21/05/2012 atualizado às 17:56
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Agência chinesa vai baixar o rating dos EUA

A agência chinesa Dagong anunciou que vai baixar o rating dos EUA e alerta para riscos da desvalorização do dólar.

16:38 Domingo, 31 de julho de 2011

A agência chinesa de 'rating' Dagong confia num acordo sobre a dívida norte-americana até terça-feira, mas alerta que vai baixar a nota dos EUA, atualmente de A+, devido à capacidade "insuficiente" do país de criar riqueza real.

Em entrevista à Agência Lusa por telefone a partir de Macau, o presidente da Dagong, Guan Jianzhong, afirmou acreditar que democratas e republicanos "irão tentar as medidas que forem necessárias para chegarem a um acordo" sobre o aumento do teto da dívida, evitando que os EUA entrem em incumprimento pela primeira vez na sua história.

"Penso que poderão alcançar um compromisso antes de 02 de agosto, caso contrário as consequências serão extremamente graves, pensamos que serão mesmo mais graves do que a crise financeira de 2008, porque todo o sistema financeiro e de crédito iria entrar em colapso", observou.

O responsável por aquela que é uma das quatro principais agências de 'rating' da China, e a única que não tem a Moody´s, Fitch ou Standard & Poor´s como parceira de negócio, considera, porém, que esse eventual acordo "não resolverá o problema de solvência" dos EUA.

A solução, apontou, "é aumentar a capacidade de criação de riqueza real", ao observar que esta "está a cair em vez de crescer".

EUA devem crescer 2,5% este ano


Os EUA registaram em 2010 um crescimento económico de 2,9%, que a Dagong prevê que baixe para os 2,5% este ano, a taxa de desemprego do país atinge os 9,5% e a dívida ascende a 14,3 biliões [milhão de milhões] de dólares (9,9 biliões de euros).

A Dagong "vai certamente baixar o 'rating' dos EUA - de A+, a mesma atribuída ao Japão - antes ou depois de 02 de agosto para um nível apropriado", afirmou Jianzhong sem especificar.

"Vemos que o crescimento económico e das receitas fiscais não consegue acompanhar o crescimento do pagamento das dívidas e essa é a principal razão para baixar o 'rating', porque significa que a solvência dos EUA está a cair", sustentou.

O responsável alertou para o facto de os EUA recorrerem à "criação de novas dívidas para pagar as dívidas antigas", uma medida que considera de "elevado risco para os credores, porque constitui em si uma ameaça".

Previsão de inflação


"Depois de elevarem o teto da dívida, como vão resolver o problema?", questionou, prevendo que os EUA "recorrerão à sua estratégia de emissão de mais dólares, o que causará inflação".

Para o presidente da Dagong "todo o mundo já sentiu as consequências da liquidez do dólar e, se os EUA recorrerem ao QE3 (quantitative easing 3 - terceiro pacote de medidas não convencionais), vai sentir efeitos mais destruidores desta política monetária acomodatícia, incluindo a União Europeia e economias emergentes".

Este modelo de desenvolvimento baseado na economia virtual "aumenta a possibilidade de ocorrer uma outra crise como a de 2008", alerta a Dagong.

Quanto aos efeitos sobre a moeda chinesa, Guan Jianzhong prevê que "nos próximos anos o yuan continuará a valorizar-se contra o dólar americano, porque o Governo dos EUA continuará a desvalorizar a sua moeda e é capaz de manipular as suas divisas contra o yuan".

"Esta capacidade e necessidade vão continuar a contribuir para a apreciação do yuan", constatou ao considerar que o Governo chinês revelou ter feito "uma análise prudente da situação internacional, defendendo um processo gradual de valorização do yuan, porque se esta for rápida não contribuirá para o crescimento económico" do país.

A China, a segunda economia mundial, é o maior detentor de títulos de dívida do Tesouro americano, com 1.160 mil milhões de dólares (807,4 mil milhões de euros) no mês de maio, segundo os últimos dados publicados por Washington.

Lusa
Palavras-chave  EUA, rating, corte, agência chinesa, Economia
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Não, a culpa não é do Sócrates
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:34 | Domingo, 31 de julho de 2011
Adianto-me antes que apareçam os cérebros brilhantes, orgulhosos da inteligência de tais inteligentes deduções. É como se em cada criança violada por esse mundo fora, se dissesse: “não foi o Carlos Cruz”… e isso o ilibasse de prováveis crimes.

Mas espero que mantendo os critérios de: quem beneficiou do nosso endividamento foi a Alemanha; se conclua que quem mais beneficiou do endividamento dos USA… foi a China.

Claro que todos, sem excepção, defenderão que os USA precisam de mudar de vida, baixando o nível de vida, para reduzir a dívida. Aposto que os do costume não irão defender que os USA, o que precisam é de mais investimento… continuando tudo na mesma. Ou que se arroguem ao direito de renegociar a dívida.

E pela dimensão da dívida, o devedor tem mais poder que os credores que teriam que se “dobrar” a qualquer decisão.

Só aguardo os “pareceres” dos especialistas do costume, mas tenho a certeza – pela apregoada coerência – que estarão ao lado do devedor e do seu povo: explorado por especuladores gananciosos chineses que não passam de “ultra-liberal-socialistas”.

E a nova palavra de ordem, será: “americanas e americanos, estamos com vocês”

E serão oferecidos os bons serviços da futura empresa de rating europeia, cujo lema humanista será: “se não podem pagar a gente “esquece” e fica para a próxima”, ou no máximo: “quando puderem paguem qualquer coisinha"
 
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'Agência chinesa vai baixar o rating dos EUA
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:20 | Domingo, 31 de julho de 2011

Eis uma noticia tramada para os Estado Unidos, equivalente àquelas quando a Moody's decide nos descer. Mas dirão, é a Dagong, é chinesa, o que é que interessa? Também houve uma americana, a Egan (salvo erro) que desceu aquela, quem reparou? Pois, mas os Chineses são dos maiores clientes de dívida dos EUA... pode ser chinesa e do outro lado do mundo, mas está no lado do mundo que interessa para quem espera alavancar recursos financeiros para os EUA.

(Já agora, e e que eu saiba, a Dagong ou pelo menos algumas das suas congéneres da China nunca foram tão extremistas na apreciação de Portugal como as Americanas... quando se especulava sobre todo o tipo de conspirações e acordos de amiguinhos, porque ainda conseguíamos vender dívida aos Chineses, talvez se devesse ter olhado também para as avaliações que as agências deles nos faziam.)
 
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    Re: 'Agência chinesa vai baixar o rating dos EUA    Ver comentário
Rantaplan (seguir utilizador), 1 ponto , 0:42 | Segunda feira, 1 de agosto de 2011
    Re: 'Agência chinesa vai baixar o rating dos EUA    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 10:48 | Segunda feira, 1 de agosto de 2011
EUA: a China baixa o valor da moeda americana
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 19:33 | Domingo, 31 de julho de 2011
Atenção EUA:

- Uma grande tempestade começa por uma ligeira brisa...
 
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Injustiça!
Gundi (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Domingo, 31 de julho de 2011
A mera existência de agências de rating chinesas é uma injustiça para as suas congéneres americanas. Ao contrário destas, e como toda a gente sabe, as agências de rating chinesas trabalham 16 horas por dia, e nunca fecham, nem domingos nem feriados. Além disso, fazem avaliações de qualidade duvidosa, que funcionam uma vez ou duas e estragam-se logo. Mas claro, como praticam preços muito abaixo da competição acabam por arrasar com todo o pequeno comércio local de rating.

Estou em crer que não tardará até que Moody's e companhia comecem a espalhar boatos sobre tráfico dos órgãos dos clientes destas agências chinesas, como forma de as desacreditar. Mas, ao preço que está a vida, os pequenos países têm que poupar, e se o chinês leva mais barato...
 
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A isenção das agências é relativa
Inoportuno (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Domingo, 31 de julho de 2011
Acho justa e rigorosa a notação desta agência chinesa relativamente aos Estados Unidos, assim com acho justas e rigorosas as classificações das que pertencem ou gravitam na economia deste país, relativamente a outras economias. No fundo são independentes, baseiam-se em critérios objectivos mas...até certo ponto. Não se pode esperar que uma agência chinesa seja tão condescendente como as ocidentais, americanas, para as economias onde principalmente se apoiam. É certo que o Estado e empresas chinesas podem perder muito com a desvalorização americana. Porém também não podem fugir à realidade que muita gente está compreender, e entre eles, os gestores das empresas orientais. No meio disto e a longo prazo eles querem, naturalmente, defender-se a si mesmos.
 
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