19 de abril de 2014 às 13:32
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Americano indemnizado por "doença das pipocas de microondas"

Wayne Watson vai receber 7,2 milhões de dólares, algo como 5,5 milhões de euros, por ter contraído uma doença pulmonar após inalar, regularmente, o vapor da manteiga artificial de pipocas feitas no microondas.
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)BBC e Reuters
O tribunal do Colorado decidiu que o fabricante das pipocas deve advertir os consumidores, nas embalagens, para os perigos Getty Images O tribunal do Colorado decidiu que o fabricante das pipocas deve advertir os consumidores, nas embalagens, para os perigos

Um tribunal do Colorado, nos Estados Unidos, deu razão de causa a Wayne Watson, portador de uma doença pulmonar grave e incurável alegadamente relacionada com a inalação de diacetil, um dos ingredientes utilizados para conferir o sabor a manteiga nas pipocas de microondas. O norte-americano vai receber uma indemnização milionária, revela a BBC. 

O fabricante de pipocas Gilster-Mary Lee Corp. e o supermercado que as vendeu foram condenados a pagar uma indemnização de 7,2 milhões de dólares (5,5 milhões de euros) a Watson, e a empresa deverá, ainda, incluir um aviso nas embalagens das pipocas, advertindo para os perigos da inalação do vapor quando as mesmas ainda estão quentes. 

Os jurados concluíram que a fábrica é responsável por 80% da indemnização, e a rede de supermercados  Kroger Co. pelos outros 20%.

Watson já havia feito um acordo com a fabricante de aromatizantes FONA International Inc.

"Pulmão de pipocas"


De acordo com a BBC, os advogados da empresa argumentaram que os problemas de saúde de Watson foram provocados por anos de trabalho com produtos químicos na limpeza de carpetes.  Mas o tribunal confirmou que o norte-americano desenvolveu problemas respiratórios em 2007 depois de passar um ano a comer, regularmente, pipocas de microondas. Watson entrou com a ação na justiça em 2008.

O veredito contra a Gilster-Mary Lee Corp. é o mais recente de uma série de casos de processos judiciais de funcionários de fábricas de pipocas que ficaram doentes.

A doença conhecida como "pulmão de pipoca", irreversível, está relacionada com a inalação de químicos utilizados em aromatizantes e condimentos, que constringe os bronquíolos, dificultando a passagem do ar.

Para a decisão favorável do tribunal do Colorado muito contribuiu o testemunho da médica que fez o diagnóstico da doença em Watson.

Cecile Rose foi consultora para a indústria de aromatizantes, tendo verificado que vários trabalhadores  expostos ao mesmo produto químico haviam contraído o "pulmão de pipocas".

Comentários 10 Comentar
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Re: Americano indemnizado por "doença das pipocas
Os fabricantes fabricam tudo o que lhes vem á cabeça.
Os consumidores assumem ingenuamente que tudo aquilo foi controlado.
Isto é a mistura explosiva que volta não volta "fabrica" estas notícias.
(Cá a empresa apresentava um pedido de desculpas...)
Ganda país!
Ganda país! Nem é preciso jogar no totoloto. Basta uma ideia, algum empenho e o alvo certo.
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Pois !!!
Muita atenção aos OGM`s . trata-se da genética produtiva como se ela fosse algo que beneficia ... sim ... o produtor , nunca o comsumidor.
Re: Americano indemnizado por "doença das pipocas


Por Favor Meditem e divulguem;

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