17 de abril de 2014 às 12:51
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Advogada diz que Renato Seabra é "apenas um suspeito"

Renato Seabra vai ser hoje ouvido por um juiz no hospital onde está internado. Advogada da família sublinha que ele é "apenas um suspeito" da morte de Carlos Castro e que "interessa conhecer os factos". (Vídeos SIC no final do texto) Clique para visitar o dossiê Homicídio de Carlos Castro
Lusa
Renato Seabra será hoje ouvido por um juiz Rui Mindrico/Lusa Renato Seabra será hoje ouvido por um juiz

A advogada da família de Renato Seabra, apontado como alegado autor do homicídio do cronista social Carlos Castro, sublinha que o jovem "é apenas um suspeito".

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"Lamentamos o sucedido, mas não sabemos quem o fez. Ele (Renato Seabra) é apenas um suspeito", disse Paula Fernandes aos jornalistas, à saída da igreja matriz de Cantanhede, frisando que a família do jovem modelo apenas conhece "a versão da comunicação social".

Verdade tem de ser averiguada


De acordo com Paula Fernandes, "interessa conhecer os factos", mas "ninguém sabe em que situação é que ocorreu (o crime que resultou na morte de Carlos Castro)".

"Infelizmente, temos uma pessoa que faleceu e temos uma pessoa que poderá vir a falecer aos poucos, caso não seja averiguada a verdade", declarou a advogada.

A causídica disse ainda que a mãe de Renato Seabra, que viajou para Nova Iorque, já se encontrou com o filho, mas recusou dar pormenores do encontro. "Foi um encontro de apoio moral e psicológico, que quer um quer outro necessitam neste momento", limitou-se a dizer.

Cordão humano de apoio a Renato Seabra


Paula Fernandes confirmou que Renato Seabra está a ser representado nos EUA por uma sociedade de advogados, mas escusou-se a divulgar qual.

Pelas 21h30 de ontem, cerca de 400 pessoas formaram um cordão humano na Praça Marquês de Marialva, em frente à igreja matriz de Cantanhede, numa manifestação de apoio a Renato Seabra. Os participantes observaram um minuto de silêncio, concluído com uma salva de palmas.  

Renato Seabra vai ser hoje ouvido por um juiz no hospital onde está internado por não estar em condições de abandonar o local.

 

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Manifestação de apoio? A quê?
"Pelas 21h30 de ontem, cerca de 400 pessoas formaram um cordão humano (...), numa manifestação de apoio a Renato Seabra. Os participantes observaram um minuto de silêncio, concluído com uma salva de palmas. "

Por muitas atenuantes que eventualmente se venham a apurar, seria de bom senso moderar as "manifestações de apoio". Solidariedade com a família, compreende-se. Até se compreende alguma solidariedade com um rapaz que destruiu provavelmente também a sua própria vida.

Mas... não esqueçamos a razão para os problemas em que RS está envolvido. Terminar qualquer "manifestação de apoio" com palmas arrisca-se a ser visto como o aplauso de um brutal assassinato.

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C. C. suicidou-se ?
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OS ADVOGADOS E AS EVIDÊNCIAS
O cruel assassinato de que foi vítima um gay assumido e grande escritor Carlos Castro deixou Portugal indignado. Não estava escrito que ambos iriam para New York para ficar. Um foi brutalmente assassinado. O outro foi parar às cadeias norte-americanas que não são para brincadeiras. Os advogados, por sua vez, tentam contrariar as evidências e os depoimentos de Renato perante o que já declarou à Polícia e aos magistrados. Nos Estados Unidos não há aquele tipo de benevolência que nós por cá estamos habituados. DE SALIENTAR A RAPIDEZ COM QUE O PROCESSO FOI DESENCADEADO!!! Se fosse em Portugal o processo ficaria andaria a passinho de caracol e acabava por ficar nulo. LÁ, NÃO!
Bom,
Confesso que tenho muita dificuldade em lidar com o assunto que tem a ver com esta notícia, ou seja, o mundo "gay". Não consigo perceber até, como é que existem aquelas paradas do auto-intitulado "orgulho gay", como se fosse possível, acho eu, ter orgulho em ser gay. Também acho que se o fenómeno alastrar, e se situarmos o assunto no plano da perpetuação da espécie humana no âmbito das relações heterossexuais, aí sim, tenho motivo para ficar preocupado. De resto, não julgo, para não ser julgado, e acho também que ninguém deverá "cuspir para o ar". Mas que a coisa não me entra na cabeça, lá isso não
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São formalismos
Presumível inocente até transito em julgado, outros ítens do direito semelhantes, são formalismos que pretendem a defesa da dignidade do homem até prova em contrário.
O que importa é a substancia, os factos, o que ocorreu e não ocorreu.
Para mim, desde que se formalize uma acusação, é presumível culpado e não presumível inocente, pois que nunca vi nem nunca ninguém viu uma acusação sem fundamentos sólidos.
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