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Sondagem: Orçamento de crise e apelo do Presidente

O apelo de Cavaco Silva ao consenso partidário na redução do défice e da dívida externa teve respaldo no Governo. O convite do Executivo não se fez esperar e, a duas semanas da apresentação do Orçamento de Estado, o ministro Teixeira dos Santos recebeu no Terreiro de Paço os partidos.

Humberto Costa (www.expresso.pt)

Os pressupostos definidos no discurso de Cavaco Silva, proferido no dia de Ano Novo, são mais identificáveis nas prioridades defendidas pela direita parlamentar. O barómetro deste mês traduz, de certa forma, essa realidade, quando 69,3% dos inquiridos acredita que o Orçamento de Estado para 2010 vai passar na Assembleia da República e, quase metade (49,7%) crê que com o apoio do PSD. No dia das primeiras reuniões com os partidos, o secretário de Estado do Orçamento rejeitava aumentos reais para a função pública. Mas, nessa matéria, não é acompanhado pelo estudo de opinião, já que a maioria (55%) não concorda com os cortes salariais na Função Pública e a quase totalidade dos inquiridos (90,5%) entende que o Salário Mínimo Nacional deve ser aumentado.

Contraste

Cavaco Silva e Paulo Portas estão no topo. Governo, juízes e Ministério Público são impopulares. Presidente é o que mais sobe.

Sem alterações

Quatro meses e algumas polémicas depois das legislativas, a correlação de forças não é abalada. O PS mantém-se à frente, o CDS é o terceiro partido e a esquerda recolhe a maioria das intenções de voto.

Estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, que foi realizado entre 7 e 12 de Janeiro de 2010. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte - 20,0%; AM do Porto - 14,7%; Centro - 29,9%; AM de Lisboa - 25,9%; Sul - 9,5%), e aleatória no que concerne ao sexo e faixa etária, de onde resultou feminino (51,6%), masculino (48,4%) e 18/30 anos (19,4%), 31/59 anos (52,5%) e 60 anos ou mais (28,1%), num total de 1010 entrevistas telefónicas validadas, que correspondem a uma taxa de resposta de 80,9%. O objecto da sondagem foi a intenção de voto para eleições legislativas, a actuação de órgãos de soberania e líderes partidários, e questões de âmbito político e social da actualidade. O resultado projectado da intenção de voto é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 20,9% respondentes "Ns/Nr" se abstêm. O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95%.