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Valentim ainda acredita em vitória por 15-0

O presidente da Assembleia Geral da Liga diz que a acusação por corrupção activano jogo Boavista-Estrela da Amadora foi um murro no estômago, desfecho que atribui a comprometimento da juíza do processo

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Em conferência de Imprensa na sede da Liga de Clubes, no Porto, Valentim Loureiro afirmou não ter dúvidas de que a juíza do processo não se sentiu à vontade para julgar o caso relativo ao jogo Boavista-Estrela da Amadora, disputado em Abril de 2004, por ser enteada de Pôncio Monteiro, ex-vice presidente do FC Porto e da Federação Portuguesa de Futebol. A favor desta convicção, o presidente da Cãmara de Gondomar lembrou que foi a própria juíza, Isabel Lemos, que solicitou ao Tribunal da Relação do Porto para ser dispensado do processo, alegando ser familiar de um amigo do Valentim Loureiro.

"Se um árbitro pedisse à Comissão de Arbitragem para não ser nomeado por ser familiar de um dos intervenientes no jogo, certamente o seu pedido seria atendido. Assim não o entendeu o Tribunal da Relação, facto que me deixou apreendido, agora vejo que com razão, mas respeito a decisão da juíza", observou Valentim, afirmando que ainda acredita que acabará por ser absolvido dos dois processos em que está indiciado por corrupção activa.

"Dos 15 processos em que fui indiciado pelo Ministério Público de Gondomar, 12 já foram arquivado, estou pronunciado em dois, enquanto outro permanece sem qualquer decisão até hoje", frisa, confiante que no final ganhará o jogo com a justiça por 15-0. A crença de que não será acusado de qualquer crime no processo que agora o leva à barra do Tribunal de S. João Novo, no Porto, bem como ao seu filho João Loureiro, é tal que Valentim Loureiro garante que "dará a sua casa" a quem provar que ele falou com Jacinto Paixão, o árbitro do Boavista-Estrela da Amadora, antes do jogo e que o tentou influenciar.

"Só falei com ele 24 horas após o jogo e foi ele que me ligou. Disse-me que o jogo tinha corrido mal (derrota do Boavista), que não podia fazer nada, e eu respondi-lhe que ele esteve bem", lembra Valentim Loureiro, que assegura que o este jogo ainda não acabou. "Está no intervalo e continua no Tribunal de S.João Novo", adverte, justificando a conferëncia de Imprensa na sede da Liga pelo facto de este processo reportar ao futebol profissional e ele exercer as funções de líder da AG da Liga de Clubes. "Quando for assuntos relacionados com a autarquia, falarei na Câmara, e num hotel se se tratarem de assuntos não relacionados com o futebol ou com Gondomar".

João Loureiro, também acusado de corrupção activa, vai dar uma conferência de Imprensa amanhã, às 16 horas, num restaurante do Porto, propriedade da família.

  • Valentim e João Loureiro vão a julgamento

    Valentim Loureiro e o filho, João Loureiro, vão a julgamento no processo do Apito Dourado relativo ao jogo Boavista-Estrela da Amadora, revelou hoje fonte do Tribunal de Instrução Criminal do Porto.