Agricultura poupa 2,64 milhões de hectares com transgénicos
Um artigo de revisão, publicado na revista científica GM Crops, analisou 155 trabalhos de investigação sobre os impactos das culturas geneticamente modificadas (GM) na biodiversidade e concluiu que a utilização destas culturas pode contribuir para a redução dos impactos negativos da agricultura nos ecossistemas e na biodiversidade.
As culturas transgénicas podem ajudar os agricultores a aumentar a produtividade dos seus cultivos, permitindo a redução de solo agrícola, libertando-o para a produção de outras culturas ou para a biodiversidade prosperar. Estima-se que sem culturas geneticamente modificadas (GM) seriam necessários mais 2.64 milhões de hectares para a agricultura global.
Em comunicado hoje divulgado, o Centro de Informação de Biotecnologia garante que existem inúmeros dados indicativos de que as culturas GM não têm efeitos adversos significativos nos organismos não-alvo, tais como organismos do solo, herbívoros e abelhas. Para além disso, as culturas GM podem ajudar a suprimir pragas dos campos vizinhos com produções convencionais.
Mais produtividade
A maior produtividade das culturas "permite uma maior preservação dos habitats naturais e da biodiversidade". O CIB refere ainda que estudos de comparação entre cultivos GM e convencionais indicam que 74% dos resultados são mais positivos para os produtores de variedades transgénicas. E quando este tipo de dados são relativos a países em desenvolvimento a percentagem é de 82%.
Os aumentos das produtividades vão dos 16 aos 30% em média nos países em desenvolvimento e de 7% nos países desenvolvidos.Os resposnáveis dos CIB asseguram que as culturas GM facilitam as práticas agrícolas de conservação do solo com reduzida (ou sem) mobilização do solo e preservação da humidade.
Nos EUA, entre 1996 e 2008, o cultivo de soja aumentou de 51% para 63% do total da área de solo arável, exactamente por estarem disponíveis variedades de soja tolerantes aos herbicidas e dessa forma ser possível reduzir a mobilização do solo em 25%. Na Argentina, a introdução de soja permitiu a prática de não mobilização do solo de 33% da área de soja em 1996 para 80% em 2008.
Não há impactos negativos
Os estudos sobre os impactos de introdução de culturas GM na diversidade das variedades vegetais não são numerosos, mas o conhecimento científico actual indica que não existem impactos negativos relevantes.
As culturas GM podem ajudar a reduzir ainda mais os impactos da agricultura no ambiente a partir do momento em que se der início ao cultivo de variedades de culturas resistentes à seca e à elevada salinidade dos solos, permitindo a produção agrícola em solos com condições sub-óptimas e a redução do consumo de água.



D.R.
