21/05/2012 atualizado às 19:26

Amado admite "algumas tensões" no seio da UE

Ministro português dos Negócios Estrangeiros admite existência de diferenças quanto à posição dos 27 Estados-membros face ao conflito na Líbia. Na opinião de Luís Amado seria errado a NATO envolver-se de forma "ostensiva". Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Lusa
19:38 Segunda feira, 21 de março de 2011
O ministro afirma que a principal preocupação de momento «é que haja uma interpretação convergente da resolução 1973»
O ministro afirma que a principal preocupação de momento «é que haja uma interpretação convergente da resolução 1973»
Geert Vanden Wijngaer/AP

 O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, admitiu hoje em Bruxelas a existência de diferenças entre os Estados-membros da União Europeia quanto à posição dos 27 face ao conflito na Líbia.

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"Há de facto algumas tensões relativamente à forma como a UE se deve posicionar relativamente à crise líbia", afirmou, à saída de uma reunião de chefes de diplomacia europeus, na qual os 27 adotaram conclusões que Amado considerou que refletem, "apesar de tudo, um compromisso". 

As conclusões adotadas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE dão conta da disponibilidade dos 27 em fornecer apoio sob a forma de uma missão de política comum de segurança e de defesa a fim de apoiar ajuda humanitária que seja solicitada pelas Nações Unidas. 

"As conclusões refletem um compromisso relativamente ao que a UE pode fazer. É óbvio que será sobretudo na área humanitária que a UE tem uma missão a desempenhar, assumida pela generalidade dos membros do Conselho, e é sobretudo nesse domínio que a EU vai concentrar-se nesta fase", sublinhou Amado.

Portugal disponível para missão humanitária


O ministro indicou que, tal como já anunciara anteriormente, Portugal está disposto a participar numa missão humanitária.

"Portugal sempre disse que, tendo apoiado a aprovação da resolução no Conselho de Segurança (da ONU), no quadro das responsabilidades que tinha, não participaria na implementação do segmento que envolve operações militares; participaria quer no controlo do embargo de armas, quer nas operações humanitárias", afirmou.

O ministro afirmou que a principal preocupação de momento "é que haja uma interpretação convergente da resolução 1973" do Conselho de Segurança das Nações Unidas", que - recordou - não foi aprovada por unanimidade, dado terem-se registado cinco abstenções.

"É absolutamente indispensável que essa interpretação (...), que essa convergência seja clarificada pelos membros do Conselho", disse, acrescentando que também é conveniente "saber quem faz o quê", a nível de organizações mas também dos Estados, principalmente os que participam na coligação que se organizou, sob mandato do conselho de segurança.

"Gostaria que a NATO não se envolvesse expressamente" 


Neste contexto, reafirmou que, do seu ponto de vista, seria errado a NATO envolver-se de forma "ostensiva" na crise líbia.

"Confesso que sempre manifestei essa minha orientação junto dos meus colegas: gostaria que a NATO não se envolvesse expressamente numa situação como esta", principalmente "sem uma clara cobertura politica da Liga Árabe e da UA", declarou.

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Sarkozi está a destruir a UE! Go to the hell!
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 20:03 | Segunda feira, 21 de março de 2011
MALVADO SEJAS, GRANDE CRIMINOSO.

MANDAR ASSASSINAR PESSOAS QUE SE RENDIAM É UM CRIME TAL QUE DEVIAS IR A TRIBUNAL DE GUERRA E SERES ENFORCADO!
 
 Regras da comunidade
    Re: Sarkozi está a destruir a UE! Go to the hell!    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:37 | Terça feira, 22 de março de 2011
    Re: Sarkozi está a destruir a UE! Go to the hell!    Ver comentário
eslavo (seguir utilizador), 1 ponto , 20:45 | Segunda feira, 21 de março de 2011
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