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UNESCO confirma adesão da Palestina

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Bandeira do país do Médio Oriente já foi hasteada na sede da organização em Paris.

Rodrigo Leite (www.expresso.pt)

A UNESCO confirmou hoje a adesão da Palestina à agência cultural das Nações Unidas, em Paris, depois de ter sido votada em outubro passado.

"Este é um momento verdadeiramente histórico", afirmou o Presidente palestiniano Mahmoud Abbas, num discurso pontuado por muitos aplausos e ovações de pé.

"Esperamos que este seja um bom auspício para a Palestina se tornar membro de outras organizações", referiu Abbas.

A votação para a integração da Palestina levou os EUA a tomar a decisão de cortar os fundos para a agência. Esta interrupção de fundos obrigou à redução de programas de alfabetização e desenvolvimento em países como o Iraque, o Afeganistão ou o recém-criado Sudão do Sul.

Os palestinianos também pretendem uma adesão completa às Nações Unidas, mas os EUA ameaçaram vetar esta medida, defendendo que primeiro deverá ser feito um acordo com Israel.

Influência dos EUA

As autoridades norte-americanas criticaram a decisão da UNESCO por colocar em risco todo o trabalho da comunidade internacional em direção a um plano de paz para o Médio Oriente, e que poderá ser uma distração do objetivo de reiniciar as negociações diretas entre Israel e a Palestina.

Todos os anos, os EUA contribuem com 80 milhões de dólares, o que equivale a 22% do orçamento geral da UNESCO. A contribuição relativa a 2011 ainda não tinha entrado até as leis entrarem em vigor, o que deixou imediatamente a UNESCO em crise. Agora, há vários países a exercer pressão sobre os EUA para que continuem a enviar fundos.

A UNESCO é conhecida pelos seus programas para proteger as culturas através da World Heritage, mas a sua missão principal também inclui atividades para ajudar a erradicar a pobreza, assegurar água limpa, ensinar crianças a ler e promover a liberdade de expressão.