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Vítor Constâncio apontado para a presidência da União Bancária europeia

O vice-presidente do BCE é forte candidato à presidência do organismo que vai ser responsável pela supervisão bancária da zona euro.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

O diário económico alemão "Hadelsblatt", citando fontes próximas da Comissão Europeia, diz na sua edição de hoje que o economista português Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu, poderá ser o novo presidente da União Bancária.

A condição, dizem as fontes, é que Constâncio "se volte  inteiramente para essa tarefa, retirando-se da política monetária".

Na próxima quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia vai apresentar as suas propostas para um mecanismo único de supervisão bancária, que deverá entrar em vigor em 2013. Durão Barroso já esclareceu que a união bancária não exigirá alterações aos tratados existentes.

"BCE terá papel importante na supervisão bancária"

No passado dia 7, o vice-presidente do Banco Central Europeu considerou "normal" que os líderes europeus garantam à entidade um "papel importante" na supervisão da futura união bancária na Europa.

"Qual é o significado de uma união bancária? A meu ver, envolve uma transferência para o nível europeu do quadro regulamentar e institucional responsável por salvaguardar a robustez e estabilidade do sector bancário", sublinhou Vítor Constâncio em discurso  feito em Amesterdão, na Holanda, lembrando os "benefícios" da atribuição de poderes de supervisão ao banco central.

O presidente do Conselho Europeu, o belga Herman van Rompuy, disse hoje esperar que a união bancária, que deve colocar o BCE como supervisor único, possa ser aprovada numa reunião de líderes europeus em dezembro.

O responsável referiu que o Conselho Europeu está a trabalhar numa proposta para avançar com a integração europeia e as suas quatro áreas (a união bancária, orçamental, económica e política) no mês de outubro.

Para Vítor Constâncio, que falava em Amesterdão num evento de abertura do ano académico, organizado pela Escola Duisenberg das Finanças, "a recente crise financeira demonstrou como os problemas de forma rápida e forte no setor financeiro de um país podem-se espalhar para outro".

Nesse sentido, prosseguiu, a alocação de poderes de supervisão ao BCE garantirá que "os vários elementos que integram o conceito de união bancária" formem "uma estrutura sólida e consistente que promova a integração financeira" na Europa.