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Três acusados no processo Figo

Acusação do caso Figo/Taguspark foi concluida esta terça-feira. Rui Pedro Soares, Américo Thomati e João Carlos Silva são acusados de corrupção passiva. Luís Figo foi ilibado.

Rui Gustavo e Micael Pereira (www.expresso.pt)

O Ministério Público terminou esta terça-feira a investigação ao caso de corrupção relacionado com a contratação do ex-futebolista Luís Figo pelo Taguspark e concluiu que há indícios suficientes para levar a julgamento três administradores do parque tecnológico de Oeiras.

Américo Thomati, presidente da comissão executiva, João Carlos Silva, administrador executivo, e Rui Pedro Soares, administrador não executivo, foram acusados de corrupção passiva para acto ilícito, um crime punível com um a oito anos de prisão.

A procuradora que dirigiu a investigação, Teresa Almeida, decidiu não acusar Luís Figo. O ex-jogador do Inter de Milão e da selecção nacional de futebol assinou um contrato no valor de 750 mil euros para que a sua imagem fosse usada numa campanha de promoção internacional do Taguspark.

Encontro com Figo em Milão

O futebolista chegou a ser filmado a 25 de Setembro de 2009 (no mesmo dia em que surgiu ao lado de José Sócrates a apoiar a sua reeleição como primeiro-ministro) para um vídeo de publicidade. Figo recebeu uma primeira tranche de 175 mil euros, mas a campanha ainda não arrancou.

O contrato foi assinado no dia 1 de Agosto de 2009 por Américo Thomati e João Carlos Silva.

Numa entrevista ao Expresso, Rui Pedro Soares, que acumulava a função de administrador executivo da Portugal Telecom com o lugar de administrador não executivo do Taguspark, chegou a admitir que foi a Milão convencer Luís Figo a aceitar o acordo.

Nos últimos meses, surgiu a suspeita de que o ex-jogador teria sido contratado pelo parque tecnológico a troco do apoio público à reeleição de José Sócrates como primeiro-ministro.