20 de maio de 2013 às 20:18
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Afluência às urnas prolongou presidenciais do Irão

Os eleitores iranianos tiveram mais duas horas para votar no candidato que virá a ser o décimo Presidente do Irão.

Cristina Perescom IRNA

A afluência massiva dos mais de 43 milhões de eleitores inscritos no Irão para eleger o seu próximo Presidente obrigou a prolongar o período de votação calculado inicialmente para terminar às 19h horas locais (15h30 de Portugal).

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De acordo com informações fornecidas pela sede nacional das eleições, as votações nos milhares de assembleias de voto espalhadas pelo país começaram às 8h da manhã e o período já foi estendido por duas vezes, dada a afluência de votantes ao longo de todo o dia e ainda nas horas finais do período eleitoral, primeiro prolongado para as 20h locais (16h30 de Portugal) e, finalmente, para as 21h locais (17h30 de Portugal).

Neste momento, não se adiantam ainda quaisquer resultados da votação dos quatro principais candidatos Mahmud Ahmadinejad, Mir-Hussein Mousavi, Mehdi Karroubi e Mohsen Rezaie.

Comentários 6 Comentar
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MOUSAVI
Todo o Ocidente torce para a vitória do moderado Hussein Mousavi e de Zahra.. Mas o radicalismo está incrustado no poder. A luta das mulheres iranianas pela igualdade é um dos aspectos principais destas eleições. Se o projecto de Zahra vencer, pode rastilhar todas as sociedades muçulmanas, árabes ou não-árabes, que se estendem da África Ocidental à Ásia do Sudeste, devido á importância do Irão.
Seja quem for...
Tendo em conta o sistema complexo (para nós), por que se rege o Irão, não parece que seja quem for o eleito, faça grande diferença. A política é decidida de cima para baixo e o presidente agora eleito dependerá sempre de uma entidade superior e de duas paralelas, sendo quenenhuma delas se consubstancia em cargos de eleição. Por isso o que mudará, se mudar, serão os rostos... ou novos refugiados políticos. Não é falta de fé, apenas realismo.
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Vença quem vencer!
Vença quem vencer, nada será igual daqui para frente. Com a nova política americana e com as perspectivas de uma abertura para futuras conversações irano americanas, poderá ficar definido um futuro de mais concórdia entre os dois países e não só.
Só desejo um futuro de paz, liberdade e prosperidade a um povo que de tão mal compreendido pelas ditas sociedades "democráticas" do Ocidente, sempre se soube impor sozinho ao Mundo e fazer prevalecer a sua independência e os seus direitos. É verdade que perante o nosso tendencioso e parcial modo ocidental de ver a política, existem muitos erros na República Islâmica. Sem dúvida que os há.
Mas possamos nós talvez, "democratas ocidentais" aprender algo com eles que não falharam quando foram chamados a votar. A prova está na elevada percentagem de votantes que respondeu ao apelo em todo um imenso País de 74 milhões de habitantes. Que eu saiba por cá, assim como na democrática Europa foi o que se viu. Afinal que moral temos nós para os acusar seja do que for? Só o véu Islâmico das mulheres? É ridiculamente pouco, mesquinho e francamente maldoso!
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