A aluna que reagiu com violência contra a professora de francês que lhe tentou retirar o telemóvel durante uma aula mostra-se agora "arrependida". Em entrevista ao jornal Correio da Manhã, Patrícia, assim se chama a aluna, diz que tem a noção de que o que fez "está errado".
"Tenho a noção de que o que fiz está errado", diz Patrícia ao mesmo tempo que acusa a professora de implicar com ela.
"Era um aula livre e a professora autorizou o uso do telemóvel e toda a gente os tinha em cima da mesa. Pedi a uma amiga para ouvir música no telemóvel mas o som estava baixinho", conta Patrícia. Ao passar pela mesa para entregar um teste, a professora viu o telemóvel e tirou-lho.
O caso acabou quando a professora disse no Conselho Executivo que tinha havido um problema, não fez queixa mas a aluna ficou sem o telemóvel.
António Leite, director-adjunto da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), disse ontem ao Expresso que a presidente do Conselho Executivo só tomou conhecimento do caso ontem quando a DREN contactou a escola depois de ter visto as imagens que estiveram no YouTube.
A jovem está supreendida com a dimensão que o caso tomou e teme agora a suspensão ou a expulsão.
Os pais da jovem só ontem tomaram conhecimento da situação. "Isto também é mau para os meus pais", diz a jovem que apenas tinha contado que a professora lhe tinha tirado o telemóvel.
A CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) já condenou, em comunicado, a atitude da aluna.