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Álvaro: cavaleiro da indústria com lixeira a céu aberto

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O novo cavaleiro da indústria, Álvaro Santos Pereira, anda eufórico com a nova política de reindustrialização e terá sido o principal dinamizador de um grupo de países da UE que a vai propor como nova batalha europeia.  

Mas esta é uma política assente em salários baixos, condenada ao insucesso.  

Até Marcelo Caetano, no último plano industrial da  ditadura, interrompido com o 25 de Abril, percebeu que a mais valia de uma nova política industrial dependia do aumento da massa salarial.

É uma política que tem o perigo de ser dirigista. É o Estado e são os burocratas de Bruxelas que a querem impor, de cima para baixo, às empresas privadas sedentas de apoio. Parece que estamos a cair no regime da economia planificada.    

É uma política que ameaça criar grupos económicos "amigos" das novas apostas construídas politicamente (será o novo condicionamento industrial?). Parece que no sector das redes transeuropeias e na energia (mas não foi este governo que pôs fim ao TGV e às eólicas?).

É uma política que ameaça o ambiente, como o próprio ministro Santos Pereira, embalado como está, não teve rebuço em por a nu (devem ser os elogios de Mário Soares de que era corajoso a enfrentar os manifestantes a fazerem efeito).       

Ontem defendeu em Bruxelas que é  necessário  "flexibilizar" algumas regras "fundamentalistas" sobre o ambiente, onde  a Europa "não pode ser mais papista do que o Papa em relação a outras zonas do Globo" (leia-se China) 

A nova teoria de Santos Pereira é simples: protecção do ambiente sim senhor mas desde que não prejudique a indústria.

Substituiu mesmo o velho slogan ecologista, "amiga do ambiente" por "amiga do investimento".  

Os salários baixos e falta de protecção social dos chineses já tínhamos. Faltava-nos a política de lixeira a céu aberto para justificar o crescimento económico.

É mais um ingrediente na espiral do descontentamento social.                


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Comentários 9 Comentar
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Preso por ter cão, preso por não ter cão
Parece que autor defende que se veja a Europa a definhar, produzindo zero e importando a crédito da China ou da Índia.

Todo o raciocínio da crónica me parece errado. Primeiro não são necessários salários de miséria para produzir com competitividade. Temos (a Europa)a organização empresarial, o controlo de qualidade e o design para pôr no mercado centenas ou milhares de produtos a bons preços e com qualidade superior. Não se pode ficar de braços cruzados.

Quanto ao ambiente, todos sabemos a que leva o fundamentalismo da moda, com o seu ponto alto no lince da Malcata. Por causa disso, Portimão e Albufeira passaram 2 ou 3 verões com problemas de água, por não se poder construir a barragem e temos uma auto-estrada do Algarve a meia dúzia de quilómetros do IC1, para não espantar os linces do Caldeirão, que ninguém vê,há um século.

Não gostar de um governo não obriga ninguém a desprezar e menorizar todas as medidas do mesmo, a não ser que faça parte do contrato com o Expresso........
Já era tempo de calarem os Ecofascistas!
Este deve ter acções em alguma empresa de consultadoria "Verde".

O declínio da Europa começou em 1992 quando na cimeira do Rio optou por destruir a sua indústria em nome do ambiente. Esse suicídio foi logo aproveitado pela China e Índia que passaram a produzir sem qualquer restrição ambiental, aquilo que a Europa entendeu que não queria produzir.

Assim enquanto a Europa alardeava a propaganda (É só propaganda) da luta contra o aquecimento global, fazendo baixar as emissões de CO2, à custa de milhões de desempregados e do endividamento das nações que pagavam a preços de ouro, equipamentos que geravam a tal energia verde (10 x menos energia por 10 x mais dinheiro), a China e a índia multiplicaram as suas emissões de CO2.

Hoje em dia as emissões de CO2 a nível mundial são muito maiores que em 1992, apesar do suicídio Europeu e o que interessa não é o que acontece na Europa, mas sim o que acontece em todo o mundo. E assim, o sacrifício Europeu não vai servir para nada a não ser termos os chinocas e monhés a mandarem em nós!

Temos que acabar com essa treta!
Temos de voltar a produzir!
Temos de impor barreiras alfandegárias aos produtos poluidores da China e da India!
Re: Já era tempo de calarem os Ecofascistas!
'cavaleiro da indústria com lixeira a céu aberto
Boa crónica. Costumo ser simpático para com o ministro Álvaro Santos Pereira porque é dos poucos que neste governo tem uma visão global da economia, porque dá para perceber pelo seu antigo blog, que sabe pensar pela sua própria cabeça, porque suspeito que noutro governo, teria tido um impacto maior.

Mas isso não é um cheque branco para o seu desempenho. É um mau político (algumas das suas tiradas para defender o "seu" governo são infantis), um negociador duvidoso (que me lembre, quase revoltou toda a concertação social contra si), tem perdido competências que não lembra a ninguém (que sentido faz ele não ser responsável pelas privatizações?), e é no mínimo suspeito que a grande maioria dos contratos de investimento que tem assinado seja com empresas mineiras (às dezenas ou centenas... porquê? Como é que ele consegue tanto sucesso onde não consegue atrair outras indústrias?).

Agora, fez o que não podia fazer cá. O "cavaleiro da indústria" como Gaião o chama, está a tentar propor a reindustrialização da Europa. Para além do sabor a planos quinquenais da era soviética, que sentido faz promover a industrialização dos nossos principais concorrentes na Europa, antes de o conseguir para Portugal? A Europa com os seus superavits comerciais consistentes na ordem da centena de milhares de milhões de euros anuais, precisa da indústria mais do que Portugal? A Alemanha precisa?

Tudo isto cheira a uma crítica da "economia" real à "austeridade", pela porta do cavalo.
China à vista
Para mim é mais uma indicação de que o modelo que este governo pretende é o da China. Salários baixos, regalias zero, direitos nenhuns, respeito ao ambiente 'tá quieto!
E no final, do meio das cinzas, novos amanhãs cantarão!
Re: China à vista
Re: China à vista
Relvas e reindustrialização
Para fazer a ligação entre os 2 artigos só há a dizer que então não se industrializa, ficamos todos a comer relvas...
Tenha calma, você vê monstros dissimulados
Algguém tinha que toma uma atitude, que empregos teremos no futuro? Morreu tudo, os serviços falharam, temos que nos virar para a Industria, agricultura e economia do Mar.

Que derrotismo.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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