Segundo o 'Correio da Manhã' de hoje, tanto a aluna que brutalizou a professora que lhe havia retirado o telemóvel, como o aluno que filmou a cena, vão ser transferidos da Escola Secundária Carolina Michaelis para outro estabelecimento de ensino.
A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) informou que os pais dos alunos vão ser informados hoje de manhã sobre as conclusões do inquérito, e embora não confirme a informação da sua transferência admite que é uma possibilidade.
"Só depois da decisão ser comunicada aos pais dos alunos é que a informação será divulgada", afirmou fonte da DREN.
O jornal 'Correio da Manhã' adianta também que a aluna e a mãe foram ontem chamadas à escola para voltarem a ser ouvidas pelo conselho executivo. Segundo a versão apresentada pela professora no processo interno desencadeado pela escola, esta terá autorizado os seus alunos a manterem os telemóveis ligados e a usá-los para ouvir música. O incidente terá sido desencadeado por a aluna não ter obedecido às instruções da professora e atendido uma chamada da mãe.
O Tribunal de Família e Menores do Porto remeteu ontem o caso da aluna para a comarca de Matosinhos, disse à Lusa fonte do Ministério Público (MP).
Em declarações à Lusa, o procurador Manuel Santa, do Tribunal de Família e Menores do Porto, afirmou que o caso vai decorrer no Tribunal de Família de Matosinhos porque a aluna pertence àquela comarca.
Segundo referiu, este inquérito servirá para apurar se a aluna em causa praticou actos ilícitos que poderão ser punidos pelo crime de ofensa à integridade física da docente. Entre sanções previstas na lei, a mais gravosa é o internamento da aluna num centro educativo, sendo a mais leve a admoestação.
Manuel Santa precisou que a lei determina um prazo máximo de três meses para a conclusão da fase de inquérito, onde serão ouvidas as partes envolvidas e quem a procuradora do MP de Matosinhos entender ser necessário.
Fonte da escola carolina Michaelis indicou que a cena terá ocorrido no último dia de aulas, antes das férias da Páscoa. A professora brutalizada pela aluna deverá regressar à escola na segunda-feira.