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Sondagem: PS e PSD seguram intenções de voto

Caso das escutas não afectou a imagem dos socialistas nem beneficiou os sociais-democratas.

Rosa Pedroso Lima (www.expresso.pt)

Os valores globais estão sempre entre parêntesis. A projecção resulta do exercício meramente matemático, presumindo que os inquiridos que responderam NS/NR se abastêm

Os valores globais estão sempre entre parêntesis. A projecção resulta do exercício meramente matemático, presumindo que os inquiridos que responderam NS/NR se abastêm

O PS mantém 38,5% das intenções de voto e o PSD 26,9%, de acordo com a projecção da sondagem Expresso/SIC/Renascença referente ao mês de Dezembro. A polémica das escutas, que envolveu José Sócrates, parece não ter tido impacto nas opções políticas dos inquiridos desta sondagem, tanto para o PS como para o maior partido da oposição.

As diferenças registadas nos resultados da sondagem, em comparação com os dados do mês passado, são residuais e abrangem todo o espectro partidário: CDS/PP tem uma intenção de voto de 12,7%, logo seguido pelo Bloco de Esquerda com 9,2% e, finalmente, a CDU regista 7,7 pontos percentuais.

Com efeito todos os partidos - com excepção do Bloco de Esquerda - registaram quebras residuais de intenção de voto que oscilam entre os 0,2% do PP e os 0,6% do PSD. Os bloquistas registaram uma ligeira subida na projecção de votos, com 0,8 por cento de acréscimo em relação a Novembro.

Os dados agora referidos derivam de uma projecção matemática que integra nos resultados dos diferentes partidos o total dos indecisos, isto é, dos inquiridos que não sabem ou não quiseram responder ao inquérito. Em termos reais, na mesma sondagem, o PS registou 31,3% de intenções de votos, contra 21,9% registados pelo PSD. O CDS/PP é o terceiro partido na lista de intenções de voto, com 10,4%, seguido pelo Bloco de Esquerda com 7,5% e pela CDU com 6,3%. Um total de 18,5% dos inquiridos não responderam.

- Estudo de Opinião feito pela Eurosondagem, SA para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 25 de Novembro a 1 de Dezembro de 2009.

- Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores seleccionados e supervisionados, entre as 19 horas e as 22 horas.

- O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.

- A amostra foi estratificada por Região (Norte - 19,9%; A.M.do Porto - 14,4%; Centro - 29,9%; A.M.Lisboa - 26,1%; Sul - 9,7%) num total de 1 031 entrevistas validadas.

- Foram efectuadas 1 252 tentativas de entrevistas e, destas, 221 (17,7%) não aceitaram colaborar. Foram validadas 1 031 entrevistas, correspondendo a 82,3% das tentativas realizadas.

- A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo.

- Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino - 52%; Masculino - 48%) e, no que concerne à faixa etária (dos 18 aos 30 anos - 19,4%; dos 31 aos 59 - 53,4%; com 60 anos ou mais - 27,2%).

- O erro máximo da amostra é de 3,05% para um grau de probabilidade de 95%.

- Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na ERC.