jovens ainda, passeávamos por Lisboa, senha e contrassenha de quem duvidava da razoabilidade da guerra. A RTP, num frenesim sem concorrência, cobria as frentes do conflito. Vivíamos, claro, acima das nossas possibilidades.

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Les beaux esprits se rencontrent

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Torna-se difícil. A não ser que cortemos com as notícias. Acresce que cortar com as notícias não é uma solução. Se ninguém souber da decapitação de um homem, esse homem conserva a cabeça? Se ninguém souber de uma menina com uma bomba à cinta, essa menina explode ou não explode? O nosso gato de Schrödinger transformou-se em mera futilidade. 

 

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