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Administração da Autoeuropa recusa retomar negociações

A fábrica de Palmela rejeitou a proposta para reabrir as negociações com os funcionários, no sentido de evitar o 'lay-off´.  
Lusa |
A administração da Autoeuropa já recusou a possibilidade de reabrir as negociações
A administração da Autoeuropa já recusou a possibilidade de reabrir as negociações / DR

A Administração da Autoeuropa recusou a proposta para reatar as negociações a fim de evitar o 'lay-off´ e reafirmou a disponibilidade para validar o pré-acordo rejeitado pelos funcionários, disse hoje à Lusa António Chora, da Comissão de Trabalhadores.

"A empresa disse-nos que não (a novas negociações) e que a única coisa que está em cima da mesa é a carta de 24 de Junho, onde afirma que o pré-acordo rejeitado pelos trabalhadores continua em aberto", disse António Chora, adiantando que a Comissão de Trabalhadores vai contestar o 'lay-off´.

"Ontem apresentámos oficialmente à administração a moção aprovada nos plenários da semana passada. A administração ficou de nos dar os fundamentos do 'lay-off´. Posteriormente teremos cinco dias para encetar negociações e tentar travar, de alguma maneira, a aplicação do 'lay-off´. Até lá, vamos ver o que poderemos fazer junto de várias entidades", acrescentou.

Para o Coordenador da Comissão de Trabalhadores Autoeuropa, a "solução mais prática" para ocupar os funcionários durante os dez dias de 'lay-off´, que a administração pretende levar a cabo até Dezembro de 2009, é a formação profissional, mas que não parece exequível na fábrica de automóveis de Palmela.

"A solução mais prática que conhecemos é a formação. Mas ninguém consegue pôr 3040 pessoas em formação num dia", disse, admitindo que não será fácil encontrar alternativas.

Quanto à possibilidade de se fazerem os dez dias consecutivos de 'lay-off´, e não dez dias alternados como pretende a empresa, António Chora reconhece que poderia haver vantagens para os trabalhadores, mas adverte para o perigo de se encerrar a empresa mais dez dias em período em crise.

"A vantagem dessa solução é que os trabalhadores iriam receber 75% do vencimento em quatro desses dez dias. Mas essa solução teria também alguns inconvenientes", frisou.

"Numa altura de crise, encerrar uma empresa que está a responder aos clientes quase dia a dia, durante dez dias consecutivos, para além das férias em que vamos encerrar durante três semanas, também poderia ter alguns riscos", justificou.

António Chora garantiu, no entanto, que todas as possibilidades estão em aberto para a Comissão de Trabalhadores, quando chegar o momento de discutir o `lay-off´.

"Está tudo em cima da mesa para negociarmos com a administração logo que sejamos informados dos fundamentos do 'lay-off´", concluiu o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa.


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O que é que esperavam?...

Não é pensável que existam empresas (dignas desse nome)) com "pachorra" para engolir todas as palermices da "gloriosa classe operária" e seu "mentor" em Portugal (PCP, como é óbvio..).

O que é que esperavam?

Não querem, tudo bem, qualquer dia partem para outra, nós pagaremos os subsídios de desemprego e o PCP/CGTP ganham mais uns pontos na luta contra o Governo.

É claro que, para o PCP, com a Direita no Governo, al uta tem mais "razão de ser".

Portanto, para "eles", a mesma "coerência" de sempre.....
Agora é tarde!
Tiveram tudo para resolver a questão. Os trabalhadores têm por hábito colocar em forma de "cheque em branco" os seus destinos nas mãos das Centrais Sindicais, que têm interesses mais prioritários que os dos trabalhadores. Isto resulta da falta de cultura e abundante iliteracia que grassa no país. Os alemães, por seu turno, não brincam em serviço. O resultado está à vista.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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