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Alemanha: Ministro da Economia volta a rejeitar Eurobonds

"As Eurobonds são um mau sinal enviado para as economias nacionais que falharam", defende Philipp Roesler.
Lusa |

O ministro alemão da Economia e líder do partido mais pequeno na coligação que governa a Alemanha, Philipp Roesler, voltou a manifestar-se contra a emissão de Eurobonds para lidar com a crise da dívida europeia.

Segundo uma entrevista divulgada hoje por um jornal alemão, o ministro rejeita que possa haver Eurobonds com este Governo.

"As Eurobonds são um mau sinal enviado para as economias nacionais que falharam. Cobrir os riscos de outros países com Eurobonds vai imediatamente elevar as taxas de juro na Alemanha e isso teria efeitos dramáticos no crescimento do nosso país", afirmou o ministro.

Roesler, que foi já tema de vários artigos de jornal pela sua falta de firmeza durante os seus 100 dias no Ministério da Economia, representa também a proposta de um governo económico na zona euro apresentado esta semana pela chanceler alemã, Ângela Merkel, e pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"A política económica da Alemanha será feita pelo ministro alemão da Economia para pôr fim a qualquer mal-entendido", concluiu o ministro que lidera os liberais democratas alemães (FDP) A ideia da emissão de Eurobonds - títulos de dívida pública emitidos em conjunto pelos 17 países da zona euro - mereceu já o apoio de diversos responsáveis europeus, mas a discussão foi adiada por Merkel e Sarkozy, após a cimeira franco-alemã que decorreu na terça-feira.


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'Ministro da Economia volta a rejeitar Eurobonds

Hoje descobri porque é que não fazia ideia quem era Philipp Roesler quando ele começa-se a se fazer ouvir, sendo apenas ministro da economia na Alemanha... e para minha surpresa também vice-chanceler. Ele está no cargo à pouquíssimo tempo e tem isdo criticado no mesmo, antes era ministro da saúde e o seu partido (de que é também é líder à pouco tempo) tem perdido eleições regionais. É caso de facto para se se ficar nervoso e querer se mostrar mais. O problema é que o anterior ministro também era do partido liberal e o crescimento da Alemanha no último trimestre foi absolutamente anémico. É caso para se perguntar, que política estão a defender? Temem que os eurobonds aumentando as taxas de juros da Alemanha, ponha em perigo o seu crescimento? Mas que crescimento?

Seria talvez a hora de perceber que é contraproducente a uma nação exportadora aspirar a crescer sem que os seus os seus mercados naturais recuperem. O elevado preço do dinheiro também significa que uma boa parte dos rendimentos destes vai passar a ir para aquele, em vez de ir para produtos sólidos, tangíveis, onde a Alemanha é excelente, e costuma dar cartas. Talvez por isso o seu surpreendente crescimento anémico.
EUROBONDS QUENTINHOS

Percebe-se a ideia dos eurobonds. A zona euro deveria ter uma política económica comum e, de caminho, a responsabilização comum pelas dívidas dos países em incumprimento. Claro que sem que cada país perca os seus direitos e a sua autonomia. Uma espécie de relação tipo Madeira com a República. Quando toca a pagar paga a República, quando toca a gastar gasta desenfreadamente a Madeira. Ainda recentemente Cavaco Silva veio afirmar que a variável endógena, mais conhecida por défice, não deveria ser referida na Constituição. As omissões são muito saborosas. São como os eurobonds.
A cartilha de Passos Coelho e de Cavaco...
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Compreendendo e desmontando os mitos da “nova economia” norte americana”

MITO nº1
Esta é uma quebra temporária, as anomalias são resolúveis no curto prazo, e depois a economia arrancará de novo a todo o vapor
MITO nº 2
Cada país ou região pode “comprar” uma maneira própria para sair de todas estas crises acumuladas
MITO nº 3
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Re: A cartilha de Passos Coelho e de Cavaco...
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