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Terreiro do Paço de cara lavada

José Sócrates, acompanhado por uma mão cheia de actuais e ex-ministros, e também pelo presidente da Câmara de Lisboa, percorreu pela primeira vez na tarde de hoje a renovada praça.

Paulo Paixão (www.expresso.pt)

Foi uma numerosa comitiva governamental e autárquica que enfrentou durante cerca de uma hora, entre passeio e discursos, a torreira do sol. A alta temperatura, a rondar os 30 graus, mostrou como as esplanadas previstas para o Terreiro do Paço, em Lisboa, terão certamente bastante utilidade. Pelo menos as situadas na ala poente, na altura da visita já protegida pela sombra.

Mas os momentos de ócio numa cadeira junto às arcadas ainda vão demorar e ninguém arrisca um prazo. "Para breve" ou "logo a seguir" é o único horizonte que se consegue arrancar.

Para já, o que todos celebraram, desde o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, ao presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, culminando naturalmente no chefe do Governo, é o facto de as obras na placa central estarem terminadas a tempo da visita de Bento XVI, que celebrará missa no Terreiro do Paço no dia 11 de Maio.

Hoje à tarde estavam a ser colocadas pedras no tabuleiro, que formam as linhas oblíquas que marcam o pavimento. A zona ainda está delimitada por uma vedação de metal, mas das alas laterais pode ver-se com rigor como ficará a Praça do Comércio.

No centro, a estátua de D. José aguarda ainda pelo restauro, mas isso ficará para data posterior à vinda do Papa. Da "segunda fase da intervenção", como a designou Pedro Silva Pereira - ministro que tutela a Sociedade Frente Tejo, entidade que assegura as obras - faz parte a "recuperação das fachadas", a "adaptação dos pisos térreos", onde serão instalados serviços de restauração e de lazer, e a intervenção na Ribeira das Naus (território hoje nas mãos da Armada que será cedido à cidade, para espaço público).

Praça dos cidadãos

A devolução do Terreiro do Paço às pessoas (há década e meia era um parque de estacionamento) foi, aliás, uma tónica sublinhada pelo Governo e pelo Presidente da Câmara. A designação "Praça dos Cidadãos" estava bem visível, junto ao microfone usado nos discursos, ganhando assim o estatuto de novo slogan.

José Sócrates anunciou que se entrou na "fase de lançar os concursos de concessões", as quais permitirão que nos pisos térreos da Praça surja a referida oferta de serviços, mas não foi divulgado um calendário.

No entanto, ao que o Expresso apurou, a primeira concessão a ser atribuída será a do restaurante que funcionará no Torreão Poente, distribuído por dois pisos, um deles permitindo uma visão panorâmica sobre o Tejo.

Além de Pedro Silva Pereira, José Sócrates esteve acompanhado pelos ministros Rui Pereira, Alberto Martins, António Mendonça e Gabriela Canavilhas, além de vários secretários de Estado. O anterior titular do Ambiente, Nunes Correia (ligado ao arranque dos trabalhos), também esteve presente. Com o Presidente da Câmara de Lisboa estiveram os vereadores Manuel Salgado e José Sá Fernandes.