18 de abril de 2014 às 18:17
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Adriático de portas abertas ao Oriente

Capitais do comércio com o Oriente na época da República de Veneza, os portos do Adriático uniram-se novamente para desafiarem o monopólio dos seus concorrentes da Europa do Norte.

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Antes da crise, a Ásia ainda era a fábrica do mundo a baixo preço, para onde se deslocalizava a produção para reduzir o custo final. Hoje, basta contar os contentores em circulação para se ter uma ideia de um novo dado da economia mundial: durante o ano passado as trocas entre os Estados Unidos e a União Europeia ascenderam a 5,2 milhões de TEU (unidade de medida para um contentor de 20 pés); entre a UE e a Ásia, 16 milhões; entre os vários países da Ásia, 56 milhões. Números vertiginosos que mostram que o "Extremo Oriente" se tornou o principal mercado dos produtos manufaturados. O boom da Alemanha está, além disso, ligado à penetração nesses mercados, que começou há uma década.

Atualmente, 80% das exportações provenientes do nordeste de Itália têm como destino os países europeus em lenta recuperação e 8% delas vão para os mercados da Europa oriental, oferecendo apenas migalhas aos tigres asiáticos. O futuro do Nordeste, locomotiva industrial da Itália, depende também da sua capacidade de encontrar novos mercados.

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