18 de maio de 2013 às 13:31
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Almoço de presidenciáveis

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Almoço de presidenciáveis
As eleições presidenciais e a sucessão de Cavaco em Belém ainda vêm longe, mas há pequenos sinais que vão aparecendo aqui e ali. Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia e um dos nomes mais fortes à direita, esteve esta semana por Lisboa. E foi visto a almoçar com Assunção Esteves, a presidente da Assembleia da República, que é a primeira mulher no cargo e que há quem diga que sonha em ser também a primeira mulher em Belém (sem ser como primeira-dama). O repasto foi quarta-feira no muito laranjinha Tivoli da capital.

Contratação
António Costa decidiu dar sinal de vida e numa entrevista à Lusa posicionou-se para liderar o PS. No que pouca gente reparou foi que o autarca disse que "se me perguntar se posso ser guarda-redes do Benfica, digo-lhe claramente que não". Ora, afirma Gente, está aqui a solução: Costa não pode ser guarda-redes dos encarnados, mas ainda pode ser contratado para defesa-esquerdo (um problema crónico do clube). Ele joga à esquerda, é rápido e não se furta a umas caneladas...

Tribunal
Depois de chumbarem o corte nos subsídios para a função pública e reformados, os juízes do Tribunal Constitucional entretêm-se agora na escolha do elemento que falta para o elenco ficar completo. Mas, entretanto, decidiu admitir referendos à RATA. Sigla pouco feliz para Reorganização Administrativa Territorial Autárquica. Ora, Gente dá um conselho aos juízes do Palácio Ratton: Contratem o tipo da PJ que escolhe os nomes para as operações policiais...

Férias quase cá dentro
Como ainda não se lembrou de passar o conselho a letra de lei, Passos Coelho não consegue obrigar a oposição a fazer como os seus ministros e a passar férias no país. Mas ao que Gente apurou, nem é preciso: no maior partido da oposição, o mais para lá de fronteiras que se vai é até Marrocos (que é somente um pouco mais a sul do Algarve). Há tempos foi António Serrano que andou por lá, agora é Carlos Zorrinho. Está visto que as areias do deserto continuam a exercer uma irresistível atração sobre ex-governantes...

Sócrates de volta
De férias em Lisboa, o antigo primeiro-ministro foi apanhado por uma revista do social a almoçar num dos restaurantes fashion da capital. E com quem? Nem mais nem menos que com Luís Nobre Guedes, advogado e ex-homem forte do CDS. O que une os dois, que politicamente estão tão afastados? No currículo de ambos há uma passagem pelo Ministério do Ambiente. Sócrates no Governo de Guterres, Nobre Guedes no de Durão Barroso.

Empresa pública
Quinta-feira da passada semana, pouco depois das 13 horas, toca o telefone direto do gabinete do presidente da ANA. A secretária tinha ido almoçar e foi o próprio presidente da empresa quem atendeu o telefone. "Boa tarde, é do Ministério da Economia, queria falar com o presidente da empresa." "Faça favor, sou o próprio", respondeu. "Então, doutor Ponce Leão...", começou por dizer quem estava do outro lado. O gestor interrompeu a conversa: "Perdão! Daqui fala Guilhermino Rodrigues, ainda presidente da ANA embora há meses à espera de ser substituído. Tanto quanto sei, o doutor Ponce Leão ainda não tomou posse. Aliás, nem informaram de quando virá." O funcionário ministerial balbuciou: "Desculpe senhor doutor." Rodrigues voltou a esclarecer: "Está outra vez enganado, não sou doutor, sou engenheiro." Gente não pode assegurar que o diálogo tenha sido rigorosamente assim, mas as nossas fontes garantem que foi este o espírito. Aliás também juram que foram várias as cartas dirigidas a Ponce Leão, presidente da ANA, que Guilherme Rodrigues mandou devolver.


Alberto Frias

Mais um fogo para apagar...


ÁGUA NA FERVURA? Depois da polémica com o fogos no sul do país nas últimas semanas, Miguel Macedo, o ministro da Administração Interna, foi esta semana ao Parlamento dar explicações aos deputados... O debate, relatam as crónicas, até foi morninho, mas ainda assim Macedo foi obrigado a apagar alguns focos de incêndio com a oposição. Na imagem oportunamente captada por Gente, o ministro, qual bombeiro, prepara-se para apagar um fogo usando um copo de água. Talvez por isso existam tantas reclamações de falta de meios...

 

Correio Sentimental


António Costa é presidente da Câmara de Lisboa. Mas não exclui ser líder do PS. Afinal, o que quer ele?
Júlio Castelo, 44, Moura

É sempre difícil perceber o que quer o dr. Costa, partindo do princípio que ele próprio saberá o que quer. Parece certo que da Quadratura não quer sair. E que da Câmara também não. E que deseja ser líder do PS. E há quem garanta que também sonha ser Presidente da República. Talvez seja por isso mais correto perguntar: o que é que o Costa não quer?

Estamos a falhar as medalhas todas nos Jogos Olímpicos, é culpa da crise?
Patrícia Fonseca, 29, Lisboa

Não sabemos se a culpa é da crise, mas inclinamo-nos para responder que o caso deve ter dedo de Miguel Relvas. Se a prestação for muito, muito má mesmo, os portugueses até podem achar que o Governo, ao pé dos atletas olímpicos, é bem razoável. E um spinning brilhante destes só pode ter saído daquela cabeça igualmente brilhante.

Com as férias de Passos, Vítor Gaspar está a tomar conta do Governo. Até quando?
Pedro Costa, 73, Alfragide

De acordo com a orgânica do Governo, Vítor Gaspar é o número dois oficial, à frente de Paulo Portas (o PSD torcia-se todo se o líder do CDS ficasse a fazer as vezes de primeiro-ministro, ainda que por pouco tempo). Assim, é quem, por exemplo, lidera o Conselho de Ministros. Mas na segunda quinzena voltaremos a ter Passos Coelho no ativo. O que não quer dizer, afirmam as más línguas, que Gaspar deixe de mandar. Afinal, o que tem ele feito no último ano senão ditar o rumo do Governo?

Álvaro Santos Pereira tem anunciado uma aposta nas minas. É uma aposta estratégica?
Filinto Elias, 58, Braga

O ministro da Economia tentou pôr a economia a levantar voo. Não conseguiu e agora decide dedicar-se às profundezas. Se a indústria não tirar o país da crise, pelo menos mantém o Álvaro nas profundezas por mais tempo.

 

Ditosos filhos que tal pátria têm


Comendador Marques de Correia
comendador@expresso.impresa.pt

Destina-se hoje esta coluna a exaltar um homem que foi injustamente preterido na venda do Pavilhão Atlântico (talvez por não ser genro de quem se conheça). E, falando dele, aproveito para enaltecer tantos outros como ele (ou até um pouco abaixo) porque é ele o mais destacado dessa grande classe - os agentes de comunicação.

O doutor António Cunha Vaz não nasceu - apareceu! Mas aparece pouco, uma vez que só dará por ele quem, à lupa, o procurar. Fenómeno de discrição, sabemos apenas que tem 50 anos (ou talvez outra idade qualquer) e que é especialista em comunicação.

Isto faz do doutor Cunha Vaz um homem importante, uma vez que a sua ação gira em torno de grandes homens e grandes empresas, através das quais visa atingir maiores objetivos: homens ainda mais altamente colocados, empresas ainda maiores e mais sólidas.

O doutor Cunha Vaz é, quiçá, o único especialista do mundo que é pago para gizar projetos que não têm em vista a glória de quem lhe paga, mas a própria, a 'cunhavazal' glória! E tem conseguido, honra lhe seja e chapeau!

Homem de um só parecer e preferência, fundou uma empresa, a Cunha Vaz & Associados, em que os associados estão todos ao serviço de Cunha Vaz. Todos juntos, ele e os associados, podem, por sua vez, servir qualquer um. Por exemplo, se a Igreja quiser deixar de ser Católica, pode contactar o doutor Cunha Vaz; mas se o Sporting quiser passar a ser Benfica, também; se a mesquita quiser passar a católica, lá tem o doutor Cunha Vaz (e um ou outro associado), mas se o Benfica quiser passar a Sporting, o doutor Cunha Vaz não se esquiva. O PSD já o contratou para ser tudo e mais alguma coisa. E o PS também, porque o doutor Cunha Vaz é de alto coturno e fulgurante ação. Não se sentindo prisioneiro de um princípio, de uma ética ou de uma linha de ação, é uma das personalidades mais livres do país! E o doutor Cunha Vaz na sua enorme liberdade, costuma estar sempre aliado a outros ditosos filhos. Pode, até ser ele o lídimo descendente da "ínclita geração, altos infantes" que canta o vate. Não sei, porque embora descendente, pode não ser lídimo.

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