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De Jorge Jesus a Pinto Monteiro

João Garcia (www.expresso.pt)
0:01 Sábado, 26 de fevereiro de 2011

O primeiro venceu na Alemanha e bateu o recorde de vitórias consecutivas. O segundo voltou a dizer que há escutas ilegais e fê-lo com um inaceitável encolher de ombros, declarando-se incapaz de as combater.


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De Paulo Portas a Teixeira dos Santos

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 23 de fevereiro de 2011

Altos...

Paulo Portas, Presidente do CDS/PP

Reeleito com uma percentagem (94,9%) que ultrapassa os melhores feitos de Kim Il Sung - mas não os de Sócrates no PS (96,4%) -, destruiu todas as hipóteses de a moção de censura do BE vir a ser aprovada. Antecipou-se ao PSD e aproveitou o protagonismo da reeleição para dar outra vida à competição entre os dois partidos da direita.

José António Barbosa, arquiteto

Juntamente com o seu colega Pedro Guimarães desenhou um edifício que mereceu o prémio de melhor imóvel institucional do ano em todo o mundo. A sede da Vodafone no Porto já tinha recebido a atenção de outras publicações ligadas à arquitetura.

...e baixos

Francisco Louçã, coordenador do BE

A moção de censura que anunciou só teve dois efeitos importantes: provocar acesa controvérsia dentro do Bloco, com destacados militantes a discordarem da direção, e mostrar que nem os mais experimentados oradores são capazes de explicar o inexplicável: como é que a moção podia ser aprovada quando batia tanto no PS como no PSD?

Teixeira dos Santos, ministro das Finanças

Merkel não lhe fez a vontade com o fundo de emergência, o Presidente da República chamou-o a Belém - e disso deu conta pública - os juros da dívida voltaram a disparar e o governador do Banco de Portugal diz que a recessão voltou. Tudo numa semana...

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 19 de fevereiro de 2011

 

De Jerónimo de Sousa a José Sócrates

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 16 de fevereiro de 2011

Altos

Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

Desde o tempo em que as betoneiras do J. Pimenta saíram para a rua, no 25 de novembro, que o destino do país não estava tão suspenso de uma decisão do Partido Comunista. A moção de censura ao Governo pode dar-lhe uma das mais expressivas vitórias desde o 25 de abril. Já obrigou o BE a precipitar-se.

Passos Coelho, Presidente do PSD

As moções anunciadas pelo PCP e pelo Bloco deixam-no na mais confortável das situações. Serviram-lhe, de bandeja, a queda de Sócrates e se quiser aproveitar a oportunidade basta dizer que este Governo nunca conseguiria recuperar credibilidade; se quiser reservar-se para mais tarde, sempre poderá argumentar que o PSD não vai a reboque da extrema-esquerda.

...e baixos

Mariano Gago, Ministro do Ensino Superior

Multiplicam-se os casos de estudantes que deixam as universidades. Seja pelo corte das bolsas, pela crise económica ou por outra qualquer razão, a verdade é que o ensino universitário está a deixar de ser para os que merecem.

José Sócrates, Primeiro-ministro

Queria fazer um brilharete com os indicadores fiscais e com as exportações e ficou a saber que, muito provavelmente, vai enfrentar duas moções de censura. Entrou no debate parlamentar à espera de consolidar o Governo, saiu com ele ameaçado de morte.

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 12 de fevereiro de 2011

De Ana Bacalhau a Vasco Marques Correia

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 9 de fevereiro de 2011

Altos...

Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda

"Que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar", canta a porta-voz do grupo sensação. Posta de parte a demagogia que sempre existe neste tipo de proclamações, poucos versos retratam tão bem o sentimento de largas camadas de jovens. "Que parva que eu sou" pode tornar-se um hino.

José Junqueiro, secretário de Estado da Administração Local

Lançou para o ar, como quem não quer a coisa, uma proposta para redução do número de câmaras. Aparentemente, a ideia vai fazer percurso e, pela primeira vez nos últimos 160 anos, talvez haja condições para uma reforma administrativa e para diminuir o número de concelhos.

Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares

Está armada a grande confusão: o ministro dos Assuntos Parlamentares quer menos deputados, parece que o PS também queria, mas já não quer e agora é o PSD que não larga a história. Se a ideia não fizesse sentido não estaria a despertar tantas reações.

...e baixos

Vasco Marques Correia, Presidente da distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados

Não quer os advogados a comentar processos porque o "o tempo da Justiça não é o tempo dos media". Mais um jurista que não entende que o problema é que 'o tempo da Justiça' deixou de ser o da sociedade, o dos negócios e o dos interesses que deveria acautelar. A lei da rolha não resolverá esta questão, o mais que pode é tentar escondê-la.

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 5 de fevereiro de 2011

De Cavaco Silva a Helena André

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 2 de fevereiro de 2011

Altos...

Cavaco Silva, vencedor das presidenciais

Ganhou, é a quinta vitória que consegue, está de parabéns. Era o adversário a abater e que por isso foi bombo da festa nas campanhas dos outros candidatos. Quem está na política há mais de 20 anos sabe que assim é, e nada justifica o discurso de vitória. Muitos gostaram dos resultados, poucos da proclamação.

...e baixos

José Sócrates, secretário-geral do PS

A estratégia não funcionou e os resultados foram parcos. Agora vai a congresso discutir o futuro, mas não conseguirá impedir que outros debatam o passado e as opções tomadas. As vozes dissonantes vão começar a ouvir-se com vista ao próximo governo e ao próximo congresso.

Francisco Louçã, coordenador do BE

Mais um líder partidário que bem pode lamentar a estratégia escolhida. Quis surfar na onda do candidato socialista e acabou a bater com a cabeça na areia. Não teve voz própria, não teve quem defendesse as convicções mais profundas do Bloco, não conseguiu uma votação marcante para o seu candidato.

Helena André, ministra do Trabalho

Está a demonstrar que não é preciso mexer no Código de Trabalho. Basta, como se viu com as propostas sobre indemnizações para despedimentos, alterar regulamentos e definições. Deve sofrer, tendo em conta que andou pelos sindicatos.

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 29 de janeiro de 2011

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De Durão Barroso a Alberto Martins

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 26 de janeiro de 2011

Altos...

Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia

Discorda da chanceler alemã e não hesita em assumir a diferença. Quer mais dinheiro para o Fundo Financeiro de emergência e acusa Angela Merkel de não estar preocupada com "o bem da Europa". Durão Barroso mostra que é cada vez mais dono do seu espaço.

...e baixos

Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros

Mais uma grande descoordenação entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e o chefe do Governo. Primeiro soube-se das divergências sobre a possibilidade de a Constituição impor limites ao défice, depois Amado disse que até dava o seu lugar no Executivo para permitir o regresso do bloco central - solução repudiada pelo PM. Agora voltam a contradizer-se sobre o que foi negociado no Qatar. Não fica bem a Luís Amado mostrar tanto desejo em sair, nem a José Sócrates revelar tão grande dependência do seu MNE.

José Eduardo Bettencourt, Presidente do Sporting

Um mandato que chega ao fim sem glória.



Alberto Martins, ministro da Justiça

Enquanto os agentes da Polícia Judiciária se manifestavam, os Serviços Prisionais deixavam fugir dois presos no coração de Lisboa, numa ação típica de Hollywood. Nada corre bem na área da Justiça.



João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de janeiro de 2011

De José Mourinho a Gilberto Madaíl

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 19 de janeiro de 2011

Altos...

José Mourinho, treinador

Diz-se que é o melhor do mundo e esta semana recebeu o prémio correspondente. Palavras para quê?



José Sócrates, primeiro-ministro

Pode sempre afirmar-se que o pior está para vir e que o bom resultado obtido esta semana no leilão de mais uns milhões da dívida pública é vitória pífia. Mas a verdade é que se a operação tivesse corrido mal o Governo estaria hoje em muito maus lençóis. A primeira prova do ano foi ultrapassada.

Ricardo Sá Fernandes, advogado

A Ordem reconheceu que o advogado não cometeu qualquer infração quando gravou as conversas com o empresário que queria corromper o seu irmão. Apesar do registo elucidativo que conseguiu, os tribunais não reconheceram a tentativa de suborno, pelo que esta decisão acaba por ser um prémio de consolação. Pequeno, é certo, mas apesar de tudo reconfortante.

...e baixos

Gilberto Madaíl, presidente da FPF

Coisa estranha este mundo do futebol, que se rege por regras muito próprias. Enquanto a Federação se recusa a alterar os seus estatutos e a pô-los de acordo com a lei (e só a FIFA parece capaz de resolver o problema), as dívidas fiscais dos clubes (agora que o totonegócio chegou ao fim) ainda ascendem a 35 milhões de euros, dos 57 milhões devidos em 1996. Não haverá maneira de arrumar a casa?

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 15 de janeiro de 2011

De Carlos Alexandre a Cavaco Silva

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 12 de janeiro de 2011

Altos...

Carlos Alexandre, juiz de instrução

Tratou as escutas dos telefonemas entre José Sócrates e Armando Vara com uma clareza exemplar: anunciou que as tem, mas antes de as divulgar perguntou ao Supremo se são para destruir. Antes dele, outros com mais responsabilidades armaram uma enorme confusão.

José Manuel Coelho, candidato a PR

É o primeiro espontâneo a conseguir ser candidato presidencial. Gostaria seguramente de alcançar o sucesso que teve o palhaço Tiririca, recém-eleito deputado federal com o slogan "com Tiririca, pior não fica". O homem do PND também pode dizer que "Coelho em Belém não faz mal nem bem".

...e baixos

Vieira da Silva, ex-ministro da Segurança Social

O autor do Código Contributivo mudou de Ministério, mas deixou o legado para aplicar. Contas feitas pelo jornal "i" revelam que quem trabalha a recibo verde e ganha 1000 euros passa a levar para casa 578. Se o vencimento é pequeno, o mesmo não se pode dizer dos descontos.

Cavaco Silva, candidato a PR

Quem se sente acima de toda a suspeita não precisa de proclamar seriedade. Afinal, para afastar os fantasmas - se não passam disso - bastava ter, em tempo, explicado o negócio que fez com ações da SLN. Remeter explicações para uma declaração de rendimentos que nada esclarece e para comunicados equívocos só adensou o mistério. Como ele próprio diz, mas não praticou, quem não deve não teme.

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 8 de janeiro de 2011

 

De Rui Pereira a Cardoso dos Reis

João Vieira Pereira (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 5 de janeiro de 2011

Altos...

Rui Pereira, ministro da Administração Interna

Decidir denunciar o contrato de compra das viaturas blindadas para a PSP era o mínimo que se exigia para o final de um folhetim mal contado desde o primeiro minuto. Um concurso público por convite para comprar seis carros para a cimeira da NATO (19 de novembro), dos quais só dois foram entregues já depois do encontro de Lisboa.

Pinto da Costa, presidente do FC Porto

A renovação do contrato com André Villas-Boas até junho de 2013 é o resultado dos excelentes resultados do técnico à frente do Porto. Uma jogada de antecipação de Pinto da Costa, num clássico mais vale prevenir do que remediar.

...e baixos

Cavaco Silva, Presidente da República

Cavaco nunca vetou um diploma do Governo, mas sempre negociou consensos com Sócrates. Agora pela primeira vez em comunicado oficial admite que foi o diálogo com São Bento que permitiu que ele promulgasse o diploma sobre o apoio do Estado ao ensino particular e cooperativo. Estamos em campanha!

Cardoso dos Reis, ex-presidente da CP e presidente do Metro

Durante a sua gestão, a CP foi a empresa que mais infringiu o regime de tesouraria do Estado que obriga as empresas da esfera pública a colocarem os seus investimentos financeiros no Tesouro. O Tribunal de Contas aponta o dedo a 40 empresas, mas só a CP teve rendimentos de €2 milhões em aplicações que deveria ter entregue ao Estado e não o fez.

João Vieira Pereira  

Texto publicado na edição do Expresso de 30 de dezembro de 2010

De Mariano Gago a António Martins

João Garcia (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 29 de dezembro de 2010

Altos... 

Mariano Gago, ministro da Ciência

Nas jornadas parlamentares do PS não poupou críticas ao papel corporativo que algumas ordens profissionais têm tido, dificultando o acesso ao mercado de trabalho dos jovens licenciados. Tem sido uma voz isolada nesta denúncia, mas nem por isso desiste. Alguns bastonários não gostaram de ouvir que "libertar o país da tutela das ordens na entrada das profissões" é "fundamental".

Ana Gomes, eurodeputada do PS

As suas denúncias têm eco nos jornais. Veja-se a conferência de imprensa que deu esta semana pedindo a anulação do negócio com os submarinos. O efeito prático será certamente nulo, fica o sinal de inconformismo.

...e baixos

José Sócrates, Primeiro-ministro

A campanha eleitoral avança e os candidatos demarcam-se do Governo. Em coro bateram nas mudanças nas leis laborais e, num inesperado solo, Cavaco criticou os cortes ao ensino privado. O Executivo está e estará cada vez mais isolado.

António Martins, Presidente da Associação Sindical dos Juízes

A sua popularidade entre os magistrados é incontestável, como provou a assembleia geral extraordinária de sábado (só quatro votos contra). Mas a ameaça de que os juízes poderão fazer uma greve por tempo "dilatado", a concretizar-se, vai reacender o debate sobre se lhes assiste o direito a paralisarem os tribunais. Um órgão de soberania em greve é difícil de entender.

João Garcia

Texto publicado na edição do Expresso de 23 de dezembro de 2010

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