O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, alertou hoje, em Bruxelas, para a importância que a Liga Árabe assume na resolução da situação na Líbia em coordenação com os restantes atores da comunidade internacional.
"Seria muito mau se houvesse uma divergência entre as Nações Unidas ou a União Europeia ou a NATO e a Liga Árabe na interpretação que é feita nos aspetos relacionados com a implementação da resolução" da ONU sobre a Líbia, disse Luís Amado à entrada de uma reunião dos chefes da diplomacia dos 27.
Para o responsável governamental português é "absolutamente indispensável que haja uma forte capacidade de diálogo, de coordenação e de ação conjunta da comunidade internacional".
"Nós estamos a agir sob o mandato de uma resolução das Nações Unidas. É absolutamente indispensável que o trabalho com a Liga Árabe, a coordenação na implementação da resolução com a Liga Árabe, seja assegurado", insistiu.
Mais sanções para o regime de Kadhafi
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia deverão ampliar as sanções políticas e económicas contra o regime de Kadhafi e avaliar o papel que os 27, como um todo, podem desempenhar na Líbia.
Vários Estados-membros participam desde sábado, a título individual, nos bombardeamentos sobre a Líbia, mas a UE não tem uma posição unânime sobre a intervenção militar que é recusada por vários países como é o caso da Alemanha.
"É preciso lembrar que a resolução [das Nações Unidas] apela no seu primeiro ponto ao cessar-fogo e no segundo momento a uma solução política estável para a crise", declarou Luís Amado.
Os 27 deverão assim tomar decisões de ajuda humanitária e reforçar as sanções contra a Líbia, de forma a dar seguimento à decisão nesta área tomada pelo Conselho de Segurança da ONU.
Uma das novas medidas vai ser o congelamento dos ativos da companhia estatal de petróleo líbia e filiais.