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Oposição reclama vitória

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No Zimbabwe vivem-se dias de incerteza. 48 horas após as eleições presidenciais e legislativas, a polícia patrulha as ruas de Harare repletas de opositores do regime, que aguardam pelo anúncio dos resultados.

O atraso na publicação dos resultados eleitorais no Zimbabwe levanta suspeitas sobre a manipulação do escrutínio de sábado passado. Morgan Tsvangirai, líder da oposição, declarou ao Expresso que o actual presidente zimbabweano, Robert Mugabe, "não vencerá, a menos que faça batota", garantindo que "o Presidente quer usar o exército e a polícia contra o povo", em caso de derrota. Comissão Europeia e Reino Unido já apelaram às autoridades do país para que publiquem os resultados o mais depressa possível, por forma a evitar" especulações".

O partido de Tsvangirai garante ter conseguido 60% dos votos, o dobro dos conquistados pelo partido do presidente Robert Mugabe, no poder há 28 anos.

O secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Tendai Biti, reclama ainda a conquista de 96 deputados, em 128 dos 210 círculos eleitorais. Este cenário é reforçado por uma sondagem, publicada no fim-de-semana, que anunciou a vitória de Tsvangirai com 55% dos votos, contra 37% de Robert Mugabe.

Em contrapartida, os primeiros números avançados pela comissão eleitoral do Zimbabwe apontam para um empate entre ambos os candidatos, que até ao momento terão conquistado 19 deputados cada, num total de 224, revela a televisão britânica BBC.

Caso nenhum dos candidatos atinja 50% dos votos, haverá lugar a uma segunda volta, facto inédito na história daquele país.