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De João Bento a Ana Maria Fernandes

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:01 Sábado, 26 de fevereiro de 2011

O primeiro vai substituir Luís Filipe Pereira na presidência da Efacec; a segunda decidiu não pagar dividendos da EDP Renováveis.

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De Dionísio Pestana a Helena André

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 23 de fevereiro de 2011

Altos 

Dionísio Pestana, Presidente do grupo Pestana

O maior grupo turístico do país conseguiu aumentar, em 2010, as receitas de hotelaria em 6,42%. Não à custa de Portugal, onde a crise mostrou as 'garras', contrariando o discurso otimista do Governo, mas graças aos hotéis que tem no exterior, nomeadamente na América Latina. E vai continuar a investir, ambicionando chegar a 2012 com 100 hotéis (hoje tem 96) e 10 mil quartos.

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal

Assumiu, em entrevista ao "Diário Económico", que Portugal já está em recessão e que pretende "manter a pressão sobre quem tem de decidir em matéria de finanças públicas". Referiu, por outro lado, que a banca está capitalizada embora seja prudente e desejável que reforce os seus capitais. Marcou pontos ao dizer aquilo que muito provavelmente o Governo não queria ouvir.

Luís Máximo dos Santos, Presidente da Comissão Liquidatária do BPP

A tarefa foi complexa mas a primeira fase da liquidação do BPP, com a identificação do património do banco e a lista dos credores e devedores, está terminada. À primeira vista, o presidente da comissão liquidatária parece ter conduzido o processo - que está longe do fim - da melhor forma possível.

...e baixos

Helena André, Ministra do Trabalho

O país continua a afundar-se no desemprego, que atingiu o nível mais elevado desde que foram criadas as séries do INE (11,1%). O Governo reconhece que "ainda não foi capaz de inverter a tendência", apesar de nos últimos meses ter torcido o nariz a todos os indicadores que apontavam para o agravamento da 'tendência'. Já agora, seria bom que fosse a ministra a comentar estes números, evitando as posições penosas que o seu secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, tem tomado sobre o tema.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 19 de fevereiro de 2011

De José Vieira da Silva a José Sócrates

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 16 de fevereiro de 2011

Altos...

José Vieira da Silva, Ministro da Economia

Há quem considere que o Congresso das Exportações foi uma gigantesca campanha de marketing do Governo, mas o que é certo é que a iniciativa deu a vários empresários e gestores a oportunidade para dizer o que está bem e o que está mal, ao mesmo tempo que serviu para anunciar a disponibilização de €275 milhões para apoio às empresas exportadoras. A aposta faz sentido e espera-se que seja mesmo levada a sério.

Almerindo Marques, Presidente da Estradas de Portugal

Não é normal ver uma empresa do Estado a processar... o próprio Estado. Mas, de acordo com o "Jornal de Negócios", é isso mesmo que se está a passar com a Estradas de Portugal. Almerindo Marques avançou com duas ações de impugnação, exigindo ao Governo o reembolso de €230 milhões em impostos.

Abel Mateus, ex-presidente da Autoridade da Concorrência

Disse esta semana que o Governo nada fez para promover a concorrência nos combustíveis e que não percebe o que são combustíveis de baixo custo. Vindo de quem vem, seria importante saber que medidas pensa que deviam ser tomadas para estimular a concorrência.

...e baixos

José Sócrates, Primeiro-ministro

Não se augura nada de bom para o Governo com a anunciada moção de censura pelo Bloco de Esquerda. Numa altura em que a Europa parecia dar passos 'históricos' para resolver a crise da zona euro, eis que se afigura uma crise política. Se o Governo cair, é de admitir que os portugueses não perdoem ao primeiro-ministro os erros económicos cometidos nos últimos anos. E os imparáveis juros da dívida pública a 10 anos mostram que a desconfiança não desaparece.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 12 de fevereiro de 2011

De Ricardo Salgado a Américo Amorim

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 9 de fevereiro de 2011

Altos...

Ricardo Salgado, Presidente do BES

O BES voltou a ter lucros maiores do que os do BCP e do BPI juntos e acabou por distribuir dividendos aos seus acionistas, ao contrário do que aconteceu com estes dois bancos, que avançaram inclusivamente com aumentos de capital. Boas notícias (apesar da queda dos lucros e dos recursos totais de clientes), que tiveram reflexo positivo no valor das ações.

António Mexia, Presidente da EDP

Primeiro foram €750 milhões, na semana passada. Esta semana foram mais 200 milhões de francos suíços, em emissões de obrigações. Em condições normais seriam operações normais. Mas nos dias que correm trata-se de verdadeiras conquistas nos mercados financeiros, sinal de que apesar de tudo as empresas portuguesas com provas dadas não ficam sem financiamento.

Pedro Queiroz Pereira, Presidente da administração da Portucel

A Portucel continua a fazer parte das poucas empresas que em Portugal parecem viver num 'mundo à parte'. Em 2010, teve um crescimento de 26,5% no volume de negócios e de 100,4% nos lucros, aumentando em 25% as exportações, para cerca de €1,2 mil milhões. Um desempenho justificado em parte pela entrada em funcionamento da nova fábrica de Setúbal.

...e baixos

Américo Amorim, Presidente da Amorim Energia

Até onde irá a capacidade de resistência de Américo Amorim na Galp? Com a Petrobras a abandonar o barco, o problema Eni a ameaçar arrastar-se e os angolanos a cercá-lo por todos os lados, o empresário tem dias complicados pela frente. Valha-lhe o facto de o investimento na Galp estar a ter um elevado retorno.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 5 de fevereiro de 2011

De António Portela a Stanley Ho

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 2 de fevereiro de 2011

Altos...   

António Portela, Presidente executivo da Bial

A passagem de testemunho da terceira para a quarta gerações da Bial ocorre de forma tranquila e não constitui propriamente uma surpresa. António Portela alia a sua formação em Economia à experiência acumulada no sector farmacêutico (primeiro na Roche e depois na própria Bial) e terá o pai ao seu lado, que permanecerá como presidente do conselho de administração. É um desafio grande tendo em conta os tempos de crise que estamos a viver, a redução de preço dos medicamentos e a ambiciosa estratégia de internacionalização traçada pela empresa.

Salvador Guedes, Presidente da Sogrape Vinhos

Recebeu esta semana em Nova Iorque um galardão - o Wine Star Award - atribuído pela Wine Enthusiast Magazine, que distingue a Sogrape como 'Produtor Europeu do Ano' 2010. Um reconhecimento que fica muito bem no currículo e ajuda no desenvolvimento dos negócios a nível internacional, nomeadamente nos Estados Unidos, país onde as vendas têm estado a correr bem e que representam 10% da faturação.

Zeinal Bava, Presidente da PT

Na semana em que finalmente concluiu a compra de uma participação na Oi, a PT conseguiu colocar uma emissão obrigacionista a cinco anos no valor de ¤600 milhões, por um juro significativamente inferior ao que está a ser pago pelas Obrigações do Tesouro.

...e baixos

Stanley Ho, empresário

Estalou uma guerra familiar em torno da fortuna de Stanley Ho, com acusações de parte a parte e processos judiciais, uns já instaurados, outros por instaurar. É uma novela com ampla cobertura mediática e que apanha o empresário numa fase de enorme fragilidade.

 

Pedro Lima   

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 29 de janeiro de 2011

De Belmiro de Azevedo a Manuel Espírito Santo

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 26 de janeiro de 2011

Altos...

Belmiro de Azevedo, Presidente da Sonae

Já nos habituou a análises desassombradas sobre o estado da nação: esta semana criticou a campanha eleitoral para as presidenciais, onde diz que imperam discursos 'folclóricos', e defendeu uma vez mais o investimento na floresta, agricultura e turismo, em detrimento dos grandes projetos de 'obras públicas'.


Diogo Horta e Costa, fundador da Biodroid

A Biodroid é a primeira empresa portuguesa a ser nomeada para os International Mobile Gaming Awards, prémios que distinguem o que de melhor se faz ao nível de jogos para plataformas móveis. A empresa só saberá a 17 de fevereiro se é uma das vencedoras mas o feito 'histórico' de ser nomeada já ninguém lho tira.

...e baixos

António Comprido, secretário-geral da APETRO

Regressa a contestação: os preços dos combustíveis estão em níveis recorde, mas o preço do petróleo está longe do seu máximo histórico. Por muito que as gasolineiras se expliquem, não conseguem afastar a ideia de que estão concertadas na subida dos preços. Como explicar, por exemplo, que se pague exatamente o mesmo em todas as estações de serviço de algumas autoestradas?

Manuel Espírito Santo, Presidente da Rioforte

A Rioforte, que concentra os ativos não financeiros do grupo Espírito Santo, foi criada há um ano com a ambição de captar novos investidores graças à presença em mercados de elevado potencial de crescimento, como Angola. Esta semana vendeu a ESCOM, uma das suas joias da coroa. Admitindo que o negócio foi feito a um preço muito bom, ele não deixa de ser uma enorme machadada na estratégia que tinha sido definida.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 21 de janeiro de 2011

 

De Teixeira dos Santos a Gilberto Madaíl

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 19 de janeiro de 2011

Altos...

Teixeira dos Santos, ministro das Finanças

Havia previsões catastrofistas, mas na quarta-feira Portugal lá conseguiu passar no difícil teste da emissão de dívida pública. Foi uma primeira batalha ganha, das muitas que por aí vêm, e cujo resultado se deve em muito aos esforços do ministro das Finanças. Que esta semana pôde também apresentar boas notícias sobre a economia, embora a situação se mantenha complicadíssima - o que obriga a discursos realistas.

Francisco Bandeira, presidente do BPN

A competência da administração do BPN tem sido injustamente posta em causa e no Parlamento, perante a comissão parlamentar do Orçamento e Finanças, Francisco Bandeira disse o que lhe ia na alma. Ficou claro que dificilmente poderia fazer melhor - até porque é ao acionista Estado que cabe decidir o destino do banco, e não à administração.

António de Melo Pires, diretor-geral da Autoeuropa

Haja empresas com boas perspetivas de negócio. A Autoeuropa teve um bom ano de 2010, ao produzir mais de 100 mil veículos (o nível mais elevado dos últimos anos), beneficiando da melhoria do mercado alemão e da entrada na China. Aliás, é precisamente a previsão do aumento de vendas na China que lhe permite encarar 2011 com otimismo.

...e baixos

Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol

A embrulhada em que há muito tempo se tornou o caso 'Totonegócio' soma e segue. Com as receitas do Totobola abaixo do esperado, não resta outra alternativa aos clubes de futebol que não seja a de pagar o que devem ao Fisco - o Governo já deixou claro que vai até ao fim para cobrar €35 milhões em falta.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 15 de janeiro de 2011

De Guilherme d'Oliveira Martins a Cavaco Silva

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 12 de janeiro de 2011

Altos...

Guilherme d'Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas

Tem dado evidentes provas de independência, pelo que a sua escolha para chefiar a equipa que fará a reavaliação das parcerias público-privadas não deixa de ser uma boa notícia.

 

José Morgado, Presidente da Inapa

A Inapa contratou um novo financiamento de €133 milhões, um valor 16% acima da anterior operação de financiamento e que foi conseguido em alguns dos países onde o grupo está presente. O que é de assinalar tendo em conta as dificuldades de financiamento que muitas empresas estão a viver.

Vítor Costa, Presidente do Turismo de Lisboa

O turismo em Lisboa está definitivamente na mó de cima, como atestam os indicadores relativos a 2010, o melhor ano de sempre em número de dormidas. A divulgação da capital através das novelas brasileiras está a ser um sucesso, conseguindo captar muitos turistas do 'país-irmão'.

...e baixos

Cavaco Silva, Presidente da República

O que tem Cavaco Silva a esconder no caso da compra e venda de ações da SLN? Provavelmente nada de muito relevante, mas a sua recusa em explicar esse investimento, perante todas a dúvidas que subsistem e que a cada dia que passa se vão avolumando, já atinge níveis de bizarria. Sobretudo porque insiste em remeter as respostas para um comunicado de novembro de 2009 que nada esclarece e para as declarações de rendimentos depositadas no Tribunal Constitucional, quando as declarações relativas a esse investimento, de 2001 e 2003, não estão disponíveis. Arrisca-se a ficar com esta mancha no currículo se entretanto não esclarecer cabalmente a situação. E não havia necessidade.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 8 de janeiro de 2011

De Pedro Soares dos Santos a Jorge Coelho

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 5 de janeiro de 2011

Altos...

Pedro Soares dos Santos, Presidente executivo da Jerónimo Martins

Muito se tem dito sobre o extraordinário desempenho da Jerónimo Martins na Bolsa num ano mau como foi 2010, mas nunca é demais, em tempos de balanço, destacá-lo. Desde o início do ano, e até terça-feira passada, as ações subiram 69,22%, conquistando sucessivos máximos históricos, graças à aposta ganha na Polónia. Além disso, a empresa assume que não vai refletir a subida do IVA nos preços em Portugal a partir do próximo ano.

Helena André, Ministra do Trabalho

Assumiu o compromisso de aumentar o salário mínimo nacional para os €500 em 2011, mantendo-se firme no cumprimento do que tinha sido acordado - ainda que esse aumento seja faseado, atendendo às "circunstâncias económicas do país". Para já haverá uma subida de €10, para €485, já a partir de janeiro. Mais tarde se verá se consegue manter a firmeza agora demonstrada.

...e baixos

Ferreira de Oliveira, Presidente executivo da Galp

Especula-se em torno da sua não recondução na presidência executiva da Galp, numa altura em que se anteveem tempos difíceis, com o conflito latente entre Américo Amorim e os seus sócios angolanos. Além disso a Galp precisa de financiar os seus investimentos, pelo que tem de procurar alternativas a um aumento de capital. E a subida do petróleo traz de novo para a ribalta as acusações, recorrentes, de que cobra mais do que devia pelos combustíveis.

Jorge Coelho, Presidente executivo da Mota-Engil

É o espelho dos tempos de crise que se vivem em Portugal (e não só). A Mota-Engil é a empresa do PSI-20 que mais desceu em percentagem em 2010 (55% até terça-feira).


Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 30 de dezembro de 2010

 

De Jorge Armindo a António Saraiva

Pedro Lima (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 29 de dezembro de 2010

Altos...


Jorge Armindo, presidente da Amorim Turismo

Portugal passará a ter, na próxima semana, mais um casino, o 11º do país. O projeto da Amorim Turismo criará mais um polo de atração na península de Troia, cuja requalificação incluiu um novo destino turístico de grande potencial.


Carlos Martins, administrador da Almina

As minas de Aljustrel estiveram para fechar mas foram salvas a tempo. E estão de vento em popa, tendo em conta a escalada da cotação do cobre e os projetos que Carlos Martins e o seu irmão Jorge querem desenvolver. Não só se salvaram os postos de trabalho existentes como ainda se criaram novos. Uma boa notícia.


Vasco de Mello, presidente da José de Mello SGPS e da Brisa

Nesta quadra natalícia, a paz regressou à Brisa. Mas não totalmente. Apesar de a reorganização da empresa, considerada vital por Vasco de Mello, ter sido aprovada, o grupo José de Mello (que é o maior acionista da empresa) foi obrigado a fazer cedências e o cartão amarelo que lhe foi apresentado pelo fundo Arcus vai levar a uma vigilância apertada. Além de que a espanhola Abertis, que se absteve na votação da reestruturação na assembleia geral, regressou às hostilidades, mantendo-se assim como um 'espinho na garganta' na administração e na estrutura acionista da Brisa.

...e baixos


António Saraiva, presidente da CIP

No sapatinho de Natal deste ano, os patrões gostariam de ter limites imediatos às indemnizações por despedimento, assim como a suspensão do aumento do salário mínimo para €500, previsto para 2011. Pedidos a mais numa altura em que a crise está a afetar cada vez mais famílias.

Pedro Lima

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 23 de dezembro de 2010

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