21 de abril de 2014 às 7:56
Página Inicial  ⁄  Dossiês  ⁄  Dossies Atualidade  ⁄  Homicídio de Carlos Castro  ⁄  Adiado julgamento de Renato Seabra

Adiado julgamento de Renato Seabra

Advogado do suspeito de homicídio de Carlos Castro queixou-se de não ter ainda toda a documentação necessária à defesa. Clique para visitar o dossiê Homicídio de Carlos Castro
Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA (www.expresso.pt)
Renato Seabra continua preso Lucas Jackson/Reuters Renato Seabra continua preso

O juiz Charles Solomon, do Supremo Tribunal de Manhattan, adiou hoje a marcação do julgamento de Renato Seabra para dia 4 de abril. David Touger, o advogado do jovem português que é acusado de ter assassinado o cronista Carlos Castro, queixou-se de ainda não ter recebido das mãos da procuradora Maxine Rosenthal dados de ADN recolhidos no local do crime, bem como fotos do corpo da vítima. Dados "essenciais para a defesa", afirma o causídico.

Clique para aceder ao índice do dossiê Homicídio de Carlos Castro

Solomon tinha anunciado que marcaria hoje às 10h locais (15h em Lisboa) a data do julgamento, após a promessa de Rosenthal, na última sessão, de que facultaria toda a documentação requerida por Touger.

Caso o julgamento seja finalmente marcado no próximo dia 4 de abril, a estratégia do advogado de Renato Seabra passa por alegar a insanidade do seu cliente. "Procuramos o veredicto de não-culpado pelo motivo de doença mental ou deficiência", afirmou David Touger no verão passado.

Caso Renato Seabra não seja condenado, ele será transportado de Rikers Island, a ilha-prisão onde permanece, para um hospital psiquiátrico.

Advogado com tarefa complicada


Hoje, numa conversa muito rápida à saída do Supremo Tribunal de Nova Iorque, uma fonte da procuradoria explicou ao Expresso que a tarefa de David Touger será bastante difícil. "Ele terá de provar que Renato Seabra estava tão louco que não sabia que era errado matar alguém daquela maneira, ainda por cima com requintes de malvadez"

Recorde-se que após o crime, Renato Seabra foi capturado num hospital no centro de Nova Iorque, visto que teria ferimentos ligeiros nos pulsos, alegadamente autoinfligidos.

Levado para uma das esquadras de Manhattan, muito perto do Hotel Intercontinental (onde o corpo de Carlos Castro tinha sido encontrado horas antes), o jovem modelo confessou o assassínio do cronista português, bem como a sessão de tortura que se seguiu e que culminou com a castração da vítima.

O interrogatório foi levado a cabo por Michael Mongielo e Richard Tirelli, dois elementos da polícia de Nova Iorque (NYPD).

Polícia revoltado


David Touger pediu a anulação da confissão, alegando que o seu cliente não estava consciente nem acompanhado por um advogado.

Na altura, há mais de um ano, o Expresso tentou contactar Richard Tirelli e Michael Mongielo, mas não obteve autorização das chefias da NYPD. Num dos telefonemas, um dos agentes que atendeu a chamada mostrou-se revoltado com as fotos da cena do crime. "Você não pode falar com os meus colegas, mas também porque é que se está a preocupar com um nojento que fez o que fez a um homem com idade para ser avô dele?".

Renato Seabra é acusado de homicídio em 2.º grau e incorre numa pena que pode ir de 15 anos a prisão perpétua.
Comentários 1 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
nos eua
acho que nao brincam em serviço: deve apodrecer na cadeia
PUBLICIDADE
Expresso nas Redes
Pub