Os cinco acusados do processo BCP
já foram notificados e, à partida, vão todos requerer instrução e evitar assim que o caso chegue a julgamento.
A defesa de Jardim Gonçalves, fundador e antigo presidente do conselho de administração do banco, vai alegar que a acusação não tem qualquer dado novo em relação aos relatórios da CMVM e do Banco de Portugal, que não atribui qualquer responsabilidade individual aos acusados.
E, de facto, os cinco acusados - Jardim Gonçalves, Castro Henriques, Cristopher Beck, Filipe Pinhal e António Henriques - respondem exactamente pelos mesmos três crimes: manipulação de mercado, falsificação e burla qualificada, o mais grave punível com uma pena máxima de oito anos de prisão.
O Ministério Público
acusa os cinco antigos responsáveis do banco de montarem um esquema de manipulação de títulos com 17 empresas off-shore para evitar a desvalorização das acções do banco. O BCP teve um prejuízo de 600 milhões de euros.