Acusação cedeu ao pedido do advogado de Renato Seabra
Desde o início de Março que David Touger, advogado de Renato Seabra, exigia mais dados sobre a investigação do homicídio de Carlos Castro. Soube-se hoje, durante mais uma sessão de pré-julgamento, que a procuradora Maxine Rosenthal cedeu já alguns desses elementos, entre os quais relatórios pormenorizados da cena do crime e fotos da autópsia feita ao corpo do cronista social.
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Fonte da procuradoria revelou ao Expresso que, nos próximos dias, serão facultadas amostras de ADN recolhidas no interior do quarto do hotel usado por Renato Seabra e Carlos Castro, durante a sua estadia em Nova Iorque.
Em sentido inverso, Touger entregará o relatório psiquiátrico que encomendou ao hospital de Saint Luke, em Manhattan, local onde o modelo português foi assistido a 7 de janeiro, pouco antes de ser detido pela polícia de Nova Iorque (NYPD).
A defesa não comenta se aquele relatório servirá para alegar insanidade no acto do crime do jovem português.
Seabra entrou cabisbaixo no Tribunal
À saída da audiência de hoje, pouco depois das 12h (17h em Lisboa), David Touger não quis prestar declarações, mas a mesma fonte da procuradoria garante que "tendo em conta passou até hoje, desde que o caso deu entrada no Supremo Tribunal de Nova Iorque, é natural que a fase de pré-julgamento se venha a arrastar ainda por mais algum tempo".
O juiz Charles Solomon marcou nova sessão para o próximo dia 3 de Junho.
Esta manhã, e como já vem sendo habitual, Seabra entrou cabisbaixo na sala número 1313. Tal como na audiência anterior, do passado dia 8 de Abril, vestia o fato cinzento oferecido pela mãe, que continua a viver na cidade de Newark, no estado de New Jersey.
Seabra é acusado pelo Ministério Público de Nova Iorque de homicídio em segundo grau, cuja moldura penal varia entre os 25 anos de cadeia e a prisão perpétua.


