Anterior
Cavaco: Serei "ativo e dinâmico" mas "prudente" num segundo mandato
Seguinte
Camarate: Freitas do Amaral defende reabertura da investigação
Página Inicial   >  Atualidade / Arquivo   >   Amanda Knox: Dos livros à luta pela inocência dentro da prisão

Amanda Knox: Dos livros à luta pela inocência dentro da prisão

Em dezembro de 2009 Amanda Knox foi condenada, em Itália, a 25 anos de prisão, pela morte de uma amiga num jogo sexual. Na mesma altura que o caso volta a tribunal, foram publicados dois novos livros que a apontam como uma jovem correta e culta.
|
Mais magra e muito pálida, Amanda Knox voltou ao Tribunal de Peruggia um ano depois de ter sido condenada a 26 anos de prisão
Mais magra e muito pálida, Amanda Knox voltou ao Tribunal de Peruggia um ano depois de ter sido condenada a 26 anos de prisão / Alessandro Bianchi/Reuters

Quando lhe dizem que se tornou numa mulher famosa, Amanda Knox é a primeira a concluir: "Que motivo tão feio para o ser". Aos 23 anos, a jovem norte-americana - que foi condenada em Itália a 26 anos de prisão pela morte de uma colega da faculdade com quem partilhava casa em Peruggia - continua a lutar pela sua inocência e conta agora com a ajuda de dois livros que a descrevem como uma mulher culta, correta e potencialmente inocente.

Amanda Knox está já a cumprir pena há um ano, mas o seu caso permanece nas luzes da ribalta. Embora em abril tenha sido publicado um livro intitulado "Cara de Anjo: A História de uma Estudante Assassina", no último mês - em vésperas do início do julgamento do seu recurso - foram publicados dois livros baseados no seu caso e que alegam a seu favor: Um escrito por uma brasileira colega de prisão que privou com a jovem atrás das grades, outro escrito por um delegado do Ministério Público italiano, que acompanhou o caso.

No livro "Leva-me Contigo: Conversas com Amanda Knox na Prisão", Rocco Girlanda fala não só dos mais de vinte encontros que teve com a jovem, mas também das aspirações da americana em formar uma família, casar e adotar uma criança. O delegado deixa ainda clara a sua opinião: Acredita que Amanda está inocente.

Assassina ou inocente?


Embora a imprensa italiana tenha conotado Amanda Knox desde o início como uma menina mimada e adepta de grandes festas, ambos os livros mostram uma outra jovem, cuja imagem foi defendida pela família, amigos e advogados desde novembro de 2007, quando a sua colega de quarto foi encontrada seminua e com um corte profundo na garganta.

"É muito culta e cumpridora das tarefas que lhe são pedidas. A Amanda impressionou-me muito, tinha um comportamento totalmente diferente das outras prisioneiras", revela Florisbela Inocêncio de Jesus, uma brasileira de 58 anos que conviveu com a jovem na prisão enquanto cumpria pena por exploração de prostituição.

No livro "Passeando com Amanda", Florisbela conta que a jovem enfrentou algumas dificuldades por causa "da espécie de gelo que as outras prisioneiras impuseram". "De certa forma ela tinha um tratamento privilegiado, recebia a visita de parlamentares e os agentes homens sentiam-se atraídos por ela", relata a brasileira. "Não há dúvidas que é uma mulher bonita e inteligente. Orgulha-se de ter o armário com mais livros do que vestidos".

Amanda de volta ao tribunal


Um ano depois de ter sido condenada pelo assassinato de Meredith Kercher, de 21 anos, num "jogo sexual" que, nas palavras do juiz, "ficou fora de controlo", Amanda regressou na semana passada ao Tribunal de Peruggia, onde começou a ser julgado o recurso apresentado pelos seus advogados.

A audiência durou cerca de 15 minutos e foi adiada até 11 de dezembro, avançou a agência AP. A defesa pede uma revisão completa do caso para apresentar novas testemunhas e conseguir a absolvição. A acusação também riposta: Amanda deveria ter sido condenada à prisão perpétua.

Amanda e o ex-namorado, Rafaello Sollecito - que cumpre 25 anos de prisão, embora alegue estar inocente -  estão presos desde 6 de novembro de 2007, quatro dias depois da morte de Meredith.


Opinião


Multimédia

Os assassínios, as execuções, as decapitações são as imagens mais chocantes de uma propaganda cada vez mais sofisticada. É a Jihad, que recruta guerrilheiros no ocidente para matar e morrer na Síria. O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Reportagem em Londres, no café onde viam jogos de futebol, na universidade onde estudavam e na mesquita onde rezavam. Autoridades e especialistas em terrorismo estão alerta sobre este pequeno mas perigoso grupo, onde corre sangue português - e de onde escorre sangue por Alá.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.

Geração Z

Mais rápidos, mais capazes, mais solitários, os Z vivem agarrados aos ecrãs, pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel. Que geração é esta que nasceu com a viragem do século?

Desaparecidos para sempre no Mar do Norte

O dia 15 de novembro já foi feriado, há 90 anos. A razão foi o desaparecimento de Sacadura Cabral algures no Mar do Norte. Depois de fazer mais de oito mil quilómetros de Lisboa ao Rio de Janeiro, o aviador pioneiro não conseguiu completar o voo entre a cidade holandesa de Amesterdão e a capital portuguesa. Ainda hoje, não se sabe o que aconteceu ao companheiro de Gago Coutinho e tio-avô de Paulo Portas, a quem o Expresso pediu um sms.

Os muros do mundo

Novembro relembrou-nos os muros que caem, mas também os que permanecem e os que se expandem. Berlim aproximou-se de si própria há 25 anos, mas há muros que continuam a desaproximar. Esta é a história de sete deles - diferentes, imprevisíveis, estranhos.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Terror religioso está a aumentar

Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.


Comentários 0 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador

PUBLICIDADE

Pub