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Taxistas preparados para concentração nacional

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A marcha lenta de hoje terminou com a promessa de uma reunião para breve. Mas, caso a reivindicação não seja satisfeita, a ANTRAL alargará os protestos ao resto do país.

"Correu normalmente" e terminou "sem qualquer incidente", como referiu ao Expresso o presidente da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), a marcha lenta realizada esta manhã pelos taxistas, em protesto contra o novo regime do transporte de doentes não urgentes.

"Tenho de salientar a grande colaboração que tivemos por parte da polícia", fez questão de frisar Florêncio de Almeida.

A ANTRAL entregou no Ministério da Saúde e na residência oficial do primeiro-ministro um documento com esta e outras reivindicações do sector, tendo recebido a garantia, por parte do gabinete do primeiro-ministro, de que vai ser marcada uma reunião com caráter de urgência com todos os ministérios envolvidos na questão do transporte de doentes.

No protesto de hoje participaram cerca de mil taxistas. Tal como previsto, saíram por volta das 11h do Parque das Nações rumo à Assembleia da República, onde se concentraram no final da manhã.

Em causa está uma portaria recentemente publicada, segundo a qual passou a ser possível que veículos até nove lugares façam o transporte, bastando para isso ter duas placas identificadoras e o seu motorista possuir um curso de suporte básico de vida.

Terminada esta acção de protesto, a ANTRAL admite a realização de uma concentração nacional - a 2 de setembro, com profissionais de todo o país -, caso a portaria do Ministério da Saúde não seja revogada.

Florêncio de Almeida acredita que, a realizar-se, a próxima concentração será muito maior "com a participação dos taxistas da província, os mais prejudicados com esta medida".