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Agricultores do Mondego apostam no azeite biológico

A Cooperativa de Camponeses do Vale do Mondego/Parque Natural, na Guarda, investiu €800 mil euros na construção de um lagar de azeite biológico.
Lusa |
Agricultores do Mondego apostam no azeite biológico

O lagar "estará a funcionar em pleno no próximo ano", embora já tenha laborado na campanha deste ano "algumas toneladas de azeitona, a título experimental", explica Mário Martins, diretor da cooperativa.

O equipamento, que começou a ser construído em julho de 2010, na freguesia de Misarela, no Vale do Mondego, já está totalmente instalado, "faltando apenas os arranjos exteriores", indicou.Mário Martins disse que o lagar difere dos tradicionais, porque a extração do azeite é feita "a frio e sem água".

"É diferente dos outros porque aqueles metem água quente no circuito para extrair o azeite. Neste, o azeite é extraído a baixa temperatura, a frio e sem água, porque a única coisa que entra no 'decanter' é a massa da azeitona", explicou.

Adiantou que o azeite fabricado neste processo "mantém todas as suas características originais, a textura, o paladar, a cor e o sabor". O novo lagar está equipado com duas linhas de produção, uma que trabalhará
exclusivamente para azeite biológico e outra para azeite tradicional.

20 litros de azeite por cada 100 quilos de azeitona 


O dirigente frisou que a produção experimental deste ano permitiu concluir que a azeitona colhida no Vale do Mondego "tem um rendimento entre os 18 e os 20 por cento", ou seja, "que cada 100 quilos de azeitona produz 18 a 20 litros de azeite".

De acordo com Mário Martins, o novo equipamento "está dimensionado para o Vale do Mondego" e para os associados da cooperativa, mas a direção admite alargar a área de influência a outros concelhos da região, que possuem lagares de menores dimensões.

O lagar de Misarela tem capacidade para laborar "até 2.500 toneladas de azeitona por ano", esclareceu. O investimento de 800 mil euros teve uma comparticipação do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) em 40 por cento, sendo a restante verba assegurada pela Cooperativa de Camponeses do Vale do Mondego/Parque Natural.

A unidade ficará dotada com uma linha de enchimento, para comercialização de azeite produzido, que terá uma marca própria, segundo o dirigente. Quando estiver a funcionar em pleno garantirá dois postos de trabalho em permanência e três temporários, referiu.

O edifício do lagar também foi projetado para acolher um Mercado de Aldeia, onde os agricultores do Vale do Mondego poderão vender os seus produtos.


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Portugal antes de tudo
Isto so confirma que o campo, com os apoios certos, pode contribuir e muito pra o enriquecimento de Portugal.
Quantas outras iniciativas como esta poderiam acrescentar em emprego e em divisas com exportações àquilo que falta para que o Pais não tenha recessão? Imaginem cerca de 100 empreendimentos parecidos. Quantos empregos multiplicadores e quanto acrescentariam ao resultado de Portugal. É preciso mobilizar o Pais nesta direção.

Antonio.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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